UMA FRANGA É UMA GALINHA jovem, cheia de energia, irreverente, impossível de controlar.
Quando escapa do galinheiro, corre em todas as direcções como uma doida, enquanto bate as asinhas e salta de alegria por entre eufóricos cocorococós.
A expressão «soltar a franga» produz um efeito, por si só, magicamente desinidor. Dá uma imediata sensação de prazer e satisfação ao ser verbalizada (dá, não dá?).
É difícil dizê-la em voz alta sem esboçar um sorriso, porque se entreabre um bocadinho a portinhola secreta do galinheiro dentro de nós.
Abrindo as asas para o significado e a motivação da metáfora aviária, soltar a franga é:
– Deixar de lado a timidez, os constrangimentos e as convenções;
– Agir de forma espontânea, exuberante ou extravagante;
– Libertar aquilo que estava preso ou controlado;
– Permitir que saia o lado mais impulsivo, expansivo e desinibido;
– Relaxar e deixar de se preocupar com as aparências.
É essa energia de liberdade descontrolada que a expressão acabou por capturar.
Enquanto me sento nas palhinhas com o caderno no colo, as frangas esvoaçam como loucas à minha volta, adivinhando que escrevo sobre elas. O meu ouvido, treinado para o idioma franguês, traduz os seus cacarejos. Dizem as frangas:
Párem de ser chatos.
Não tem mal soltar a franga de vez em quando!
À solta pelos campos,
Hazel
Consultas de Tarot em Oeiras e Online
Tarot | Reiki | Reprogramação Emocional | Terapia Multidimensional | Regressão
Contacto: casa.claridade@gmail.com