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Carta ao Pai Natal

[Quando era criança e me perguntavam o que gostava de receber de presente de Natal, ficava cheia de vergonha e nunca me lembrava de pedir nada. Recordo-me de uma vez, depois de muito insistirem, dizer baixinho: "Pode ser canetas-de-feltro". Pois longe vão os tempos!]

Querido Pai Natal,

Nunca deves ter ouvido falar de mim, pois é a primeira vez que te escrevo.

Sempre senti embaraço em pedir algo para mim, mas este ano deixei os pudores para trás e, esperançosa de que no Pólo Norte exista ligação à internet, cá estou a enviar-te esta carta!

Começo por dizer que este ano me portei muito, muito bem. Fui justa, honesta e generosa.
É certo que também fiz algumas travessuras... porque é chato ser sempre boazinha. :)

Bem, aqui vão os meus pedidos:

Uma capa igualzinha à do Capuchinho Vermelho em tamanho de adulto!
Sempre sonhei com uma destas! Bem sabes, Pai Natal, que tenho gostos peculiares.

"Anaïs Anaïs", Eau de Parfum.
Porque sou menina, e as meninas devem cheirar sempre bem. :)
E ultimamente, só cheiro a sabonete de alfazema, pois o meu perfume acabou já há muito tempo.

Uma panela de ferro. Para cozinhados mágicos!

Um colar de pérolas brancas, comprido, até ao umbigo!
É um clássico, Pai Natal. Todas as mulheres com mais de 30 anos devem ter um (sim, esta regra fui eu que inventei).
Uma colcha granny squares!

E... é tudo, Pai Natal!

Na noite de 24, comprometo-me a colocar biscoitos para ti e cenouras para as renas, na minha janela. Diz-me, preferes de canela ou erva-doce?
Cronista, Viajante no Tempo, Terapeuta, Taróloga, Tradutora, Professora.