Oração à Mãe Cósmica - para proteger a casa e o amor


Esta oração à Mãe Cósmica, que corresponde à fonte do Amor na sua expressão mais sublime, pode ser realizada em casal, como um acto de Magia a dois.

O seu propósito é criar uma aura da protecção, serenidade, amor, e dissolver ressentimentos, mágoas e encantamentos que possam estar a bloquear o percurso do casal.

Recomendo que seja escolhida uma 6ª feira para o efeito.

Depois de limpar a casa, queime incenso como oferenda e visualize pétalas luminosas de rosa a espalharem-se por todas as divisões da casa. Fale com o coração:

"Ó Ísis! 
Mãe do Cosmos, raiz do amor, tronco, capulho, folha,
flor e semente de tudo o que existe.
A ti, força naturalizante, conjuramos.
Chamamos a Rainha do Espaço e da Noite… 

E beijando os teus olhos amorosos, bebendo o orvalho dos teus lábios,
respirando o doce aroma do teu corpo, nós exclamamos:

Ó, Nuit! 
Tu, eterna seidade do céu, que és a Alma Primordial,
que és o que já foste e o que serás.
Ísis, a quem nenhum mortal levantou o véu.

Quando tu estiveres sob as estrelas irradiantes
do nocturno e profundo céu do deserto,
com pureza de coração e na chama da serpente, nós te chamamos:

RAM-IO… RAM-IO… RAM-IO…"

Sobre pétalas de rosas,

Hazel

O que fazer durante a Lua Minguante



Durante a Lua Minguante, tudo perde um pouco a intensidade. É a lua velha, que varre aquilo que está a mais. Não se começa nada, mas acaba-se o que está por acabar e deita-se fora o que não desejamos manter.

Sintonizando-nos com a sua influência, deixo algumas indicações sobre o que é mais favorável fazer durante esta fase:

- Rituais com a finalidade de eliminar/ afastar situações indesejadas;

- Limpeza energética da casa, para banir más energias;

- Meditação, introspecção, auto-análise;

- Terapias holísticas para resolver assuntos kármicos, negativos;

- Terminar relações negativas;

- Não insistir em projectos que não vingaram até agora, mas aguardar pela Lua Nova para tentar de novo; 

- Limpezas e arrumações domésticas, "destralhar";

- Finalizar trabalhos e assuntos pendentes;

- Fazer revisão de textos ou projectos;

- Colocar o arquivo em dia;

- Balanço de despesas;

- Amortizar dívidas, contrair empréstimos, negociar juros sobre empréstimos;

- Dietas de emagrecimento e desintoxicação;

- Depilação;

- Limpeza de pele;

- Cortar o cabelo, caso pretenda diminuir o volume;

- Tratamentos dentários.

No mundo da Lua,

Hazel

8 superstições que fazem sentido


Que atire o primeiro trevo-de-quatro-folhas quem nunca teve uma superstição. Sem qualquer fundamento científico, as superstições são apenas crenças. Têm de ter um significado, uma lógica, ou uma forte impressão de que produzem algum tipo de efeito para que eu acredite nelas.

Não me importo de abrir um guarda-chuva dentro de casa, mas se vir um quadro torto, vou sempre acertá-lo. Nesta lista, encontram-se as minhas superstições e os seus significados:


1. Pássaros em gaiolas
Um pássaro que vive uma vida inteira numa gaiola, sem liberdade, apenas para satisfazer o egoísmo humano que o aprisiona para escutar o seu canto e apreciar a sua beleza.

As gaiolas, sejam brancas ou douradas, não deixam de ser uma prisão. Impedir uma ave de honrar a sua essência, que é voar em liberdade, é contra-natura e, energeticamente, muito negativo.

Como diz o Sting e com razão, "If you love somebody, set them free". Se ama as aves, cultive plantas, coloque taças com água e comida na varanda ou do lado de fora da sua janela, e deixe-as vir até si. Ou compre um CD com cantos de pássaros.

2. Flores secas
Por muito belos que sejam os arranjos de flores secas, não deixam de ser flores mortas. É como maquilhar um defunto e pô-lo a enfeitar a casa porque é bonito, iaics!
Troque as flores secas por vasos com plantas vivas.

3. Quadros tortos
Quadros tortos criam falta de harmonia e desequilíbrio porque estamos sempre a ver uma imagem torta, desalinhada da linha do horizonte. A propósito, também sente aquela tentação irresistível de endireitar discretamente os quadros tortos quando vai a algum lugar? Alguém que me diga que não estou sozinha nisto.

4. Objectos partidos
Não queria partir-vos o coração com isto, minhas abóborazinhas, mas têm mesmo de deitar fora os vossos tesouros partidos. Não vale a pena colarem. Os antigos diziam, e com razão, "cacos são desgostos". Não vale a pena dizer que isto inclui os espelhos. Ah, vale, vale: isto inclui espelhos!

5. Animais embalsamados
Há gostos para tudo, e há quem goste desta estranha e macabra forma de arte.
Mas ter animais mortos em casa é extremamente negativo. Não transforme a sua casa num cemitério (bater em madeira!); troque os bichinhos embalsamados por quadros com representações deles.

6. Fotografias de entes queridos falecidos
É melhor guardar numa caixa todas as fotos de um ente querido que tenha partido, para podermos revê-las quando quisermos. Tê-las expostas, fazendo parte do nosso dia-a-dia seria como viver no passado. Devemos estar gratos pelo tempo e experiências que partilhámos e deixar quem partiu fazer o seu percurso noutro plano, sem prendê-lo à terra.
Desculpem se magoei alguém. Se for o seu caso, leia aqui sobre como superar as perdas.

7. Relógios parados
Já que falámos em viver no passado, os relógios parados também são proibitivos. Troque as pilhas, dê corda, acerte-os, e coloque-os em movimento. Se os seus fiéis testemunhos da passagem do tempo estiverem avariados, mande-os reparar, venda, dê ou deite fora, mas não os mantenha parados. Relógios parados = vida parada.

8. O quadro do "menino da lágrima" ou qualquer outro no mesmo nível depressivo
Antigamente, era moda. Alguns exemplares eram caríssimos. Mas nem por isso deixavam de ser deprimentes e negativos, com os meninos maltratados, sujos, esfarrapados e a chorar. Existem umas histórias por detrás dos quadros, sobre miséria, violência e abusos às crianças retratadas que os conseguem tornar ainda mais negativos do que já são. Fogo neles!

9. A sogra! - Estou a brincar, estou a brincar!

E agora, algo que Sorte: gatos pretos! Não precisam de fazer figas: os gatos pretos, como o da foto, não trazem má sorte, mas Boa Sorte e Protecção.

De vassoura na mão,

Hazel
Foto licença CC 2.0 por OiMax no Flickr

As 8 virtudes do Mago


Que em mim e em cada passo que dou, haja Beleza e Força, Poder e Compaixão, Honra e Humildade, Alegria e Reverência.

Quer seja estudante/praticante de Paganismo ou não, as 8 Virtudes são guias de vida que podem ser verdadeiramente transformadores para quem queira vivenciá-las:

1. Beleza
Não se limitando à beleza exterior, acima de tudo, a Beleza manifesta-se pela aceitação de quem realmente somos, na perfeição que há em cada um, com todos os seus pontos luminosos e os recantos mais obscuros. É no equilíbrio do Todo que se encontra a Beleza e cabe ao Mago descobri-la em si, na Natureza e nas pequenas bênçãos que a vida revela.

2. Força
Não é a força "bruta" mas o oposto: a capacidade de manter a delicadeza, serenidade e firmeza perante a adversidade. No Tarot, o arcano "A Força" é muitas vezes representado por uma mulher que domina um leão feroz com uma flor. Força nas convicções, capacidade de pensar por si mesmo.

3. Poder
Não confundir com a ideia errada de "ter poder sobre os outros". Todo o desafio passa-se dentro de nós. O Poder refere-se à capacidade de mudar a realidade individual, de superar as próprias limitações, de controlar e direccionar a própria energia com lucidez.

4. Compaixão
É através do exercício da Compaixão que o amor neutro flui, não apenas pelos outros, mas também por si mesmo. Sem cobranças, sem culpa, sem comparações, sem limitações.

5. Honra
A Honra passa por ser-se honesto consigo mesmo e com os outros. Significa viver segundo os princípios que se abraçou, manter os compromissos e honrar o valor da palavra. Falar com a consciência de que a palavra é criadora e transformadora.

6. Humildade
Não é um sinónimo de fraqueza ou de ser-se menos digno/merecedor, mas de saber reconhecer e abraçar tanto as próprias qualidades quanto as imperfeições, amando-as por igual, para aprender a sublimá-las na mesma medida. O excesso de orgulho pode anteceder a queda; pés sempre bem assentes na terra.

7. Alegria
Alegria implica leveza, prazer, sentido de humor. Não se levar a si mesmo tão a sério. Nem aos outros. Explorar os pequenos momentos cheios de significado e cor que a vida proporciona àqueles que têm a capacidade de ver. Receber as mensagens que o Universo nos envia. A Alegria é um dos ingredientes que melhor põem o mundo em movimento.

8. Reverência
Nutrir profundo respeito e devoção pelos Velhos Deuses e por tudo o que é sagrado, como o sopro de vida propriamente dito, nós mesmos, toda a Natureza e o planeta Terra. Respeito pelo nosso próprio corpo. Sabedoria para fazer as melhores escolhas (mesmo que não o pareçam aos outros). Gratidão por todas as bênçãos recebidas diariamente.

Não se fique apenas pela minha interpretação de cada virtude. Desenvolva as suas, reconheça-as nos seus actos, na sua vida e no Universo. Sinta-as. Viva-as.

Beijos virtuosos,

Hazel

Oração a Iemanjá


Iemanjá é uma divindade conhecida como a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios ou do mar. A mãe das águas. A Senhora do Mar.

As suas lágrimas transformam-se num rio que corre em direcção ao mar. Por esse motivo, um dos locais mais mágicos para o seu culto é, justamente, onde as águas dos rios se encontram com as águas do mar, formando espuma.

Iemanjá é a mãe de toda a Humanidade, protectora, que dá alento, orientação e conforto nos momentos difíceis e traz abundância.

Atende os pedidos que sejam feitos do coração.
Agradam-lhe as oferendas de flores e de música.
Para comunicar com esta entidade, faça-o de coração aberto, como uma criança que fala com a sua mãe. Peça e aguarde.

Oração a Iemanjá

"Odoiá, odoiá, Iemanjá,
Rainha das Ondas, sereia do mar.
Como é belo o teu canto, Senhora!
Quem o escuta, chora, mãe das águas,
Do oceano, soberana.
Dá-me sucesso, evolução e vitória.
Abre os meus caminhos, cuida de mim.
Que as águas sagradas do oceano lavem a minha alma.
Abençoa, mãe, a minha família e os meus amigos.
Permite que o amor seja a nossa maior fonte de energia.
Sou as tuas águas, as tuas ondas, e tu, Senhora, cuidas dos meus caminhos.
Iemanjá, no teu poder confio."

Sobre as ondas do mar,

Hazel

O uso dos pêndulos

As origens do uso do pêndulo perdem-se na noite dos tempos, sendo ancestralmente utilizado para detectar pontos de água subterrâneos, petróleo, minérios, encontrar tesouros, localizar pessoas, detectar granadas e minas enterradas, etc..

Esta ciência milenar dá pelo nome de Radiestesia, que vem do latim radius = radiação e do grego aisthesis = sensibilidade.

O pêndulo sempre foi utilizado nas mais diversas áreas; na agricultura, para escolher as melhores terras para fazer sementeira. Na navegação, para detectar o posicionamento de submarinos em cartas e mapas (na Segunda Guerra Mundial).

Os Druidas sempre recorreram às práticas de Radiestesia para, de acordo com as linhas magnéticas da Terra, escolher os locais mais favoráveis para os cultos pagãos.
Os chineses fugiam das "Garras do Dragão" (radiações nocivas para a saúde) detectando-as com a Radiestesia.

Na terapia Reiki, o pêndulo é utilizado para detectar pontos do corpo em desequilíbrio vibracional e estabelecer um esquema de tratamento. O uso do pêndulo como forma de comunicação com o nosso "Eu Superior", os Anjos e outras entidades pode revelar-se uma experiência absolutamente assombrosa. Há quem o utilize para adivinhação, colocando-lhe perguntas simples, de resposta "sim", "não", ou até mesmo para saber o sexo dos bebés.

Muitos terapeutas recorrem ao pêndulo para estabelecer a combinação ideal de ervas, essências ou florais de Bach para tratamento.

Quando perdemos um objecto, podemos percorrer a casa toda com o pêndulo para localizá-lo. São imensas as suas aplicações!

Quando um pêndulo é adquirido, a primeira coisa a fazer será limpá-lo energeticamente com Reiki ou através de defumação com incenso natural. Depois, devemos relaxar o corpo, serenar a mente, calibrar o pêndulo, e estará pronto a ser utilizado.

Hazel

Oração para pedir Inspiração

A oração é um dos veículos que existem para comunicarmos e nos sintonizarmos com os nossos Deuses, os nossos Guias - ou o que lhe queiram chamar.

Nem sempre uma oração tem de estar associada à súplica, ao desespero, à culpa ou ao medo incutido pelas instituições religiosas. Nada disso!

Fazer uma oração é como pegar no telefone para falar com os Deuses - que me perdoem os de ideologia mais rígida e tradicionalista, mas eu gosto de ver as coisas de forma simplificada.

Orar é falar. E falar é uma capacidade que todos temos, independentemente de qualquer religião.

Partilho esta bela e antiga oração para pedir inspiração, que li alto hoje de manhã, antes de começar a trabalhar. Ponha um incenso a queimar, respire fundo e leia:

Oração para pedir Inspiração

"Peço aos espíritos amigos e simpáticos, principalmente os entendidos no assunto, que me dêem inspiração para iniciar, prosseguir e terminar o trabalho que proponho realizar, relativo a (dizer o nome do que se pretende fazer).

Que as ideias aflorem na minha mente em concordância com a tarefa; que influências estranhas não perturbem a disciplina, a ordem e o bom andamento da obra e, no final, a sua conclusão venha a coroar ou premiar os esforços que envidei no sentido de realizar, criar e terminá-la com relativa perfeição, objectivo ou utilidade em benefício de pessoas necessitadas na sua criação."
in "O Livro do Exorcista", Editora Novalis
Beijos inspirados,



Japamala





Um japamala é composto por 108 contas de madeira que servem de guia na entoação de mantras ou orações, formando uma corrente de energia. Não é preciso seguir uma religião em particular para fazer uso do Japamala, basta compreender o seu significado.

Japa = repetição/sussurrar
Mala = corrente/colar.

A sua utilização regular aumenta a capacidade de concentração, clareia e serena a mente, acalma a ansiedade, facilita a ascensão para estados meditativos e, por conseguinte, para o contacto com os planos divinos.

De acordo com os escritos dos Vedas, o 108 é o número em que se divide o tempo entre passado, presente e futuro. O diâmetro do Sol tem 108 vezes o diâmetro da Terra.

Como utilizar?
Segura-se o Japamala com uma mão, mantendo-se os dedos mínimo, anelar e médio unidos, com o Japamala apoiado sobre o dedo médio. O polegar puxa as contas na nossa direcção, uma para cada mantra entoado. Começa-se sempre a partir da conta mais próxima do Meru (a "vassourinha" vermelha). Considera-se que Meru simboliza Deus, pelo que nunca se passa por cima dele. Assim, quando chegamos ao Meru, se quisermos continuar, temos de voltar atrás.

Quanto mais utilizar o seu Japamala, mais ele absorverá a sua energia, tornando-se um objecto sagrado, um talismã que atrairá sorte, protecção, abundância, plenitude, concentração e realização espiritual. 

Sob os auspícios de 108 mantras,

Hazel

Encantamento contra pesadelos

Este encantamento tem origens muito antigas; vem do tempo em que se acreditava que os pesadelos eram obra dos demónios e espíritos nocturnos que atormentavam as pessoas durante o sono.

Para ter uma noite tranquila, colocava-se os sapatos lado a lado junto à cama, um virado para cima e outro para baixo.

Havia a crença de que Mahr*, o espírito maléfico que subia para as camas e oprimia as pessoas durante os seus sonhos, teria de calçar os sapatos antes e, caso estes estivessem trocados, ele ficaria bloqueado.

Na versão original deste encantamento que tem sobrevivido ao longo de séculos, também se colocava uma faca ou outro objecto cortante de ferro debaixo da cama, para protecção, mas essa parte não recomendo - vai que alguém aí é sonâmbulo - fiquemo-nos pelos sapatos!

[Espero não ter contribuído para aumentar os terrores nocturnos de ninguém...]

Mahr é o nome que no Norte da Europa se dá aos espíritos nocturnos. Este termo forma a raiz de diversas palavras europeias para designar sonhos com pesadelos; nightmare em inlglês, maren em dinamarquês, nachtmar em alemão, cauchemar em francês.

Sob os auspícios de Morfeu,

Lua de Contar Bênçãos

Chegámos à última Lua Cheia do ano 2012!
Na "Lua de Contar Bênçãos", deixemo-nos envolver pelo seu manto prateado que ilumina a escuridão das noites mais frias e longas do ano, enquanto relembramos as bênçãos que vivemos nos últimos 12 meses.

É o que farei:

Muita gratidão aos velhos amigos que sabem o significado de "amor incondicional", e se mantiveram sempre a caminhar do meu lado, no matter what.
A todas as pessoas maravilhosas que conheci ao longo deste ano.
Aos leitores e parceiros da Casa Claridade.
Aos meus guias e mestres, por manifestarem a sua presença e indicarem o caminho, por vezes de forma tão assertiva, quando estou distraída ou com falta de confiança.
Às fadas, aos anjos, aos espíritos ancestrais.
E a mim mesma.

As bênçãos mais especiais que conquistei durante o ano 2012:

Aprendi a andar de bicicleta - Foi dos momentos mais felizes e inesquecíveis de sempre. 
Sinto mesmo que renasci, que me tornei outra pessoa só por ter aprendido a fazer algo que desejei toda a vida, mas achava que não seria capaz.

Criei a Loja da Bruxa - Adoro fazer os meus incensos, os pós mágicos, o vinho mágico, os banhos... o processo de manufactura e de consagração é delicioso. Todo ele... uma bênção.
Ah, e vai haver novidades na loja para breve... 

Fiz o mestrado em Reiki - Foi no começo do ano, e o meu compromisso energético com o Universo estreitou-se, trazendo-me um grande sentimento de responsabilidade mas também de gratificação.

Mudei de casa - OK, isto não foi divertido. Mudar de casa é um fadário. Mas depois foi muito compensador, porque encontrámos um sítio tranquilo e simpático, onde passei a ter o meu próprio espaço para cursos e consultas.

Dei mais de 100 consultas de Tarot - Foi um looooooongo percurso cheio de momentos interessantes e de aprendizagem. 

Participei em diversos eventos abertos ao público - Uns, organizados por mim, e outros em que tive a honra de ser convidada. Esta bênção foi também um desafio que era importante ultrapassar, porque sou uma criatura tímida. Estou tão confortável aqui com os meus chinelos fedorentos sentada no sofá a escrever para o mundo - mas falar numa sala para 10, 20 ou mais pessoas já não é tão fácil assim.

Fiz uma tatuagem - Ah pois fiz! Resposta às perguntas de sempre: sim, doeu!
Fazer uma tatuagem não é para mariquinhas, que isto dói, e quanto maior for, mais tempo de tortura. Mas eu aguentei firme, que não sou de mariquices, que é lá isso.

Colaboração com o Jornal O Ribatejo - Sempre achei que, se um dia a minha foto viesse no jornal, seria na secção da Necrologia (bate em madeira!), mas não. É no Horóscopo.
As previsões são feitas por mim todas as semanas, e o Jornal está nas bancas às 5ª feiras. 

Escrevi um artigo para Revista Anima Mystica - [Talvez não tenham reparado que] adoro escrever, e o facto de poder escrever, não apenas no meu próprio blog onde-quem-manda-sou-eu, mas para jornais ou revistas, onde-quem-manda-são-eles-e-se-não-gostarem-mandam-te-dar-uma curva, é mesmo muito gratificante para mim.
Disse "um artigo" de propósito. Assim, enigmática. Querem saber sobre o que é, vão lá ler!
A revista é de excelente qualidade, e foi uma honra ter colaborado com eles.

Em suma: 2012 foi um ano para vencer obstáculos e para conquistar. As maiores conquistas foram, realmente, dentro de mim. Percebi que sou muito mais forte do que julgava, e estou muito contente comigo mesma por não ter desistido nos momentos difíceis.
Palmada no meu próprio ombro!

Agora, despeço-me, pois vou uivar para a Lua! AUUUUUUU!!!

Iluminada pela Lua,



10 passos mágicos para entrar no Ano Novo com o pé direito



1. Livre-se do lixo físico e energético. 
No dia 31 de Dezembro, abra todas as janelas da casa enquanto varre a casa inteira desde os fundos até à porta.
Em seguida, com a vassoura afastada do chão, a cerca de 20 cms, varra novamente, mas desta vez no ar — para retirar o lixo energético;

2. Queime os negativismos.
Escreva com caneta preta num papel todos os acontecimentos tristes e mágoas, agradeça pelas lições que lhe trouxeram, e em seguida queime o papel numa vela preta, dissolvendo e transmutando essa energia negativa;

3. Deite fora tudo o que não faz falta e não faz bem.
Recibos antigos de contas pagas, extractos desactualizados, bilhetes e fotografias de relações que já terminaram, jornais velhos, alimentos fora de prazo, embalagens vazias da casa-de-banho, papéis antigos que já não são precisos;

4. Uma fita vermelha. 
Ate uma fita vermelha à volta do puxador da sua porta de casa, do lado de fora, para protecção e para atrair boa sorte;

5. Atraia prosperidade. 
As laranjas representam, no Oriente, o ouro, a abundância.
Coloque na sala uma cesta cheia de laranjas;

6. Sinos e palavras de poder.
Logo a seguir à meia-noite, acenda todas as luzes, abra a porta de entrada, e entre com um sino na mão, fazendo-o tocar em todas as divisões, desde a entrada até aos fundos.
Em simultâneo, faça uma prece de acordo com as suas convicções religiosas, ou, simplesmente, diga alto palavras-chave como "Amor", "Saúde", "Paz", "Prosperidade";

7. Vista-se bem. 
Vá ao seu roupeiro e escolha a roupa mais bonita que tiver. Use uma peça vermelha para reforçar o seu poder pessoal, nem que seja de roupa interior (esqueça as cuecas azuis!). Não use roupa apertada nem descosida;

8. Partilhe.
Gere uma onda de boas energias, distribuindo alguns doces pelos vizinhos. Surpreenda-os, colocando alguns chocolates num saco pequeno e prenda-o nos puxadores das suas portas com um cartão a desejar um bom ano;

9. Coma aquilo que gosta. 
Se não gosta de passas, para quê comê-las só porque "a tradição manda"? Quer passar o ano todo a fazer coisas que não gosta? Coloque na sua mesa de jantar aquilo que mais gostar;

10. Quem dança, seus males espanta. 
Dance. Mesmo que não tenha jeito. Dance até ao ponto de transpirar, divirta-se e receba o ano novo a rir. Tem aqui uma boa coreografia para experimentar.

Tchim-tchim!

Hazel


Celebração de Handfasting


O handfasting é uma cerimónia ancestral pagã de união entre duas pessoas. Não existe apenas uma forma rigorosa de realizar este ritual, podendo ser ajustado de acordo com as crenças e preferências do casal, que tanto pode ser heterossexual como homossexual.

Dentro do círculo mágico, onde são conjurados os Deuses, os Guias e Mestres, os Elementos/ais, e todas as Entidades desejadas, o casal assume um compromisso de união, amor, respeito e lealdade perante estes e os restantes presentes.

Tradicionalmente, é escolhida uma ou várias fitas coloridas (representando cada cor um atributo específico), que são consagradas e atadas em lemniscata à volta dos pulsos unidos do casal, simbolizando, assim, o infinito, a ausência de fronteiras, o perfeito equilíbrio e a perfeita confiança, a união de polaridades.
Em alguns costumes, as fitas são mantidas até à consumação do ritual de união.

A cerimónia é conduzida por um Sacerdote ou uma Sacerdotisa, ou apenas pelos próprios noivos, que podem apresentar-se "vestidos de céu" (sem roupas) e cobertos apenas por um manto, ou trajados da forma que se sentirem melhor.

O ritual é cuidadosamente preparado com meses de antecedência, obedecendo a toda uma complexidade de pormenores; o tempo necessário para a colheita e secagem de ervas, a preparação de misturas sagradas, a maceração de incensos, óleos e vinhos mágicos que serão depois utilizados como oferenda e consumação simbólica e elemental da união.

No final de todos os procedimentos, que não irei detalhar por respeito ao secretismo que a Arte impõe, os recém-unidos saltam sobre uma vassoura colocada no chão, marcando, assim, o começo de uma nova etapa nas suas vidas em conjunto. A vassoura representa a união das polaridades, sendo que o cabo simboliza o órgão sexual masculino, e as cerdas, o órgão sexual feminino.

O handfasting não tem validade legal, porque os seus princípios não assentam na obrigatoriedade e no "até que as morte os separe", como acontece no casamento cristão, mas na expressão mais pura, genuína e livre do amor, na união de duas almas, que se prolonga muito além dos limites e do significado de um documento assinado e até da própria existência terrena.

A sua duração, tradicionalmente, é de apenas um ano e um dia, podendo ser renovado com reformulação de votos no ano seguinte, e assim sucessivamente, enquanto o amor durar.

Através do fumo dos incensos,

Hazel