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Coisas da terra

Onde o vento faz a curva, descobrimos uma terra-fantasma esquecida no tempo...

Enquanto as massas fazem romarias às praias e centros comerciais, nós caminhamos na direcção oposta. É no silêncio do campo que encontramos paz e satisfação.

Ali, descansamos os olhos dos placards publicitários; os ouvidos, dos barulhos dos carros; os pulmões, da poluição.
Nestes passeios, reencontramo-nos a nós mesmos, ganhamos forças e equilibramos energias.

Adoro as coisas da terra! São as mais saborosas e belas. Abençoadas.
A Mãe-Natureza foi mais do que generosa connosco; estas foram as suas dádivas, colhidas pelas minhas mãos.
Pêras, maçãs, limões, amoras-silvestres, feijão-verde, milho... (foto tirada ontem à noite)

Entretanto, o feijão-verde já foi transformado numa cremosa e nutritiva sopa; uma das maçarocas de milho, consumida, e a outra desfolhada e pendurada na parede da cozinha (para que sempre haja abundância e prosperidade nesta casa); a fruta, colocada em cestos de vime.

Sei de umas cabras que se vão deliciar a comer os fios do feijão-verde (que, normalmente, as pessoas deitam para o lixo), e de um certo menino que se vai divertir muito a alimentá-las... Desperdício zero. Máxima diversão.
(e só de pensar que vivemos num apartamento!...)
Cronista, Viajante no Tempo, Terapeuta, Taróloga, Tradutora, Professora.