Até à vista, querido Rolinho | Casa Claridade

19/07/09

Até à vista, querido Rolinho



Percebi que estava pronto para voltar a rasgar o azul dos céus quando começou a atirar-se contra os vidros das janelas e a voar junto ao tecto.

Foi hoje, num Domingo de manhã, um dia regido pelo Sol, que o libertei.

Que os Deuses te protejam, sussurrei, quando me despedi dele com um beijo.

Ficou durante vários minutos na palma da minha mão. Até pensei que afinal não queria voltar a ser livre. Levantei mais o braço e esperei pacientemente.

De repente, ele voou. Voou alto. Atravessou a rua toda, e pousou no topo da árvore mais alta. Não te deixes agarrar por ninguém.

Volta para a minha janela sempre que precisares.

Obrigada por teres confiado em mim.
Boa sorte, passarinho...