10 passos mágicos para entrar no Ano Novo com o pé direito



1. Livre-se do lixo físico e energético. 
No dia 31 de Dezembro, abra todas as janelas da casa enquanto varre a casa inteira desde os fundos até à porta.
Em seguida, com a vassoura afastada do chão, a cerca de 20 cms, varra novamente, mas desta vez no ar — para retirar o lixo energético;

2. Queime os negativismos.
Escreva com caneta preta num papel todos os acontecimentos tristes e mágoas, agradeça pelas lições que lhe trouxeram, e em seguida queime o papel numa vela preta, dissolvendo e transmutando essa energia negativa;

3. Deite fora tudo o que não faz falta e não faz bem.
Recibos antigos de contas pagas, extractos desactualizados, bilhetes e fotografias de relações que já terminaram, jornais velhos, alimentos fora de prazo, embalagens vazias da casa-de-banho, papéis antigos que já não são precisos;

4. Uma fita vermelha. 
Ate uma fita vermelha à volta do puxador da sua porta de casa, do lado de fora, para protecção e para atrair boa sorte;

5. Atraia prosperidade. 
As laranjas representam, no Oriente, o ouro, a abundância.
Coloque na sala uma cesta cheia de laranjas;

6. Sinos e palavras de poder.
Logo a seguir à meia-noite, acenda todas as luzes, abra a porta de entrada, e entre com um sino na mão, fazendo-o tocar em todas as divisões, desde a entrada até aos fundos.
Em simultâneo, faça uma prece de acordo com as suas convicções religiosas, ou, simplesmente, diga alto palavras-chave como "Amor", "Saúde", "Paz", "Prosperidade";

7. Vista-se bem. 
Vá ao seu roupeiro e escolha a roupa mais bonita que tiver. Use uma peça vermelha para reforçar o seu poder pessoal, nem que seja de roupa interior (esqueça as cuecas azuis!). Não use roupa apertada nem descosida;

8. Partilhe.
Gere uma onda de boas energias, distribuindo alguns doces pelos vizinhos. Surpreenda-os, colocando alguns chocolates num saco pequeno e prenda-o nos puxadores das suas portas com um cartão a desejar um bom ano;

9. Coma aquilo que gosta. 
Se não gosta de passas, para quê comê-las só porque "a tradição manda"? Quer passar o ano todo a fazer coisas que não gosta? Coloque na sua mesa de jantar aquilo que mais gostar;

10. Quem dança, seus males espanta. 
Dance. Mesmo que não tenha jeito. Dance até ao ponto de transpirar, divirta-se e receba o ano novo a rir. Tem aqui uma boa coreografia para experimentar.

Tchim-tchim!

Hazel


Celebração de Handfasting


O handfasting é uma cerimónia ancestral pagã de união entre duas pessoas. Não existe apenas uma forma rigorosa de realizar este ritual, podendo ser ajustado de acordo com as crenças e preferências do casal, que tanto pode ser heterossexual como homossexual.

Dentro do círculo mágico, onde são conjurados os Deuses, os Guias e Mestres, os Elementos/ais, e todas as Entidades desejadas, o casal assume um compromisso de união, amor, respeito e lealdade perante estes e os restantes presentes.

Tradicionalmente, é escolhida uma ou várias fitas coloridas (representando cada cor um atributo específico), que são consagradas e atadas em lemniscata à volta dos pulsos unidos do casal, simbolizando, assim, o infinito, a ausência de fronteiras, o perfeito equilíbrio e a perfeita confiança, a união de polaridades.
Em alguns costumes, as fitas são mantidas até à consumação do ritual de união.

A cerimónia é conduzida por um Sacerdote ou uma Sacerdotisa, ou apenas pelos próprios noivos, que podem apresentar-se "vestidos de céu" (sem roupas) e cobertos apenas por um manto, ou trajados da forma que se sentirem melhor.

O ritual é cuidadosamente preparado com meses de antecedência, obedecendo a toda uma complexidade de pormenores; o tempo necessário para a colheita e secagem de ervas, a preparação de misturas sagradas, a maceração de incensos, óleos e vinhos mágicos que serão depois utilizados como oferenda e consumação simbólica e elemental da união.

No final de todos os procedimentos, que não irei detalhar por respeito ao secretismo que a Arte impõe, os recém-unidos saltam sobre uma vassoura colocada no chão, marcando, assim, o começo de uma nova etapa nas suas vidas em conjunto. A vassoura representa a união das polaridades, sendo que o cabo simboliza o órgão sexual masculino, e as cerdas, o órgão sexual feminino.

O handfasting não tem validade legal, porque os seus princípios não assentam na obrigatoriedade e no "até que as morte os separe", como acontece no casamento cristão, mas na expressão mais pura, genuína e livre do amor, na união de duas almas, que se prolonga muito além dos limites e do significado de um documento assinado e até da própria existência terrena.

A sua duração, tradicionalmente, é de apenas um ano e um dia, podendo ser renovado com reformulação de votos no ano seguinte, e assim sucessivamente, enquanto o amor durar.

Através do fumo dos incensos,

Hazel

"Sempre que tiver tempo, deite-se no chão e olhe para o céu."

"Se quiser fazer uma oração, faça-a para o céu. Se quiser meditar, medite com o céu, algumas vezes com os olhos abertos, outras com os olhos fechados. Porque o céu está dentro também; do mesmo tamanho que ele é fora, também é dentro.

Nós estamos no limiar do céu interior com o céu exterior, e eles são exactamente proporcionais. 

Como o céu de fora é infinito, assim também é o céu de dentro. 
Estamos exatamente no limiar; dos dois lados você pode ser dissolvido. Eles são os dois modos de se dissolver.

Se você se dissolve no céu exterior, então é oração. Se você se dissolve no céu interior, então é meditação. Mas no final dá no mesmo, você é dissolvido. E esses dois céus não são dois. 
Eles são dois apenas por sua causa; você é a linha divisória. Quando você desaparece, essa linha divisória desaparece. Então, o de dentro é o de fora e o de fora é o de dentro."

(excerto de "O LIVRO ORANGE - Técnicas de Meditação - Osho")

Debaixo do céu,



Querido Senhor das Barbas Brancas,

Desde 2008 que te escrevo uma vez por ano neste blog. Já é uma tradição!
E como tradições são tradições, aqui vai a minha missiva para este ano.

Este ano, portei-me espectacularmente bem. Superei todos os desafios que o Universo me apresentou com sucesso. Sem qualquer sombra de falsa modéstia, estou muito orgulhosa de mim mesma, como sei que também estás. Agradeço-te do fundo do coração, Senhor das Barbas Brancas, por me teres realizado ao longo do ano tantos sonhos que me pareciam impossíveis, e me trouxeram tantos motivos de alegria.

E que mais poderei pedir? Sabes que sou uma pessoa de gostos simples, sempre fui.
Mas este ano, que já estou um bocadinho mais crescida, permito-me ser um pouco extravagante em alguns dos meus desejos (e porque não?). São eles:


1. Uma cadeira de veludo com braços.

Para ler os meus livros, para meditar, para dormir a sesta, para pensar na vida, para escrever os meus posts, para dar consultas, para ouvir música, para comer bolachas, para coser, para ver o tempo passar, para contar histórias, para beber chá... eu sei lá...!


2. Velas.

Todas as noites, fazemos a 'hora medieval'.
"Que é lá isso?", perguntas tu. Desligamos as luzes todas da casa durante uma hora e acendemos velas.
Poupamos recursos do planeta, poupamos na factura da electricidade, e ainda por cima fica acolhedor.


3. Sabonetes.


Gosto de sabonetes perfumados. São úteis, são bonitos, são agradáveis. E eu canto no banho, mas desafino.






4. Colheres de madeira.

Pequeninas ou grandes. Fazem-me sempre falta para as minhas poções mágicas.





5. Este candeeiro.


Onde existe à venda? Não sei!
Mas gostava tanto de ter um...






6. Um baú grande.

Para guardar as roupas de fora de estação ou para me esconder lá dentro e pregar um susto a quem passasse.


7.
Uns óculos de Sol redondos e pequeninos.

Como os do John Lennon!
Não tenho explicação para isto. Não estão na moda, ninguém já os usa, mas eu sou uma rebelde, uma fora-de-moda, e gosto deles.


8.
Um banco pequeno e fofinho.

Para colocar no hall de entrada e sentarmo-nos quando nos calçamos/descalçamos (não andamos de sapatos dentro de casa).
E termina aqui a carta!
Bom trabalho, Senhor das Barbas!

Na paz dos pinheiros,



Como secar roupa em dias de chuva

Em dias de chuva persistente
Não se consegue secar roupa, é evidente.

Já quase não tinha o que vestir
E, por isso, pus-me a reflectir

Não posso andar pelas ruas desnuda
Enquanto queimava incenso de arruda
Decidi cobrir o estendal com um plástico
Foi um recurso deveras drástico

Mas ficou o problema resolvido
O do tempo, esse bandido.

Na frescura da chuva,