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Esconjuro Contra as Trovoadas




SANTA BÁRBARA SE ALEVANTOU,
Se vestiu e se calçou,
Suas santas mãos lavou,
E o caminho do Céu andou.

Lá no meio do caminho
A Jesus Cristo encontrou:
– Para onde vais, Bárbara, vais?
– Eu não vou nem quero ir,
Mas ao Céu quero subir.
Vou arramar aquela trovoada
Que lá anda armada.

Arrama-a bem arramada
Lá pra serra do Marão,
No alto serro maninho,
Onde não há vinho nem pão,
Nem bafo de menino,
Nem berrar de cordeirinho:
Só há uma serpente
Com vinte e cinco filhas,
Que lhes dá água de trovão
E leite de maldição.
Amém!

– Tradição Oral Portuguesa

Abrigada da tormenta,

Hazel
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Cronista, Viajante no Tempo, Terapeuta, Taróloga, Tradutora, Professora.