Vasos de terracota


Esqueci-me de esconder os fios da torradeira e da máquina do café antes de tirar a foto, mas isto é uma cozinha real... a perfeição fica reservada para os estúdios.

Cá vai mais uma dica, directamente do coração da minha casa: os vasinhos de terracota não servem só para colocar plantas. E também não é preciso que estejam no parapeito da janela, como manda o figurino.

Num daqueles dias de inquietação e desassossego decorativo, decidi inventar; atei uma fita branca à volta, e pendurei na parede. Num deles, plantei uma suculenta, e no outro, coloco pequenos pacotes de chá, café...

Eu sei que o aroma não se conserva como se estivessem num recipiente fechado, mas, aqui em casa, estes produtos consomem-se à velocidade da luz, pelo que nem dá tempo para perder as suas propriedades.

Magia antiga

Às vezes, andamos à procura de um objecto, e não sabemos onde o colocámos. Vasculhamos todos os cantos e recantos, e nem sombra dele. Parece que foi engolido pela terra, ou roubado por duendes travessos. Que irritação!

A minha avó tinha uma espécie de técnica a que chamava "apertar os tom...* ao Diabo", que fazia os objectos perdidos reaparecerem quando menos se esperava. Nunca falhava.
Consistia em dar um nó num lenço, atirá-lo para o fundo de uma gaveta, e dizer com convicção:

"Só te volto a desapertar os tom...* quando o (objecto perdido) aparecer!"

E não se pensava mais no assunto. Quando menos esperasse, o objecto reaparecia.
Logo depois, tinha de se desapertar o nó do lenço (para não deixar o Diabo a sofrer injustamente com a testiculária apertada, hahah!).

Admito que isto é completamente absurdo, não tem qualquer explicação lógica, mas a sua eficácia está mais que comprovada ao longo de gerações de pessoas que perdem coisas e depois as recuperam de forma sobrenatural. É mágico.

[* ... ates!]

À procura de um lenço para apertar os tom...* ao Diabo, 

Hazel

A Caixa Mágica

Gosto muito de caixas, caixinhas, arcas e baús. Dão sempre a sensação de que escondem segredos e tesouros fantasiosos.

Esta caixa branca, bastante comum, embora com muito potencial, há muito que pedia uma transformação. Tinha pensado aplicar tecido com cola branca e depois passar um verniz, mas a operação assemelhava-se trabalhosa e arriscada...

Então, num rasgo de inspiração, abri um frasco de tinta cor de cobre e num pincel, e comecei a pintar a tampa.

Sem planos do que iria desenhar, pois não fui abençoada com queda natural para o desenho, deixei o pincel fluir. As coisas começaram a ganhar forma, sabe-se lá como. Parecia magia.

Fui buscar um velho stencil que tinha guardado no fundo de uma gaveta, e pintei umas estrelas à volta da caixa. Fiz uma espécie de sombreados com o pincel, para uniformizar o efeito e.... voilà!

Uma caixa mágica!

Fiquei tão contente com o resultado final que coloquei-a no meu cantinho das leituras do quarto. Esta caixa ganhou vida.

E vocês, o que é que têm aí em casa com um aspecto "mais ou menos", e que pede uma extreme makeover?


Trevo

Há pouco tempo, descobri uma coisa curiosa: nasceu um pequeno trevo no buraquinho de escoar a água de um dos meus vasos de terracota. Que sítio que ele foi escolher!

Achei tão bonito e invulgar, que não podia deixar de registar e partilhar a dádiva.

O trevo, com as suas três folhas unidas no centro, simboliza a unidade da Trindade.

Representa Amor, Fé e Esperança.

Os trevos de quatro folhas, por serem mais raros, são símbolos de sorte.

E até existem de cinco folhas, ainda mais raros.

Roupa estendida de dia

Com o tempo chuvoso que temos enfrentado, ocorreu-me falar sobre um assunto que, embora trivial, faz parte das preocupações do quotidiano de uma dona-de-casa: lavar a roupa.

Tal como muitas outras pessoas, tenho estado a acumular roupa suja no cesto, à espera de um dia de Sol para poder lavar.

Bem, o dia foi hoje, e não deixei passar a oportunidade, pois, segundo as previsões meteorológicas, a partir de amanhã volta a chuva, pelo que já tenho a roupa toda lavada e a secar lá fora, ao sabor do vento. Incluindo o urso branco!

O que me levou a partilhar convosco uma regra muito importante de Feng Shui: a roupa deve secar ao Sol, para que fique impregnada de boas energias (Yang), e não dentro de casa.

Nunca se deve deixar a roupa estendida durante a noite, pois a Lua emana energia Yin, que é muito pouco desejável.

Yang: Claridade, Verão, Calor, Alegria, Amor, Actividade, Força

Yin: Escuridão, Inverno, Frio, Fragilidade, Estagnação, Maus Sentimentos, Dificuldade

Quarto Secreto

Há algum tempo que ando a ganhar “balanço” para publicar um texto adaptado de um livro de auto-ajuda. Hesitei em fazê-lo, pois a maioria das pessoas é muito céptica em relação a estas coisas.

Um dia, embora algo céptica, experimentei fazer o exercício que descrevo abaixo; não tinha nada a perder. E quem não tem nada a perder… só tem a ganhar!

Partilho convosco o exercício e a experiência bonita e intrigante que obtive dele.
Cá vai (sugiro imprimir, para aprender, antes de fazer):

Deite-se na cama, apague as luzes e relaxe em silêncio. Feche os olhos.

Imagine que está de pé no topo de uma escadaria de madeira maciça. Sinta o tapete debaixo dos pés. O tapete pode ter as cores e o aspecto que quiser… crie-os.

Agora estenda a mão e toque no corrimão. Sinta a madeira lisa e envernizada do corrimão na mão. Está só a dez degraus do chão. As escadas fazem uma leve curva em direcção ao chão.

A cada degrau que desce vai permitir-se relaxar de maneira ainda mais profunda. Quando chegar ao chão, estará mais fundo do que alguma vez esteve.

Desça agora até ao nono degrau suavemente e devagar. Sinta-se ir mais fundo.

Agora para o oitavo, ainda mais fundo. Agora para o sétimo, sexto, quinto, quarto, terceiro, segundo, primeiro.

Chegou ao fundo das escadas. Há uma porta à sua frente. Vá até lá, e abra-a.

Atrás da porta do quarto uma enchente de luz vem em torrentes através da entrada.
Entre no quarto, na luz, através da porta aberta. Agora está dentro do quarto.

Olhe à sua volta. Este é o seu lugar íntimo e privado e pode ser o que quer que ele seja. Qualquer cor, qualquer tamanho. Pode ter o que quiser neste quarto. Pode ter qualquer mobília, janelas, quadros, tapetes, objectos. Pode retirar, alterar, voltar a pôr.

Aqui é livre. Livre para criar, livre para ser quem é, fazer o que desejar, e a luz que aqui brilha é a sua luz. Sinta a luz a brilhar em si, sinta a sua energia. Deixe a luz fluir no seu corpo, entrar em cada poro, preenchê-lo totalmente, e expulsar qualquer sentimento de medo, tensão.

Está resplandecente. Está no seu quarto privado, e pode fazer o que quiser.

Quando estiver preparado para o deixar, saia pela porta, suba os 10 degraus até ao cimo das escadas, e abra os olhos.

Pode voltar lá sempre que quiser, repetindo o mesmo procedimento. Não precisa voltar a criar, a menos que queira fazer alterações.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A minha experiência pessoal:

O meu quarto privado estava cheio de luz. Não tinha paredes e havia uma brisa suave e tépida a soprar.

Havia milhares de pedaços de cristal pendurados no tecto, que reflectiam a luz em cores suaves e tilintavam.

Faziam música ao tocar uns nos outros com a brisa. Abri os braços e toquei nos cristais, que vibravam em ondas de sons e enchiam o meu ser de uma felicidade suprema, que me faziam oscilar entre o sorriso e a lágrima.

Gostaria de conhecer a vossa experiência do "Quarto Secreto". Não é difícil. Eu consegui. Fiz o exercício sem acreditar e fui presenteada com esta surpresa.

Um repousa-pés natural

Um dos maiores prazeres que tenho é estar a ler um bom livro num recanto confortável. E acho que todas as pessoas que gostam de ler concordam comigo.

Uma vez, decidi improvisar uma banqueta para apoio de pés com um pedaço de tronco de árvore que encontrei abandonado num bosque, e uma simples almofada branca, de algodão.

A ideia funcionou. Ficou confortável, bonito, simples e natural. E estou em contacto com as energias da Terra-Mãe.

Às vezes, subestimamos os recursos e a beleza que existem na Natureza selvagem.

É claro que poderia comprar uma pequena banqueta numa loja, estofada e com os pés trabalhados... mas encontro mais encanto na Natureza em bruto, ou com a mínima intervenção humana. Quanto menos se manuseia, mais as energias naturais se conservam.

Um conselho: se se lembrarem de fazer o mesmo, coloquem o tronco ao Sol por vários dias, para eliminar vestígios de humidade, antes de o utilizarem.

Extreme makeover

Esta cadeirinha do meu filho sempre teve este aspecto meio "feiinho". A única coisa que tinha engraçada era o facto de ser pequenina.

Mas isso era antes... pois agora ela está um encanto...

Em apenas 45 minutos, ganhou uma lufada de ar fresco, com umas generosas pinceladas de tinta azul céu. Na minha modesta opinião, ficou tão amorosa.

Daquelas peças que dá vontade de guardar para sempre...

ANTES........

...................... E DEPOIS!

Novo uso para um candeeiro feio

Há muito tempo que tinha um velho candeeiro partido, enfiado nos confins de um baú, à espera que lhe fosse atribuída alguma função.

Nunca gostei muito dele por ser demasiado pequeno para colocar na mesa-de-cabeceira (no Brasil chama-se "criado-mudo" - engraçado, não é?) e o seu design deixa muito a desejar. Foi uma daquelas compras por impulso, quando estávamos a decorar a nossa primeira casa.

Bom, ontem resolvi finalmente arranjá-lo. Retirei o quebra-luz, que utilizei para outro fim, arranjei o pé partido, substituí o casquilho por um menor, e o L., muito orgulhoso, nos seus deliciosos 3 anos, pela responsabilidade de fazer uma tarefa de adulto, colocou uma lâmpada de baixa intensidade.

A grande e feliz ideia foi colocar o candeeiro renovado atrás de uma planta que tenho num canto um pouco escuro da sala.

A planta ganhou destaque e criou-se um novo ponto de luz.

Aproveito para passar a seguinte dica:
É sempre visualmente mais interessante agrupar as plantas e criar uma "mancha de verde" do que espalhá-las pela casa. E com um foco de luz por trás, cria-se logo uma certa atmosfera...

Solução de arrumação para revistas


Elas já estiveram na horizontal, na vertical, em todas as posições possíveis. Como, de vez em quando, gosto de dar uma olhadela nas revistas de decoração, então o objectivo número 1 é que estejam colocadas de forma a que se consiga ler a lombada.

Quando as dispus na estante como se fossem livros, começaram a escorregar, além do que não dá jeito para manusear, pois facilmente as folhas começam a dobrar-se quando as encaixamos na prateleira junto das outras.

Então, esta foi a última e, até à data, melhor solução que encontrei, e partilho aqui convosco. Nesta posição, dá para ler as lombadas e a grande vantagem é que ficam sempre direitas e ordenadas devido ao formato do cesto. Que vos parece? Convida a ler?