7 anos a blogar!

Hoje, a Casa Claridade celebra 7 anos de vida!

7 anos da minha vida.
7 anos de exercício de vontade, liberdade e crescimento.
7 anos que me trouxeram tantos amigos e momentos felizes.
7 anos de aprendizagem contínua.
7 anos, em que escrevi mais de 1.200 posts.
7 anos, com cerca de 3 milhões de visitantes.
7 anos... de Claridade!

A todos vós, que me lêem e que às vezes me escrevem a dizer que me sentem como uma amiga próxima, um membro da vossa família, mesmo sem nunca nos termos conhecido, o meu profundo agradecimento.

É um privilégio incomensurável sentir-me tão amada como me senti ao longo destes anos todos.

Muito, muito grata!

Roupa de Boneca


Que delicioso, andar a vasculhar os baús, encontrar a minha boneca preferida de quando tinha 7 anos, e ver que o vestido de lã que, na época, fiz num tear, é semelhante ao que hoje, com 37 anos, estou a usar.

Sempre com bom gosto, desde gaiata. grin emoticon
Isto, senhoras e senhores, é coerência!

[Excepto o cinto. O da boneca é mais interessante que o meu. Acho que vou fazer um em tamanho grande para mim. Vou, vou.]

Vestida de boneca,

Canções do nosso tempo :: O Segredo Horripilante


Não sei se mais alguém terá alguma vez reparado, mas há certas canções infantis de antigamente cujas letras parecem ter sido escritas por psicopatas.

Se julgam que me refiro ao "Atirei o pau ao gato", estão enganados. Essa foi escrita por alguém que espanca animais. São distúrbios diferentes.

Trata-se da perturbadora "Machadinha."

Consigo imaginar este clássico infantil cantado pelo vocalista dos Sepultura, entre as guitarras eléctricas e os gritos estridentes das vítimas.

Observemos detalhadamente a letra duvidosa deste êxito dos bons velhos tempos:
(a canção a preto, os meus comentários a azul):

A Machadinha (letras)

Ah, ah, ah, minha machadinha,
Ah, ah, ah, minha machadinha,
[Começa logo assim, desta forma que soa ameaçadora.]

Quem te pôs a mão sabendo que és minha?
Quem te pôs a mão sabendo que és minha? 
[Ora, aqui percebemos que alguém mexeu na machadinha dele. Ele não gostou.
Alguém vai ter de pagar por isso.]

Sabendo que és minha, também eu sou tua,
Sabendo que és minha, também eu sou tua,
[O dono da machadinha ama-a tanto, que desenvolveu uma ligação obsessiva com ela, considerando-a uma extensão de si, e vice-versa.]

Salta machadinha, lá p'ró meio da rua.
Salta machadinha, lá p'ró meio da rua.
[Pronto, lá vai ele. Atirou com a machadinha para o meio da rua, podendo acertar na cabeça de alguém. Ou terá sido de propósito, e a sua intenção é matar pessoas à machadada? 
O facto é que uma machadinha foi a voar para a rua, e está o pânico instalado.]

No meio da rua não hei-de eu ficar,
No meio da rua não hei-de eu ficar,
[Ai. Eu bem dizia. Foi de propósito. E agora, onde irá ele a seguir?]

Eu hei-de ir à roda escolher o meu par.
Eu hei-de ir à roda escolher o meu par.
[Vai procurar um cúmplice. Alguém que o ajude no dirty work.]

O meu par já eu sei quem é,
O meu par já eu sei quem é,
[Todos se escondem. "Eu não, eu não!", gritam para dentro, apavorados.]

É um rapazinho chamado José.
É um rapazinho chamado José.
[Estás tramado, José. "Eu não sou José, sou só Zé.", responde ele a tremer, engasgando-se com a própria saliva.]

Chamado José, chamado João,
Chamado José, chamado João,
[Então, é o José, ou o João? O assassino está indeciso. Pessoas que tremem como o José não servem para manusear uma machadinha, sujam tudo.]

É o rapazinho do meu coração.
É o rapazinho do meu coração.
[Ficou mesmo o João. O João não conseguiu responder porque estava afónico e engoliu a pastilha elástica com o susto.]

Aqui, a música original:



E é isto que as pessoas cresceram a ouvir em Portugal.

Adversa a objectos cortantes,



Hoje, o post é para o meu filho

Parabéns! Hoje é o teu dia, filhooooooo!

A mamã está tão orgulhosa de ti. Já tens 10 anos!
Viva, viva, viva!

Obrigada por sermos os melhores amigos do mundo e por gostares tanto de mim.

Obrigada por me teres escolhido a mim, quando eras ainda só uma estrelinha, para eu ser a tua mamã.

Como estás muito crescido e já sabes ler bem, agora já consegues ler as mensagens que a mamã te foi escrevendo ao longo dos anos.
Guardei tudo para ti:

Tinhas 4 anos - "Post para um leitor que ainda não sabe ler"

Tinhas 5 anos - Como foi quando tu nasceste. Passa para o seguinte, este lês quando fores mais crescido.

Tinhas 6 anos - Este vai dar menos trabalho a ler, tem uma música gira para tu ouvires.

Tinhas 7 anos - Escuta a música que tocava enquanto eu esperava que nascesses.

Tinhas 8 anos - Tem uma mensagem da mamã e desenhos-animados do Dartacão!

Aos 9 anos, a mamã não escreveu mensagem no blog, foi quando fomos passear. Ai que alívio, é menos uma para leres!

E agora... vai abrir os teus presentes, que estão.......

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Escondidos na marquise da sala.

Muitos beijinhos!

Mamã.

O Frango de Satanás

Abriu há alguns meses uma churrasqueira ali na rua de cima. Desde então, deixei de sentir o perfume doce e limpo da chuva e o odor verde das árvores.

A todas as horas do dia, um intenso e persistente cheiro a frango assado espalha-se no ar, assim como um pum que se julgava inócuo e até inofensivo, mas se revelou agonizante. Um pum cujo cheiro não desaparece nunca. 

(pausa dramática)

Às oito e tal da manhã, o frango assado entra-me a voar pela janela da casa-de-banho, misturando-se atrevidamente com o vapor do meu duche de ninfa, que outrora apenas suspirava a rosas e alfazema. Já deito frango pelos olhos.

Os ventiladores da churrasqueira - ou as ventas de Satanás, como preferirem - vão ao rubro de tanto fumo vomitar ao fim-de-semana, esses dias tenebrosos em que alguém sempre exclama: "Vamos buscar um frango!"

Como se o desgraçado do frango, que está destinado a salvar o almoço tardio, fosse o Messias que vai salvar o mundo.

Mal oiço o "Vamos buscar um frango", imediatamente vejo o pobre frango espavorido a fugir rua fora de asas abertas e a cacarejar, qual personagem do filme "Fuga das Galinhas". 

Não, não vamos buscar porra de frango algum. Deixem o bicho em paz.

Mal-humorada,