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Castanhas de Sintra

A Serra de Sintra tem surpresas e mistérios escondidos ao virar de cada árvore.
São muitos os que a visitam; mas poucos os que verdadeiramente a apreciam.

Acho que aquilo de que mais gosto na Serra é o facto de haver mais árvores do que pessoas.
As árvores escutam e observam-nos silenciosamente. Os seus ramos cantam baixinho ao sabor do vento. Recarregam-nos as energias, e sempre, sempre retribuem a nossa amizade.

É no meio da Natureza que por vezes encontro o meu conforto e amparo. A Mãe-Natureza é já a única mãe que tenho...

Nesta cesta estão alguns ouriços de um castanheiro que encontrei em Sintra.

Desenganem-se os que pensam que são fofinhos. Isto pica que se farta.

Mas lá que são bonitos, são (para quem não sabe, as castanhas nascem dentro dos ouriços)...

Estas castanhas foram das mais deliciosas que já provamos. Todas alegre e dolorosamente (picam, lembram-se?) colhidas por mim.

Aproveito para me antecipar às más-línguas e informar que não colhi as castanhas de propriedade privada, mas de terrenos públicos. A Serra de Sintra é muito grande e eu conheço-a bem.
Sei em que zonas da Serra existem deliciosas amoras, refrescantes pêras, figos e... mais não conto!

Resolvi transferir para outro lado o musgo que outrora decorava este prato, e decorá-lo com os ouriços.

Tentei acender as velas para a foto ficar mais bonita, mas o pavio já está muito fundo, e queimei os dedos quando tentava lá enfiar os fósforos!

Nota mental: comprar um isqueiro daqueles compriiiiiiiidos, de cozinha.


Cronista, Viajante no Tempo, Terapeuta, Taróloga, Tradutora, Professora.