Poinsettia

Encontrada ontem no lixo.

É uma poinsettia, também conhecida como "planta-do-Natal". Veio trazer cor e alegria ao meu jardim-de-apartamento, que se está a reconstruir aos poucos. São os ciclos da vida...

A última poinsettia que tive, passou algum tempo sem mim, e não sobreviveu. Talvez porque fiquei triste com a perda, gosto de pensar que o Universo me quis compensar, trazendo-me esta nova amiga num dia de chuva e incertezas. Pois, mensagem recebida...

Muito grata, Senhor Lixus!

Beijos de vermelho escarlate,

Oração para pedir Inspiração

A oração é um dos veículos que existem para comunicarmos e nos sintonizarmos com os nossos Deuses, os nossos Guias - ou o que lhe queiram chamar.

Nem sempre uma oração tem de estar associada à súplica, ao desespero, à culpa ou ao medo incutido pelas instituições religiosas. Nada disso!

Fazer uma oração é como pegar no telefone para falar com os Deuses - que me perdoem os de ideologia mais rígida e tradicionalista, mas eu gosto de ver as coisas de forma simplificada.

Orar é falar. E falar é uma capacidade que todos temos, independentemente de qualquer religião.

Partilho esta bela e antiga oração para pedir inspiração, que li alto hoje de manhã, antes de começar a trabalhar. Ponha um incenso a queimar, respire fundo e leia:

Oração para pedir Inspiração

"Peço aos espíritos amigos e simpáticos, principalmente os entendidos no assunto, que me dêem inspiração para iniciar, prosseguir e terminar o trabalho que proponho realizar, relativo a (dizer o nome do que se pretende fazer).

Que as ideias aflorem na minha mente em concordância com a tarefa; que influências estranhas não perturbem a disciplina, a ordem e o bom andamento da obra e, no final, a sua conclusão venha a coroar ou premiar os esforços que envidei no sentido de realizar, criar e terminá-la com relativa perfeição, objectivo ou utilidade em benefício de pessoas necessitadas na sua criação."
in "O Livro do Exorcista", Editora Novalis
Beijos inspirados,



Loiça partida, um sorriso nos lábios

Nunca parti tanta loiça como nos últimos tempos. Copos, pratos, taças, tigelas, you name it!

Só fico chateada por 5 segundos. Depois, surge uma sensação de alívio. Não que eu não goste das minhas coisas ou não precise delas.

Mas porque compreendo que o Universo, na sua infinita sabedoria, está em constante renovação e trá-la para a nossa vida nos momentos certos.

Quando algo se partir em sua casa, não fique triste. E nem sequer pense em colar os cacos. Os antigos diziam, e com razão, que cacos são desgostos.
Quem cola cacos, fica preso no passado, e recusa viver.

Assim, por cada peça de loiça que sem querer se parte, eu agradeço. É. Agradeço.
Primeiro, fico grata pelo tempo que me serviu. Depois, fico grata ao Universo por estar a abrir espaço para o oxigénio circular. Ar novo. Puro. Renovação. Movimento.
A vida a ser vivida.

A varrer cacos do chão e a assobiar,

Oh lixinho bom



















O lixo é cultura também.
Que o digam estas enciclopédias empoeiradas que alguém deitou fora.

Ainda sou do tempo em que as enciclopédias eram vendidas porta-a-porta, eram um investimento para o futuro e as pessoas pagavam em prestações por serem tão caras.

... olha o que o Google lhes fez!

Pois achei-as no lixo e trouxe para casa, sem qualquer pudor. Bem, com a laaaaarga experiência de apanhadora de coisas do lixo, já perdi os fricotes há muito tempo.
Quando alguém vem aqui a casa e vê alguma coisa mais "original", escapa sempre a pergunta: "Veio do lixo?" - hahahah

Como diz o ditado: "O lixo de um pode ser um tesouro para outro."
E, para mim, o conhecimento é um tesouro.
Não me importo nada com a questão da "imagem social", uhhh... o que é que as pessoas vão pensar... Eu quero lá saber! A vida ensinou-me que, se eu penso bem, basta isso.
Os outros podem pensar o que quiserem. É assunto deles, não meu.

Umas vezes, sou eu que trago coisas. Outras, sou eu que coloco coisas que já não quero para que alguém aproveite. E aproveitam sempre. É a energia a fluir.

Certo, Aramis?

Nas páginas da sabedoria,



Japamala





Um japamala é composto por 108 contas de madeira que servem de guia na entoação de mantras ou orações, formando uma corrente de energia. Não é preciso seguir uma religião em particular para fazer uso do Japamala, basta compreender o seu significado.

Japa = repetição/sussurrar
Mala = corrente/colar.

A sua utilização regular aumenta a capacidade de concentração, clareia e serena a mente, acalma a ansiedade, facilita a ascensão para estados meditativos e, por conseguinte, para o contacto com os planos divinos.

De acordo com os escritos dos Vedas, o 108 é o número em que se divide o tempo entre passado, presente e futuro. O diâmetro do Sol tem 108 vezes o diâmetro da Terra.

Como utilizar?
Segura-se o Japamala com uma mão, mantendo-se os dedos mínimo, anelar e médio unidos, com o Japamala apoiado sobre o dedo médio. O polegar puxa as contas na nossa direcção, uma para cada mantra entoado. Começa-se sempre a partir da conta mais próxima do Meru (a "vassourinha" vermelha). Considera-se que Meru simboliza Deus, pelo que nunca se passa por cima dele. Assim, quando chegamos ao Meru, se quisermos continuar, temos de voltar atrás.

Quanto mais utilizar o seu Japamala, mais ele absorverá a sua energia, tornando-se um objecto sagrado, um talismã que atrairá sorte, protecção, abundância, plenitude, concentração e realização espiritual. 

Sob os auspícios de 108 mantras,

Hazel