Aviso: Este post fala sobre tampões, locomotivas e o Robocop


Uma amiga ofereceu-me uma caixa de tampões com aplicador.
(É certo que sou uma pessoa estranha, tenho amigas igualmente estranhas e oferecemos coisas estranhas umas às outras.)

E eu, que nunca experimentei um aplicador, fiquei encantada com a ideia de uma engenhoca concebida para substituir o meu dedo. É toda uma nova emoção, vamos concordar.

Enfrentar o desconhecido que nos entra pela Dona Elvira adentro - mas no bom sentido, que não atenta contra as leis da moral e dos bons costumes.

Desconhecido? Não, não podia ser assim. Tinha de dar uma identidade a esse pedacinho de cartão que empurra o tampão. Então, na minha imaginação, o aplicador seria um sujeito de cabelos castanhos e longos, barba de 3 dias e dedos de veludo.

Quando chegou o momento, abri o invólucro (sorriso maroto) e, qual não foi o meu espanto quando constatei o tamanho dos tampões. Qual comboio! Não o TGV, que é rápido e redondinho à frente, mas uma locomotiva-a-vapor quadrada e grande, enorme, gigante. O tal aplicador que, na minha imaginação possuía dedos de veludo, afinal tinha dedos de Robocop.

A Dona Elvira, retraída e horrorizada, disse-me logo: "Nem penses, filha! Entrada proibida!"
Benza-me a Deusa.

De modo que deixei a locomotiva-a-vapor e os respectivos dedos-de-Robocop ali no armário da casa-de-banho sem saber o que fazer com eles.

Sou uma pessoa ecológica, não vou deitar fora algo novo, jamais adentrado em orifício algum.
E agora? Vai ficar ali para sempre? Coloco no ecoponto e vivo com a culpa para o resto da vida? Ou pergunto às amigas todas: "Quem é que tem capacidade de inserção para locomotivas-a-vapor e sempre gostou do filme "Robocop"?"

Ainda aterrorizada,

Hazel

Piii! Piiiiiiiiii! - despertador para a Vida


Aqui jaz: Maria das Dores Remédios Santos

Dona-de-casa exemplar. Muito respeitada na mercearia. Nunca referida pelas más-línguas. Deixou a cozinha arrumada, a roupa passada a ferro, sopa feita e os pijamas remendados.

Foi com as pernas cheias de pêlos, o avental de andar por casa, o espanador na mão, as cuecas largas e a preocupação de como irá sobreviver o mundo sem ela para aspirar o cotão debaixo do sofá. Todos se esqueceram dela.


Aqui jaz: Maria dos Prazeres Janota Pinto Alegre

Uma doidivanas. Julgava que o ferro de engomar era um pisa-papéis, nunca soube para que servia um passe-vite. Deixou uma edição rara do Kama Sutra junto dos CDs do Bryan Ferry, a cama desfeita e uma fatia de pizza para o pequeno-almoço dentro do frigorífico.

Foi com os cabelos pintados de vermelho, os pêlos púbicos aparados em formato de coração e "La vida Loca!" tatuado na nádega esquerda. Os amigos deram o seu nome a um cocktail.

Boa semana!

Ver auras é uma faculdade que se aprende. Saiba como.

Sim, é mesmo possível ver a aura de outra pessoa.
E não é preciso ter "poderes sobrenaturais".

Também não vou dizer que é fácil. Requer paciência, entrega e... fé (não em "Deus", mas em nós mesmos).
É fácil ter fé numa divindade qualquer, mas muito difícil ter em nós mesmos.

A primeira vez que vi a aura de alguém fiquei tão extasiada quanto embaraçada. Foi há, pelo menos, uns 6 anos atrás, durante uma meditação. Quando abri os olhos, vi detalhadamente a aura, com todas as cores, do senhor de cabelos brancos que falava.

Não era este o tema da meditação, nem eu andava a tentar "ver auras". Simplesmente aconteceu. Reuniram-se, acidentalmente, as condições que tornaram isso possível.

Ver a aura de alguém nunca foi um objectivo. Mas aconteceu, ocorre com alguma regularidade, e acabei por ficar atenta às circunstâncias que se conjugam quando isso se verifica.

Juntando a minha experiência pessoal com alguns conhecimentos que adquiri ao longo do tempo, reuni um conjunto de práticas que facilitam o treino desta forma de visão.

Deixo claro que a capacidade de observar a aura de alguém não constitui qualquer motivo de orgulho ou de superioridade. É apenas uma habilidade como outra qualquer, e que está ao alcance de qualquer pessoa que se interesse em praticar.

Quanto mais desenvolvido estiver o seu chakra frontal (situa-se na testa, sensivelmente entre as sobrancelhas), mais fácil será conseguir observar o campo áurico de alguém.
Alguns exercícios para estimular a 3ª visão (chakra frontal):

1. Treine a "visão de gato". Sempre que possível, ande às escuras dentro de casa.
Não acenda a luz se não for absolutamente necessário. Habitue-se a "sentir" o caminho, a vê-lo com outro sentido para além da visão comum.

2. Use o mínimo possível a luz artificial. A luz eléctrica retrai a 3ª visão. Sempre que puder, use velas em vez de acender a luz.

3. Massagens. Todos os dias, quando acordar, massage com um dedo a 3ª visão fazendo pequenos movimentos circulares no sentido horário.

4. Reiki. Caso tenha algum nível de Reiki, aplique Reiki diariamente na 3ª visão. Se tiver o 2º ou 3º nível de Reiki, utilize o símbolo de poder.

5. Cristais. Coloque na 3ª visão (quando estiver deitado) um dos seguintes cristais, limpo e energizado: quartzo hialino, ametista, calcopirite irisada, goldstone azul ou azeviche.

6. Treine com uma vela. Coloque uma vela acesa à sua frente e foque o olhar nela.
Tente manter-se o máximo de tempo possível sem pestanejar, deixando os olhos desfocarem, até chegar ao ponto de quase derramar lágrimas.

Depois de se ter dedicado aos exercícios acima indicados durante uma lunação (28 dias), passe à prática:

1. Escolha uma sala com paredes brancas ou de cores claras. Não utilize iluminação artificial. A luz natural ténue do início da manhã ou do fim da tarde é ideal.

2. Se fizer este exercício com outra pessoa, peça-lhe que vista roupa clara. Caso não tenha alguém com quem praticar, use uma planta grande e saudável (as plantas também têm um campo áurico).

3. Sente-se numa posição confortável, de forma a poder manter-se completamente imóvel e sem incómodos. Respire fundo. Relaxe a barriga e deixe que os pulmões se encham completamente de ar. Feche os olhos, concentre-se apenas na sua própria respiração e entre em estado semi-meditativo, como se nada mais existisse no mundo além da sua própria respiração.

4. Leve o tempo que precisar. Quando sentir que chegou o momento, abra os olhos devagar. Não olhe directamente para a pessoa (ou planta) à sua frente, mas apenas para a área de cerca de 8/10 cms à volta do seu corpo. Mantenha-se em silêncio e com a visão desfocada, como quando alguém está a fazer um discurso aborrecido, perdemos o interesse e começamos a ficar meio sonolentos.

5. É possível que comece por conseguir ver um halo de luz à volta da pessoa, como se esta fosse uma lâmpada. Mantenha o olhar desfocado nessa área e, acima de tudo, a mente parada, sem qualquer ansiedade, sem racionalizar. Mais tarde ou mais cedo, acabará por conseguir ver as cores da aura. :)

Bom treino!

Hazel

Um cantinho da minha casa


Uma casa é como uma pessoa.
É feita de recantos, de cheiros, de memórias e particularidades. Uma casa com alma conta a história da nossa vida e recorda-nos quem somos.

Estou sempre a mudar o lugar dos móveis e dos objectos, da mesma forma que eu própria mudo por dentro para me tornar tão agradável e acolhedora para mim mesma como um fim de tarde numa poltrona aquecida pelo Sol.

A arrastar móveis,

Não comprar flores, não comprar pássaros

Oferecer flores "de corte" é o equivalente a oferecer pássaros em gaiolas.
Uma demonstração de afecto cujo principal ingrediente é o egoísmo, ainda que inconsciente. No meu mundo ideal, ninguém sacrificaria flores para oferecer.
Em vez disso, oferecer-se-ia plantas em vaso.

Plantas que vivem, e não plantas a morrer que se colocam numa jarra de água sobre uma mesa, entre os bibelots inúteis para os quais já ninguém olha. Ninguém se lembra dos sentimentos das flores, tão delicadas e mágicas, que até conseguem fazer música.

Ainda no meu mundo ideal, ninguém compraria pássaros presos em gaiolas, mas comedouros e bebedouros de aves para colocar nas varandas e janelas. "Grato pelo presente, tantos pássaros que virão cantar na minha janela!"

Não vão por mim - no meu mundo ideal, quem cuspisse para o chão, levava um calduço no pescoço e era obrigado a limpar. A antipatia seria considerada um crime público.
Mas só de tarde. De manhã cedo, todos teriam o direito a ser antipáticos.
E os relógios seriam abolidos.

Ainda bem que não mando no mundo. Sorte a vossa.