Dia 265

O lusco-fusco é cruel para os solitários que vagueiam pela rua.
Mas é doce e promissor para os que têm alguém com quem partilhar este silêncio feito pelo deslizar da fina cortina que separa a passagem do dia para a noite.

Dia 264

Numa cama macia, cor de rosas murchas, dorme há 2 séculos e meio uma donzela pálida.
Está tapada por um cobertor de pó, assim como tudo à sua volta.

As vidraças da janela do quarto estão meio quebradas pelas trepadeiras que crescem por curiosidade, só para a espreitarem.

Diz o cipreste que se fartou das crueldades do mundo e fechou-se em casa para sempre...
Eu acho que o cipreste mente e a verdade é que ela tem sono pesado e muito mau acordar.