A sedutora Madame de Pompadour


Foi numa tirada de cartas de uma famosa taróloga da época que Jeanne-Antoinette descobriu, aos 9 anos, que o Rei estaria no seu futuro.

E as cartas acertaram. Ela viria a tornar-se a Madame de Pompadour, a cortesã mais importante e a amante preferida de Luís XV. Era linda, sedutora, astuciosa, calculista. 

O Rei atribuiu-lhe grandes poderes, incluindo o de decidir quem aceitar ou afastar da Corte. 

Em troca, Madame de Pompadour teria de se apresentar sempre belíssima perante o Rei, que não a autorizava a sair do coche durante as viagens nem para satisfazer necessidades fisiológicas, porque, segundo ele, as mulheres não as tinham.

Madame de Pompadour mandou construir um sofisticado sistema (uma espécie de penico!) por baixo das saias onde poderia fazer tudo, sem nunca sair de perto do Rei. 

Bebia vinagre para emagrecer. Estava sempre perfumada com almíscar e outros odores fortes para disfarçar o mau cheiro resultante da falta de higiene da época.

Beijos à francesa,

Hazel

Gato dos Infernos!


Dom Gato é caprichoso. Muito caprichoso. Pois que não bebia água. E eu tentei tudo. Recipientes de metal. De plástico. Brancos. Transparentes. Altos. Baixos. E nada.

O único sítio onde Sua Alteza se dignava beber água era na banheira (ele sempre teve a mania das grandezas). Sempre que acabo o meu duche, lá vai ele, qual aspirador, lamber as gotas todas das paredes da banheira.

Mas umas gotinhas não eram o suficiente para um leão dos sofás, e isso intrigou-me durante muito tempo, já que ele que nunca bebia do seu bebedouro.
Até um dia eu entrar de repente na cozinha e descobrir o seu segredo...

Sempre que eu não bebia a água toda durante o jantar, deixava o copo na mesa para depois beber o resto antes de deitar. Pois encontrei este Belzebú dos Infernos, todo deitado em cima da mesa, a mergulhar a língua no meu copo num shlép shlép cheio de satisfação.
Durante não-sei-quanto-tempo, o gato tem andado a beber a minha água.
Ou, por outra, eu tenho andado a beber água do gato.

Fica lá com o copo para ti, ó gato com mania que é pessoa!

Beijos de gato,

Hazel

O casamento da Elvira


Antigamente, namorava-se à janela. Ou por carta! O primeiro beijo dava-se de fugida, após longo tempo de namoro sempre sob o controle apertado dos mais velhos.

Que os vizinhos nunca o soubessem!
Depois de beijada, uma moça já não tinha o mesmo valor, pois já tinha "sido mexida".

Até que a mão da Elvira era pedida em casamento, sempre com grande formalismo.
O enxoval, reunido desde criança pela família, era lavado para tirar o cheiro da naftalina e preparado para a nova etapa da sua vida junto de um homem que, na realidade, mal conhecia.

Elvira ia nervosa com tantos olhares virados para si no grande dia e gelava de pânico com a perspectiva dos lençóis sujos de sangue que seriam orgulhosamente ostentados pela mãe às pessoas como prova da perda da sua virgindade na noite-de-núpcias (em último recurso, havia sempre o molho de tomate, conforme lhe tinham ensinado as amigas casadas, para safar-se das críticas das velhas alcoviteiras).

[Tudo isto era tão sério e tão pouco sexy]
Foi, como mandava a tradição, vestida de branco e com um bouquet de flores de laranjeira, símbolo de pureza e castidade.

Na realidade, as flores de laranjeira estavam ali com um propósito muito mais específico e útil do que apenas mostrar que Elvira era uma moça virgem.
O neroli, nome pelo qual é conhecida a laranja amarga, produz flores brancas (a flor de laranjeira) cujo perfume tem propriedades calmantes.

O objectivo das flores de laranjeira seria acalmar os nervos pré-noite-de-núpcias da pobre Elvira, que viria a divorciar-se anos depois, quando concluiu que afinal não tinha nada em comum com aquele rapaz com quem namorava à janela.
Bem, na realidade, até tinha: ambos gostavam de homens!

Hoje, a Elvira, senhora com mais de sessenta anos e de espírito de vinte, é activista dos direitos das mulheres, queimou o soutien na última manifestação e não perde oportunidade de viajar para destinos paradisíacos acompanhada das suas amigas tresloucadas.

O rapaz com quem namorava à janela, actualmente vive muito feliz com os seus três gatos e o seu companheiro, um enfermeiro mais jovem que conheceu quando colocou um piercing nas suas zonas privadas e correu mal. Auch!

Os poucos que restam vivos da família nunca lhes perdoaram tamanha devassidão!
E a laranjeira, que continua a dar flor, tem um lindo baloiço onde os netos da Elvira costumam brincar durante as férias de Verão.

NOTA: Esta história é pura ficção!

Beijos de neroli,

Hazel

Sal de Ervas - como fazer

O Sal de Ervas serve para temperar os cozinhados de uma forma mais saudável, como alternativa ao uso do sal "normal", por ter uma quantidade de sal muito reduzida, mantendo um sabor muito agradável.

Ingredientes:
  • orégãos
  • alecrim
  • manjericão
  • salsa
  • sal

Coloque numa picadora os cinco ingredientes indicados, em porções iguais - as ervas devem estar secas - e pique-os, ou reduza a pó, caso prefira assim.

Pode experimentar outras versões do Sal de Ervas, substituindo as ervas que gostar menos por outras diferentes, como tomilho, coentros, alho em pó, etc..

Guarde num frasco de vidro fechado, e use para temperar carne, peixe, saladas, massas, molhos, queijos... tudo o que quiser. Bom apetite!

Beijos saborosos,

Hazel

Reclame aquilo que é seu

É com um sentimento de poder e justiça que clamo: Ninguém é melhor que ninguém.

Uns, são mais ricos.
Outros, mais pobres.
Uns, são mais claros.
Outros, mais escuros.
Uns, são mais letrados.
Outros, mais experientes.
Uns, são mais religiosos.
Outros, mais cépticos.

Mas, melhores? Não, senhor.
Cada um é único à sua maneira.

Há um momento-chave em que temos de agarrar as rédeas de quem somos e colocar ordem no desgoverno emocional causado pelos sentimentos negativos que movem as pessoas, sejam estes o despeito, a inveja ou a pura crueldade humana. Coisa feia.

As pessoas julgam-se e condenam-se umas às outras constantemente.
Mas quem foi que deu o direito a alguém de o julgar? Foi você.
Fortaleça-se! Não se deixe subjugar. A vida é sua, não a entregue nas mãos de ninguém.

Desconsidere os estereotipos. Nem sempre os mais velhos sabem mais ou têm razão.
Siga a sua cabeça, a sua intuição, o seu coração. Mesmo que isso signifique não ter ninguém para apoiá-lo. Energias semelhantes atraem-se e, mais tarde ou mais cedo, encontrará outras pessoas que o compreenderão e apoiarão.

Aos que abrem a boca para acusar, "ele fez isto, ele é aquilo, ele isto, ele aquilo", pergunto:
- Tens a certeza? Viste com os teus próprios olhos? O que te leva verdadeiramente a dizer isso? Já reviste o teu comportamento? Hmmmm...

Aos que se permitem ser julgados, digo:
- Ninguém é melhor que tu. Levanta o nariz, sacode a poeira e segue o teu caminho.
Não te justifiques. Ninguém merece as tuas explicações. Por muito que tentes justificar-te, jamais será o suficiente para aqueles que já te condenaram. Os que realmente gostam de ti, seguem contigo. Os que se afastarem, deixa-os ir. Significa que nada têm a acrescentar à tua vida.

Aos que escutam os julgadores:
- Não se deixe influenciar. Não seja um fraco. Pense pela sua própria cabeça e, acima de tudo, sinta com o seu próprio coração. Pais perderam filhas, irmãos já se perderam uns dos outros, amizades dissolveram-se e tantas relações terminaram apenas por causa dos...
... julgamentos.

Está na natureza humana exercer a maldade sobre os outros para satisfação própria.
Não tenham dúvidas de que se estamos neste plano é para lidarmos uns com os outros, vida após vida, até finalmente aprendermos todos as nossas lições e conseguirmos evoluir.

Beijos justos,

Uso mágico das velas - Unção


A unção de velas serve para consagrar (e programar) uma vela para um determinado fim quando for acesa.

Deve ser utilizada uma essência, um óleo essencial ou, na falta destes, um simples óleo de girassol de boa qualidade também servirá.

Como ungir uma vela?

Se for utilizar a vela com intenção de atrair algo para a sua vida (um emprego, amor, saúde, uma bênção),  molhe o dedo indicador no óleo e unte a vela desde o topo até à base, mentalizando o seu objectivo atingido.

Caso o seu desejo seja afastar algo da sua vida (problemas, doenças, conflitos, pessoas indesejáveis), faça ao contrário, ou seja, unja a vela desde a base até ao topo, sempre pensando naquilo que quer afastar.

Recorra à numerologia para potenciar a unção das velas, fazendo-o o número de vezes correspondente ao seu tipo de desejo. Por exemplo, se quer pedir harmonia na sua vida, unte as velas 6 vezes desde o topo até à base. Use as indicações abaixo para guiar-se:

1 - Início, criação, novo ciclo;
2 - Atracção, dualidade, complementação, casamento;
3 - Expansão, equilíbrio, desdobramento, família;
4 - Protecção, estabilidade, segurança, solidez;
5 - Experiência, aprendizado, escolhas;
6 - Harmonia, duplo equilíbrio, amor, compaixão, responsabilidade;
7 - Análise, número mágico, trabalho mental, solução de problemas, meditação;
8 - Recompensa, dupla estabilidade (no espírito e na matéria), infinito;
9 - Libertação, fim de dificuldade, enriquecimento, mudança.

Beijos à luz bruxuleante das velas,

Hazel

Vestido de garrafa

Dizem que dá sorte quando vazamos vinho e acidentalmente entornamos um pouco sobre a toalha.

Uma antiga simpatia cigana para apimentar a relação com a pessoa amada: não deixe o seu companheiro vazar o seu próprio vinho, mas faça-o você por ele e prove do seu copo antes dele beber.

Em Portugal, quando bebemos do copo de outra pessoa, ficamos a saber os seus segredos.

Na realidade, não era sobre a magia do vinho que eu ia escrever... mas sobre questões de ordem prática. As nódoas de vinho são muito difíceis de remover, por isso aqui temos uma solução bonita e simples para evitar sujar a toalha com o pingo de vinho que teima sempre em escorrer, principalmente, quando já estamos um pouco tontos: um vestido de garrafa.

Tudo o que precisa é de um pedaço de veludo de cor de vinho.
Use as medidas de uma garrafa comum para cortar um círculo de veludo (para a base) e um rectângulo (para colocar à volta). Cosa as duas peças. Está feito. Vamos brindar?

Beijos de vinho,


10 ideias para reutilizar meias sem par

Todas as donas-de-casa se queixam do mesmo.
O fenómeno das meias que desaparecem misteriosamente, sem deixar rasto...!
Nunca desaparece o par completo, mas apenas uma (1!) meia. É, ou não é?

E agora, o que fazer com a outra meia que ficou sem par?

1. Enfiar várias meias dentro de uma, formando uma bola, e dar um nó - um brinquedo simpático que o seu gato vai adorar (especialmente se ainda conservarem um certo odor...);

2. Coser ou colar botões e pedaços de lã, fazendo olhos e cabelos, e transformá-las em fantoches. Faça-o com as crianças;

3. Coloque as suas jóias de prata dentro de uma meia, dê um nó e junte à roupa normal dentro da máquina de lavar - ficarão brilhantes, como novas;

4. Transforme-as em rolos para colocar atrás das portas e janelas;

5. Crie uma lagarta de brinquedo para as crianças;

6. Cortar e transformar em luvas sem dedos. Fiz algo parecido aqui, usando umas mangas de camisola;

7. Use-as para guardar os óculos de Sol na sua mala, protegendo, assim, as lentes de riscos;

8. Servem como pano de pó;

9. Corte a parte do pé, e use o resto da meia para vestir o seu cão no Inverno, protegendo a zona das costas e barriga (só funciona para cães pequeninos, claro);

10. Vista uma lata ou um frasco de vidro com uma meia colorida e tem um original porta-canetas.

Ou pode criar uma nova moda, e andar com meias de cores diferentes! :)

Beijos criativos,

[Hazel andou uma semana inteira com uma bota castanha e outra preta sem dar por isso.]

Lua do Mel

O tempo arrastou-se de forma vagarosa, à velocidade do gotejar do orvalho das flores do campo, e eis que nos encontramos agora na Lua... do Mel.

Foto: S. Campagna licença CC 2.0
Cada Lua Cheia tem energias diferentes.
A deste mês é especialmente adocidada e promissora, muito adequada aos rituais de uniões amorosas, namoro e casamentos.

Os sentidos estão mais despertos e aguçados, e o coração mais receptivo para experienciar o amor nas suas várias vertentes.

Honra-se a Terra, pedindo bênçãos de fertilidade e abundância.

Um costume pagão muito antigo e bonito consistia em verter um pouco de leite e mel na terra, para que houvesse boas colheitas nos tempos que se seguiam.
É uma oferenda para os Deuses que muito agrada às Fadas.

Honremos as velhas tradições, agrademos às divindades que zelam pela abundância, e façamos também uma oferenda, sintonizando-nos assim com esta maravilhosa egrégora.

Se, como eu, vive num apartamento, e a única terra que possui resume-se a um singelo vaso com plantas, faça-o a uma escala reduzida mas nem por isso com menos significado.
O que conta é aquilo que sente no seu coração e a consciência do que está a fazer.

Deite um pouco de leite e de mel num vaso (é muito nutritivo para as plantas) enquanto mentaliza aquilo que deseja atrair para a sua vida. E peça.
Quer encontrar a sua cara-metade, ter um bebé, aumentar a prosperidade, etc.?
Verbalize-o com amor, entusiasmo e fé.
Quem sabe os Deuses e as Fadas atendem o seu pedido. Não tem nada a perder...

Beijos de mel,

Hazel