Todas as manhãs, sempre com o ponteiro do relógio que não perdoa um segundo a empurrar-me o rabo (fica feio escrever "rabo"?), levo o L. à escolinha. E vocês sabem lá.
Come. Come. Come. Come. Olha o tempo a passar. Anda lavar os dentes. Bochecha. Cospe.
Olha, cuspiste a camisola. Anda cá trocar. Veste o casaco. Enfia o braço. Anda. Despacha-te.
Onde é que está a minha mala? Deixa o gato. Vai descendo as escadas. Anda.
[Ah... estou a ver esta introdução como um eficaz anticoncepcional em larga escala. Quem estava na dúvida sobre ter ou não filhos, já ficou esclarecido, hã?]
Entretanto, este nosso emocionante safari matinal ganhou um novo grau de dificuldade.
Só porque me lembrei que enquanto vou a conduzir até à escolinha, podia aproveitar esse tempo para fazer algo útil e interessante: ensinar inglês ao L..
E passei a conversar com ele em inglês. Com frases curtas e expressivas.
- Oh, look, a dog!
- What's that? A truck!
- Do you need a handkerchief?
- Hurry up!
- Let's find a place to park the car.
- Can you unfasten your seatbelt?
- Take off your coat.
- Give mummy a kiss.
- Behave.
Ele fica muito calado e atento. Depois de alguns dias, começou a associar as palavras às situações e a apreciar a aprendizagem de uma nova língua. Quando vou buscá-lo à tarde, pede-me para continuar a falar em inglês. E quando passamos pelo supermercado, quer que eu diga em inglês o nome de todos os legumes (nota mental: ver como se diz "chuchu").
Tem sido tão enriquecedor, que deixo esta sugestão a todos os pais e mães que saibam falar outra língua além da de Camões. As crianças são muito mais inteligentes do que julgamos...
E agora, please excuse me, que eu vou ali ao dicionário ver como se diz "ranho" em inglês.
É das tais palavras que não se aprendem numa sala de aulas, mas fazem parte do dia-a-dia de uma mãe. :)
Em tempo: ranho = snot
Come. Come. Come. Come. Olha o tempo a passar. Anda lavar os dentes. Bochecha. Cospe.
Olha, cuspiste a camisola. Anda cá trocar. Veste o casaco. Enfia o braço. Anda. Despacha-te.
Onde é que está a minha mala? Deixa o gato. Vai descendo as escadas. Anda.
[Ah... estou a ver esta introdução como um eficaz anticoncepcional em larga escala. Quem estava na dúvida sobre ter ou não filhos, já ficou esclarecido, hã?]
Entretanto, este nosso emocionante safari matinal ganhou um novo grau de dificuldade.
Só porque me lembrei que enquanto vou a conduzir até à escolinha, podia aproveitar esse tempo para fazer algo útil e interessante: ensinar inglês ao L..
E passei a conversar com ele em inglês. Com frases curtas e expressivas.
- Oh, look, a dog!
- What's that? A truck!
- Do you need a handkerchief?
- Hurry up!
- Let's find a place to park the car.
- Can you unfasten your seatbelt?
- Take off your coat.
- Give mummy a kiss.
- Behave.
Ele fica muito calado e atento. Depois de alguns dias, começou a associar as palavras às situações e a apreciar a aprendizagem de uma nova língua. Quando vou buscá-lo à tarde, pede-me para continuar a falar em inglês. E quando passamos pelo supermercado, quer que eu diga em inglês o nome de todos os legumes (nota mental: ver como se diz "chuchu").
Tem sido tão enriquecedor, que deixo esta sugestão a todos os pais e mães que saibam falar outra língua além da de Camões. As crianças são muito mais inteligentes do que julgamos...
E agora, please excuse me, que eu vou ali ao dicionário ver como se diz "ranho" em inglês.
É das tais palavras que não se aprendem numa sala de aulas, mas fazem parte do dia-a-dia de uma mãe. :)
Em tempo: ranho = snot
