Lua de Contar Bênçãos

Chegámos à última Lua Cheia do ano 2012!
Na "Lua de Contar Bênçãos", deixemo-nos envolver pelo seu manto prateado que ilumina a escuridão das noites mais frias e longas do ano, enquanto relembramos as bênçãos que vivemos nos últimos 12 meses.

É o que farei:

Muita gratidão aos velhos amigos que sabem o significado de "amor incondicional", e se mantiveram sempre a caminhar do meu lado, no matter what.
A todas as pessoas maravilhosas que conheci ao longo deste ano.
Aos leitores e parceiros da Casa Claridade.
Aos meus guias e mestres, por manifestarem a sua presença e indicarem o caminho, por vezes de forma tão assertiva, quando estou distraída ou com falta de confiança.
Às fadas, aos anjos, aos espíritos ancestrais.
E a mim mesma.

As bênçãos mais especiais que conquistei durante o ano 2012:

Aprendi a andar de bicicleta - Foi dos momentos mais felizes e inesquecíveis de sempre. 
Sinto mesmo que renasci, que me tornei outra pessoa só por ter aprendido a fazer algo que desejei toda a vida, mas achava que não seria capaz.

Criei a Loja da Bruxa - Adoro fazer os meus incensos, os pós mágicos, o vinho mágico, os banhos... o processo de manufactura e de consagração é delicioso. Todo ele... uma bênção.
Ah, e vai haver novidades na loja para breve... 

Fiz o mestrado em Reiki - Foi no começo do ano, e o meu compromisso energético com o Universo estreitou-se, trazendo-me um grande sentimento de responsabilidade mas também de gratificação. Tratei muitas pessoas, dei cursos com o Marco, recebi centenas de pedidos de envio de Reiki (continuamos a enviar para as mesmas pessoas, gratuitamente).

Celebrámos o nosso handfasting - Se querem saber que diabo é isto, leiam aqui.

Mudei de casa - OK, isto não foi divertido. Mudar de casa é um fadário. Mas depois foi muito compensador, porque encontrámos um sítio tranquilo e simpático, onde passei a ter o meu próprio espaço para cursos e consultas.

Dei mais de 100 consultas de Tarot - Foi um looooooongo percurso cheio de momentos interessantes e de aprendizagem. 

Participei em diversos eventos abertos ao público - Uns, organizados por mim, e outros em que tive a honra de ser convidada. Esta bênção foi também um desafio que era importante ultrapassar, porque sou uma criatura tímida. Estou tão confortável aqui com os meus chinelos fedorentos sentada no sofá a escrever para o mundo - mas falar numa sala para 10, 20 ou mais pessoas já não é tão fácil assim.

Fiz uma tatuagem - Ah pois fiz! Resposta às perguntas de sempre: sim, doeu!
Fazer uma tatuagem não é para mariquinhas, que isto dói, e quanto maior for, mais tempo de tortura. Mas eu aguentei firme, que não sou de mariquices, que é lá isso.

Colaboração com o Jornal O Ribatejo - Sempre achei que, se um dia a minha foto viesse no jornal, seria na secção da Necrologia (bate em madeira!), mas não. É no Horóscopo.
As previsões são feitas por mim todas as semanas, e o Jornal está nas bancas às 5ª feiras. 

Escrevi um artigo para Revista Anima Mystica - [Talvez não tenham reparado que] adoro escrever, e o facto de poder escrever, não apenas no meu próprio blog onde-quem-manda-sou-eu, mas para jornais ou revistas, onde-quem-manda-são-eles-e-se-não-gostarem-mandam-te-dar-uma curva, é mesmo muito gratificante para mim.
Disse "um artigo" de propósito. Assim, enigmática. Querem saber sobre o que é, vão lá ler!
A revista é de excelente qualidade, e foi uma honra ter colaborado com eles.

Em suma: 2012 foi um ano para vencer obstáculos e para conquistar. As maiores conquistas foram, realmente, dentro de mim. Percebi que sou muito mais forte do que julgava, e estou muito contente comigo mesma por não ter desistido nos momentos difíceis.
Palmada no meu próprio ombro!

Agora, despeço-me, pois vou uivar para a Lua! AUUUUUUU!!!

Iluminada pela Lua,



10 passos mágicos para entrar no Ano Novo com o pé direito



1. Livre-se do lixo físico e energético. 
No dia 31 de Dezembro, abra todas as janelas da casa enquanto varre a casa inteira desde os fundos até à porta.
Em seguida, com a vassoura afastada do chão, a cerca de 20 cms, varra novamente, mas desta vez no ar - para retirar o lixo energético.

2. Queime os negativismos.
Escreva com caneta preta num papel todos os acontecimentos tristes e mágoas, agradeça pelas lições que lhe trouxeram, e em seguida queime o papel numa vela preta, dissolvendo e transmutando essa energia negativa;

3. Deite fora tudo o que não faz falta e não faz bem.
Recibos antigos de contas pagas, extractos desactualizados, bilhetes e fotografias de relações que já terminaram, jornais velhos, alimentos fora de prazo, embalagens vazias da casa-de-banho, papéis antigos que já não são precisos...

4. Uma fita vermelha. 
Ate uma fita vermelha à volta do puxador da sua porta de casa, do lado de fora, para protecção e para atrair boa sorte.

5. Atraia prosperidade. 
As laranjas representam, no Oriente, o ouro, a abundância.
Coloque na sala uma cesta cheia de laranjas.

6. Sinos e palavras de poder.
Logo a seguir à meia-noite, acenda todas as luzes, abra a porta de entrada, e entre com um sino na mão, fazendo-o tocar em todas as divisões, desde a entrada até aos fundos.
Em simultâneo, faça uma prece de acordo com as suas convicções religiosas, ou, simplesmente, diga alto palavras-chave como "Amor", "Saúde", "Paz", "Riqueza".
Se preferir, seja mais específico: "viajar", "um frigorífico novo", "um emprego", etc..
Peça o que quer! E faça-o alto, com entusiasmo e fé.

7. Vista-se bem. 
Vá ao seu roupeiro e escolha a roupa mais bonita que tiver. Use uma peça vermelha para reforçar o seu poder pessoal, nem que seja de roupa interior (esqueça as cuecas azuis!).
Não use roupa apertada nem descosida.

8. Partilhe.
Gere uma onda de boas energias, distribuindo alguns doces pelos vizinhos. Surpreenda-os, colocando alguns chocolates num saco pequeno e prenda-o nos puxadores das suas portas com um cartão a desejar um bom ano.

9. Coma aquilo que gosta. 
Se não gosta de passas, para quê comê-las só porque "a tradição manda"? Quer passar o ano todo a fazer coisas que não gosta? Coloque na sua mesa de jantar aquilo que mais gostar!

10. Quem dança, seus males espanta. 
Dance. Mesmo que não tenha jeito. Dance até ao ponto de transpirar, divirta-se e receba o ano novo a rir. Tem aqui uma boa coreografia para experimentar.

Tchim-tchim!

Hazel


Celebração de Handfasting


O handfasting é uma cerimónia ancestral pagã de união entre duas pessoas. Não existe apenas uma forma rigorosa de realizar este ritual, podendo ser ajustado de acordo com as crenças e preferências do casal, que tanto pode ser heterossexual como homossexual.

Dentro do círculo mágico, onde são conjurados os Deuses, os Guias e Mestres, os Elementos/ais, e todas as Entidades desejadas, o casal assume um compromisso de união, amor, respeito e lealdade perante estes e os restantes presentes.

Tradicionalmente, é escolhida uma ou várias fitas coloridas (representando cada cor um atributo específico), que são consagradas e atadas em lemniscata à volta dos pulsos unidos do casal, simbolizando, assim, o infinito, a ausência de fronteiras, o perfeito equilíbrio e a perfeita confiança, a união de polaridades.
Em alguns costumes, as fitas são mantidas até à consumação do ritual de união.

A cerimónia é conduzida por um Sacerdote ou uma Sacerdotisa, ou apenas pelos próprios noivos, que podem apresentar-se "vestidos de céu" (sem roupas) e cobertos apenas por um manto, ou trajados da forma que se sentirem melhor.

O ritual é cuidadosamente preparado com meses de antecedência, obedecendo a toda uma complexidade de pormenores; o tempo necessário para a colheita e secagem de ervas, a preparação de misturas sagradas, a maceração de incensos, óleos e vinhos mágicos que serão depois utilizados como oferenda e consumação simbólica e elemental da união.

No final de todos os procedimentos, que não irei detalhar por respeito ao secretismo que a Arte impõe, os recém-unidos saltam sobre uma vassoura colocada no chão, marcando, assim, o começo de uma nova etapa nas suas vidas em conjunto. A vassoura representa a união das polaridades, sendo que o cabo simboliza o órgão sexual masculino, e as cerdas, o órgão sexual feminino.

O handfasting não tem validade legal, porque os seus princípios não assentam na obrigatoriedade e no "até que as morte os separe", como acontece no casamento cristão, mas na expressão mais pura, genuína e livre do amor, na união de duas almas, que se prolonga muito além dos limites e do significado de um documento assinado e até da própria existência terrena.

A sua duração, tradicionalmente, é de apenas um ano e um dia, podendo ser renovado com reformulação de votos no ano seguinte, e assim sucessivamente, enquanto o amor durar.

Através do fumo dos incensos,

Hazel

"Sempre que tiver tempo, deite-se no chão e olhe para o céu."

"Se quiser fazer uma oração, faça-a para o céu. Se quiser meditar, medite com o céu, algumas vezes com os olhos abertos, outras com os olhos fechados. Porque o céu está dentro também; do mesmo tamanho que ele é fora, também é dentro.

Nós estamos no limiar do céu interior com o céu exterior, e eles são exactamente proporcionais. 

Como o céu de fora é infinito, assim também é o céu de dentro. 
Estamos exatamente no limiar; dos dois lados você pode ser dissolvido. Eles são os dois modos de se dissolver.

Se você se dissolve no céu exterior, então é oração. Se você se dissolve no céu interior, então é meditação. Mas no final dá no mesmo, você é dissolvido. E esses dois céus não são dois. 
Eles são dois apenas por sua causa; você é a linha divisória. Quando você desaparece, essa linha divisória desaparece. Então, o de dentro é o de fora e o de fora é o de dentro."

(excerto de "O LIVRO ORANGE - Técnicas de Meditação - Osho")

Debaixo do céu,



Querido Senhor das Barbas Brancas,

Desde 2008 que te escrevo uma vez por ano neste blog. Já é uma tradição!
E como tradições são tradições, aqui vai a minha missiva para este ano.

Este ano, portei-me espectacularmente bem. Superei todos os desafios que o Universo me apresentou com sucesso. Sem qualquer sombra de falsa modéstia, estou muito orgulhosa de mim mesma, como sei que também estás. Agradeço-te do fundo do coração, Senhor das Barbas Brancas, por me teres realizado ao longo do ano tantos sonhos que me pareciam impossíveis, e me trouxeram tantos motivos de alegria.

E que mais poderei pedir? Sabes que sou uma pessoa de gostos simples, sempre fui.
Mas este ano, que já estou um bocadinho mais crescida, permito-me ser um pouco extravagante em alguns dos meus desejos (e porque não?). São eles:


1. Uma cadeira de veludo com braços.

Para ler os meus livros, para meditar, para dormir a sesta, para pensar na vida, para escrever os meus posts, para dar consultas, para ouvir música, para comer bolachas, para coser, para ver o tempo passar, para contar histórias, para beber chá... eu sei lá...!


2. Velas.

Todas as noites, fazemos a 'hora medieval'.
"Que é lá isso?", perguntas tu. Desligamos as luzes todas da casa durante uma hora e acendemos velas.
Poupamos recursos do planeta, poupamos na factura da electricidade, e ainda por cima fica acolhedor.


3. Sabonetes.


Gosto de sabonetes perfumados. São úteis, são bonitos, são agradáveis. E eu canto no banho, mas desafino.






4. Colheres de madeira.

Pequeninas ou grandes. Fazem-me sempre falta para as minhas poções mágicas.





5. Este candeeiro.


Onde existe à venda? Não sei!
Mas gostava tanto de ter um...






6. Um baú grande.

Para guardar as roupas de fora de estação ou para me esconder lá dentro e pregar um susto a quem passasse.


7.
Uns óculos de Sol redondos e pequeninos.

Como os do John Lennon!
Não tenho explicação para isto. Não estão na moda, ninguém já os usa, mas eu sou uma rebelde, uma fora-de-moda, e gosto deles.


8.
Um banco pequeno e fofinho.

Para colocar no hall de entrada e sentarmo-nos quando nos calçamos/descalçamos (não andamos de sapatos dentro de casa).
E termina aqui a carta!
Bom trabalho, Senhor das Barbas!

Na paz dos pinheiros,



Como secar roupa em dias de chuva

Em dias de chuva persistente
Não se consegue secar roupa, é evidente.

Já quase não tinha o que vestir
E, por isso, pus-me a reflectir

Não posso andar pelas ruas desnuda
Enquanto queimava incenso de arruda
Decidi cobrir o estendal com um plástico
Foi um recurso deveras drástico

Mas ficou o problema resolvido
O do tempo, esse bandido.

Na frescura da chuva,