Chamo-me Hazel.
Nasci com a floração das giestas,
à hora em que piam as corujas,
no século que passou.
Moro em Portugal, perto do mar.
inventei este lugar diáfano
e dei-lhe o nome Casa Claridade.
Na penumbra dessa noite,
fui acometida por uma insónia
de palavras, vírgulas e murmúrios.
Volvidos dezassete anos,
ainda não terminei de escrever.
Sou acumuladora de livros,
Sou acumuladora de livros,
tecelã de sonhos,
ideias e intuição criativa.
Contadora de histórias.
Viajante no nevoeiro do tempo.
Tenho vasos com plantas na janela.
Canto no duche.
Bebo café-de-bonecas.
Deslumbrada pelos pássaros, pelas árvores,
pelo silêncio
e pelas estações-do-ano.
Profissionalmente,
Profissionalmente,
sou taróloga e professora de Tarot;
terapeuta e professora de Reiki,
terapeuta multidimensional,
de regressão e reprogramação emocional.
Também sou tradutora, revisora
e oficiante de casamentos pagãos.
Como uma ave tropical,
misteriosa, impossível de catalogar,
por não encaixar nos tipos dos estereótipos.
Sempre senti que não pertencia aqui,
em todos os aquis onde permaneci.
Até vislumbrar que
aqueles que não pertencem a lugar algum,
não foram erro, nem tresmalho do destino.
Talvez tenham nascido – não para ser lugar,
mas para ser ponte
entre lugares, tempos, dimensões
e estados de alma.
Sob os véus de Scheherazade
contei mais de mil-e-uma histórias,
que pode saborear com lentidão,
ou devorar avidamente,
ao longo das páginas amarelecidas
deste livro-casa-blog.
E continuo a contar.
A aventura ainda só começou.
Escrevendo com amor, num tapete voador,
Hazel
