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Assuntos capilares

No outro dia, quando fui levar o L. à escola, notei que todas as pessoas que passavam de carro olhavam-me fixamente. "Hummm... deve haver algo de invulgar em mim", pensei.

Quando regressei a casa, fui auto-avaliar-me em frente ao espelho. :))
Ora bem: casaco comprido, cachecol enrolado à volta do pescoço, gorro de lã enfiado pela cabeça abaixo (estava frio!) e o meu cabelo a aparecer por baixo do gorro, que parecia uma vassoura espantada. Pronto, explicado. Até eu me ri.

Se o dono do circo Cardinalli me tivesse visto nesse dia, tinha despedido os palhaços e contratava-me a mim.

O meu cabelo é um animal selvagem que não se deixa domar. Isto significa que se me penteio de manhã, fico com tanta electricidade estática que nem a Tina Turner, nos idos anos '80, me conseguia bater em volume capilar.

Sei que existem sprays e mousses que prometem alinhar o cabelo, mas já tentei e não resultou bem; ou fica oleoso como se tivesse enfiado a cabeça num bidon de óleo, ou fica nhem-nhem-pegajoso. Ou as duas variantes!

Resolvi apelar para os métodos antigos. Lembrei-me que no tempo em que não existiam collants e as senhoras usavam meias e cinto de ligas, elas enfiavam uma meia no cabelo durante a noite para eliminar a electricidade estática (actualmente, são os assaltantes de Bancos que usam a meia na cabeça - e tenho cá para mim que devem ter todos o cabelo bem lisinho).

E assim fiz. Prendi o cabelo atrás, e enfiei-lhe uma meia.
Agora ando pela casa com uma meia pendurada na cabeça. Oh Deuses.
Cronista, Viajante no Tempo, Terapeuta, Taróloga, Tradutora, Professora.