22/10/2014

Vinagre dos Quatro Ladrões

O Vinagre dos 4 Ladrões é um preparado que teve origens na Baixa Idade Média, durante o tenebroso período da Peste Negra na Europa.

Cerca de um terço da população europeia foi colhida pela foice implacável da morte. Naturalmente, supunha-se que a Peste... era obra do Diabo!

Contudo, havia um grupo de quatro ladrões que tinham a audácia de invadir as casas dos moribundos, e roubar tudo o que queriam, permanecendo, de uma forma sobrenatural, imunes à epidemia.

Quando foram presos, revelaram no julgamento que o segredo para conseguirem escapar da Peste era uma poção mágica...

A poção mágica era um preparado que tinha como base o vinagre, ervas sagradas maceradas, assim como outras substâncias, e era confeccionado com orações, cumprindo toda uma ritualística mágica secreta. 

Os ladrões lavavam-se com a poção mágica para manter a imunidade contra todos os males, permanecendo, assim, intocados pela Peste. Sabemos agora, à luz da ciência, que muitas das ervas que entram na composição são desinfectantes e repelentes naturais de parasitas e outros agentes transmissores de doenças.

Todavia, prevalece uma aura de misticismo em torno do Vinagre dos 4 Ladrões, que, não obstante o seu valor enquanto desinfectante, foi pelo seu valor mágico que continuou, ao longo dos séculos e até aos dias de hoje a ser utilizado para protecção contra todo o tipo de malefícios: doenças, azar, inveja, mau-olhado, magia negra, energias obsessoras, trabalhos de feitiçaria, perigos, etc..

Como utilizar?

Para limpeza e protecção da casa: misturar um pouco do Vinagre dos 4 Ladrões num balde de água, e lavar o chão todo da casa começando nas divisões dos fundos e terminando na entrada. Movimentar a esfregona no chão no sentido anti-horário.

Para afastar visitas indesejadas: misturar 3 colheres de sopa de vinagre com um pouco de sal grosso e pimenta preta e salpicar no tapete de entrada.

Advertência:
O Vinagre dos 4 Ladrões não deve ser ingerido! Contém diversas ervas tóxicas.

Quantidade: 350 ml

Valor: 
20€ + portes

Como encomendar?
Faça o seu pedido por email: casaclaridade@gmail.com

Beijos mágicos,



21/10/2014

"Farta de tudo"



Estou a ouvir lá fora na rua uma mulher de meia-idade a gritar que está farta de tudo. Está louca da vida.

Deuses me protejam, que estou quase a caminho dos 40.

Hihihi... glup!

07/10/2014

Exercício contemplativo para a Paz Interior

Levantar ligeiramente o queixo e descer um pouco as pálpebras, alinhando os olhos com o horizonte largo e luminoso. 

Descobrir que o horizonte também está dentro dos nossos olhos, que se enchem de claridade e a espalham por todo o interior do nosso corpo, como se fosse uma casa de janelas amplas e cortinas abertas a receber a luz da manhã.


Só hoje percebi o quão profundo e apaziguador pode ser contemplar o horizonte.

Entendi que não basta contemplá-lo só pela sua beleza, mas alinhar os nossos olhos com ele e depois descobri-lo dentro de nós.

Nesse momento, o ponteiro descontrolado da nossa bússola interna alinha-se com o Norte, revelando-nos todas as outras direcções e mostrando-nos que estamos no momento certo, no lugar certo, a fazer aquilo que nos propusemos fazer. Todas as respostas estão dentro de nós, no entanto, só conseguimos vê-las quando nos sintonizamos com o Universo... e connosco.

[Crédito da foto: Grata à minha amiga Lieve Tobback, que me fotografou sem eu dar por isso]

Em contemplação,

27/09/2014

Estar no mundo, mas não lhe pertencer

Ser mulher é muito difícil.
Se sou simpática e sorridente, julgam-me subserviente.
Se fico séria, julgam-me arrogante.
Se visto uma roupa com decote, julgam-me provocadora.
Se me tapar muito, julgam-me puritana.

[Estive quaaase para terminar cada uma das frases anteriores com a palavra "bardamerda".
Assim:
Se sou simpática e sorridente, julgam-me subserviente. Bardamerda.
Se fico séria, julgam-me arrogante. Bardamerda.
Se visto uma roupa com decote, julgam-me provocadora. Bardamerda.
Se me tapar muito, julgam-me puritana. Bardamerda.]

Com o passar dos anos, o mundo começou a querer impôr outras exigências. [Bardamerda?]

Aos 37 anos, o mundo estranha que eu tenha o cabelo tão comprido.
E, pior, que o use sempre solto.

Já era o momento para cortá-lo e encaixar-me, assim, na formatação da mulher que se aproxima da meia-idade e, portanto, precisa de ser prática e deixar-se de romantismos e idealismos.

Aos 37 anos, o mundo estranha que eu continue a rir-me e mantenha a delicadeza que sempre me caracterizou. Já era tempo de me tornar mais sisuda, mais pesada.

Aos 37 anos, o mundo, que tanta necessidade tem de catalogar as pessoas, fica confuso comigo, não sabe onde me colocar, porque não sou igual às outras mulheres da minha idade. Em todas as idades por que passei, sempre fui a peça de puzzle que não encaixava em puzzle algum.

Quando entrei na idade adulta, tentei ser igual aos outros, tentei ser o que o mundo esperava que eu fosse, castrando os meus próprios sonhos e ambições. Não fui feliz.

Porque eu não era eu. Levei muitos anos até perceber que, para ser feliz, tenho de ser eu mesma; diferente, rebelde, incompreendida e incompreensível. Injustificada e injustificável. Amada, mal-amada, criticada ou elogiada. Mas eu, sempre eu.

Por isso, rio-me na cara do mundo quando este me olha com estranheza.
E nada digo, porque não preciso de explicar-me a esse monstro abstracto, essa sombra das multidões projectada na parede, que escraviza as mulheres tornando-as todas iguais umas às outras, e diferentes de si mesmas.

Sou como sou. Sou quem eu quero ser.

24/09/2014

Ritual de Banimento Nocturno

São tantos os emails que recebo de pessoas que vivem com medo que alguém lhes tenha "rogado uma praga", "lançado mau-olhado" ou feito um "trabalho de bruxaria", que resolvi escrever este post na esperança de trazer alguma claridade e dissipar as sombras do medo.

Nós somos antenas. Aquilo que emitimos é aquilo que atraímos. Sempre que se focar no medo e na ideia de que os outros conspiram contra si, é isso que vai atrair. Os seus receios vão mesmo materializar-se, mais tarde ou mais cedo. 

Eleve a sua vibração, procure com todas as suas forças viver com alegria, com verdade, auto-confiança e amor (começando pelo amor-próprio). Não existe escudo energético mais poderoso. "És eternamente responsável por aquilo que cativas...", dizia Saint-Exupéry. 
Quase sempre, somos nós que nos auto-sabotamos e achamos que são os outros.

Ainda assim, se acredita mesmo que alguém lhe anda a enviar más energias, deixo-lhe este ritual de banimento para fazer à noite:


Ritual de Banimento Nocturno
(para fazer numa noite de Lua Minguante antes de se deitar)

Acenda 13 velas brancas (podem ser tealights) junto à banheira.
Encha a banheira com água quente e coloque um saco de Banho de Purificação (para não ficar a achar que estou a tentar vender alguma coisa, deixo como alternativa colocar, em vez disso, 7 colheres cheias de sal grosso). Diga o seguinte encantamento: 

O que foi feito, foi feito
Que seja agora desfeito.
Pela luz da Lua Minguante que tudo varre
Limpa-me de todo o lixo e toda a sujidade

Que este feitiço vire tudo do avesso
E me liberte de teias e amarras
Quando eu entrar nesta água sagrada
Que a minha alma seja purificada.

Entre na banheira e molhe o corpo inteiro (cabeça incluída). Diga 3 vezes:

Que todos sejam perdoados e apaziguados
E todo o mal seja desfeito com o Sol da manhã.

Mantenha-se na banheira até que a água arrefeça. Depois seque-se, apague as velas e durma tranquilo. Amanhã é um novo dia.

Envolta em Luz,


22/09/2014

Oração de protecção contra um cão ameaçador

Ontem, lembrei-me de duas orações muito antigas que me foram ensinadas pela minha mãe depois de, em criança, ter sido mordida por um cão quando vinha da escola.
Ainda hoje me dói a nádega direita só de me lembrar.

Procurei pelas orações no google, e não encontrei nada. Desconheço as suas origens, que me parecem meio cristãs. Embora eu não seja cristã, tenho muito apreço pela velha sabedoria popular e gosto de dar o meu contributo para que ela não se perca no nevoeiro da memória.

São duas orações; uma para cães, outra para cadelas. Conforme aprendi, caso sejamos ameaçados por um cão, nunca devemos fugir ou virar-nos de costas para ele, mas olhá-lo nos olhos, simular o gesto de que lhe vamos atirar uma pedra e dizer em voz alta, com autoridade:

"Tente mão, cão!
Entre ti e mim está São Salomão!"


Ou, caso se trate de uma cadela:

"Tente mão, cadela!
Entre ti e mim está Santa Madalena!"

Lembro-me que a minha mãe garantia que os cães se afastavam. Nunca testei, OK?
Acredito que, mais do que a oração em si, é a postura de autoridade e confiança que poderá afastar o animal ameaçador. Mas as palavras, em si, o velho folclore, também têm o peso da ancestralidade, de uma intenção que foi repetida continuamente ao longo do tempo, criando, assim, um efeito mágico que a ciência não consegue explicar e desvaloriza.
Eu diria que, no fundo, é um pouco de cada...

Honrando a memória da minha ancestralidade,

14/09/2014

Meditar em que posição?

A postura para meditar é um dos principais obstáculos que leva as pessoas a desistirem da meditação.

Se alguma vez se sentou para meditar, poucos minutos depois, começou a ficar com dores nas pernas/costas, e desistiu com um sentimento de frustração, achando que a meditação "não é para si"...

... então, é mesmo para si que estou a escrever.

Meditação vem do latim "meditatio", que significa virarmo-nos para dentro de nós mesmos.

Para meditarmos, temos de estar confortáveis e com a coluna direita. Isto significa estarmos sentados durante um médio ou longo período de tempo sem que nenhuma parte do nosso corpo doa. Todas as almofadas que precisarmos para isso são bem-vindas!

Não recomendo que medite deitado, a menos que se trate de uma meditação guiada, ou o mais provável é que acabe por adormecer. Queremos meditar, e não dormir, mantendo-nos lúcidos e despertos, mesmo de olhos fechados ou semicerrados.

A prática da meditação é uma prática de auto-conhecimento e, consequentemente, de evolução pessoal. Não há implicação de qualquer tipo de crenças religiosas.

Para meditarmos, precisamos de ter humildade e consciência. E isso começa logo na noção dos nossos limites. Para quê forçar o nosso corpo a estar 1 hora com as pernas na posição de lótus, sujeitando-nos a dores lacinantes nos joelhos e na coluna?

Não precisamos de - nem devemos - tentar impressionar ninguém com a nossa flexibilidade (ou falta dela!). A flexibilidade surge primeiro na mente. Onde está a verdadeira flexibilidade quando decidimos forçar as nossas pernas a dobrarem-se numa posição dolorosa?

A meditação é interna, íntima, silenciosa. É o encontro connosco, então, não temos de obedecer a nenhuma "moda" ou imposição. Se conseguir sentar-se em posição de lótus sem qualquer dor, faça-o. Mas se não for esse o seu caso, faça o que é possível para si.
Aceitando-se como é, sem se forçar a si mesmo a ser algo que não é.
A pressa e a ambição causam danos na alma, no ego... e nas articulações!

As mais profundas e bem-sucedidas meditações que fiz foram sentada numa cadeira confortável. À maneira ocidental que, guess what, é o que eu sou.

Olhe agora para esta foto com as posturas de meditação, não de cima para baixo, mas de baixo para cima.

Porque, na meditação, assim como na vida, é uma ilusão acharmos que vamos logo conseguir subir para o topo da escadaria sem ter de passar por todos os degraus.

Experimente as posições que aparecem na linha de baixo. E avance para a linha do meio apenas e quando se sentir confortável. Se isso nunca acontecer, não faz mal. Também está certo assim.

Somos como somos. Não temos de ser como mais ninguém, a não ser nós mesmos.

Lembre-se: humildade e consciência. Sem isso, não há meditação possível.

Confortavelmente sentada,

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