Balanço de 2014

Agradeço ao Universo, aos Deuses, aos meus guardiões de luz, ao meu filho L., ao meu companheiro Marco, à minha família de amigos, alunos, clientes, professores, colegas, leitores, vizinhos, conhecidos e desconhecidos que, ao longo destes 365 dias, das mais variadas formas, contribuíram para a minha felicidade. Do fundo do coração. 

Porque eu sou uma pessoa de listas, e adoro contar bênçãos, partilho alguns dos meus momentos mais especiais de 2014 (sem ordem de preferência, nem cronológica):


Grata por todos os Cursos de Tarot que dei, em Sintra, em Oeiras e no Algarve, pela energia de amizade e entusiasmo que se gerou em cada curso, e pelas pessoas maravilhosas que conheci em todas as turmas.


Grata por ter podido participar na celebração druídica do Equinócio de Outono no Cromeleque dos Almendres, com as corujas a piar junto a todos nós, os relâmpagos ao longe e a magia do local. Quem esteve, sabe...


Grata pelas aulas de Dança Oriental, que resgataram uma parte tão sagrada, delicada e especial de mim, e pelo espectáculo onde actuei há pouco tempo juntamente com as minhas colegas e professora.


Grata por ter colaborado com a amiga e fotógrafa Lieve Tobback, sendo uma das mulheres fotografadas em representação do Sagrado Feminino na sua exposição na Fábrica Braço de Prata, que esteve patente durante o Dia da Mulher.


Grata pelo meu gato Merlin. Uma bênção inesperada de 2014!
Nunca pensei ter mais gatos, mas ele cruzou-se no meu caminho, estava abandonado e trouxe-o para casa. Coloquei anúncios, mas como nunca foi reclamado, acabei por adoptá-lo.
Parece irmão gémeo do Aramis, uma coincidência engraçada do destino.


E o Aramis?, perguntais vós. O Dom Fuas está óptimo! Come-dorme-come-dorme-come...
Este ano foi entrevistado num programa da SIC, onde foi dar o seu testemunho sobre como é ser um gato-estrela!


Grata pelos ensinamentos recebidos pelo João Soeiro Lopes, sobre Terapia Regressiva.


Grata pela sessão fotográfica que fiz com o amigo e fotojornalista Luiz Carvalho.


Grata pelas aulas particulares de pintura a óleo com a artista plástica Isabel da Fonseca. Pelas aulas, assim como pela amizade.

Foi um ano que me trouxe inúmeras bênçãos, e o grande privilégio de poder fazer quase tudo o que gosto. Quase... ainda não está tudo. Essa é a ooooutra lista, altamente secreta, que escrevi no meu caderno de mesa-de-cabeceira, de objectivos para 2015. Porque a aventura continua!

Por tudo isto, estou profundamente Grata, não me canso de repeti-lo.
Até breve, e Boas Festas para todos!

Pronta para 2015,

Hazel

Conversar com árvores

No último Equinócio de Outono, tornei-me amiga de uma árvore.
Numa pequena mata com várias árvores e arbustos, existe uma área onde o chão está coberto por um grande quadrado de cimento, talvez despejado dos restos de uma obra.
O cimento rachou e, de dentro da fenda, nasceu um loureiro.

Solitário e inacessível como um náufrago que vive numa ilha de cimento, ele observa ao longe todas as outras árvores que dançam e se entrelaçam umas com as outras ao sabor do vento.
Fiquei muito tempo a observá-lo, debaixo do Sol profético de Setembro, encantada com a beleza e o perfume das suas folhas verdes, escolhidas pelas pitonisas de Delfos para honrar o deus solar Apolo.

Que intrigante ironia do destino, a do tenaz loureiro emergir das profundezas da terra justamente na fenda do cimento, assim como as sacerdotisas do oráculo, que se sentavam na trípode sobre a fenda de onde a serpente exalava os vapores mágicos.

O loureiro olhou-me de volta com os seus olhos verdes de clorofila e reconhecemo-nos um no outro. Disse-me, num sussurro, para nunca me esquecer que uma árvore nasce de uma semente e cria as suas próprias raízes, onde se deve apoiar. Que deve erguer-se alta e orgulhosa de si mesma, caso contrário, perde-se do caminho do Sol, que se faz com perseverança, graça e verticalidade. Uma árvore não desiste nunca. Tudo vê, tudo ouve, tudo sabe, e nada a perturba.

Com a permissão de Dafne e Apolo, trouxe alguns dos seus ramos para casa e, ocasionalmente, queimo uma folha, em honra da sábia serpente que ascende em espirais de fumo até àquele lugar onde só podem viajar na carruagem de Apolo os que conversam com árvores e ainda acreditam que os Deuses estão vivos.

Sob os ramos do loureiro,

Hazel

Ilusão Intemporal


















Há tempo para tudo, mesmo quando não temos tempo para nada.
Há tempo para rir, quando há tempo para chorar.
Tempo para arriscar, quando há tempo para sonhar.
Tempo para amar, quando há tempo para ralhar.

Tempo para calar, quando há tempo para falar.
E o contrário também.

Tempo para ver o tempo passar, quando há tempo para andar em contratempo.
Tempo para dançar, quando há tempo para lamentar.
Tempo para esquecer, quando há tempo para lembrar.
E o contrário também.

Só não há tempo para viver, quando é tempo de morrer.