
Percebi que estava pronto para voltar a rasgar o azul dos céus quando começou a atirar-se contra os vidros das janelas e a voar junto ao tecto.
Foi hoje, num Domingo de manhã, um dia regido pelo Sol, que o libertei.
Que os Deuses te protejam, sussurrei, quando me despedi dele com um beijo.
Ficou durante vários minutos na palma da minha mão. Até pensei que afinal não queria voltar a ser livre. Levantei mais o braço e esperei pacientemente.
De repente, ele voou. Voou alto. Atravessou a rua toda, e pousou no topo da árvore mais alta. Não te deixes agarrar por ninguém.
Volta para a minha janela sempre que precisares.
Obrigada por teres confiado em mim.
Boa sorte, passarinho...
