Destinos de viagem para quem ama Literatura


Ler é um excelente passatempo e motivo de prazer para muitas pessoas, seja num dia ensolarado ou chuvoso, no domingo à tarde ou numa segunda-feira logo pela manhã. Ler, em primeira instância, é a possibilidade que temos de explorar as nossas próprias capacidades imaginárias. O escritor norte-americano Mark Twain (1835-1910), por exemplo, dizia que “o homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler.”

O prazer da leitura é o segredo de gente que envelhece de forma saudável, e o deleite torna-se ainda maior quando o autor da obra permite, através do seu enredo, que o leitor faça uma viagem pela sua própria imaginação, construindo a história com a narrativa já estabelecida nas páginas. Ler, de alguma maneira, é como viajar para conhecer uma cidade diferente, já que é por meio da leitura que se aprende sobre cidades, culturas distintas e pessoas novas.

Alguns livros permitem bem isso, já que fazem uso de cenários historicamente ricos e instigam os leitores a conhecerem determinadas cidades. Confira alguns destinos turísticos para quem ama Literatura e viagem, unidos numa só experiência:

SÃO PETERSBURGO
O romance “Crime e Castigo”, escrito pelo russo Fiódor Dostoievski, foi lançado em 1866 e há muito tempo é considerado uma obra-prima em toda a Literatura mundial. O enredo, profundamente reflexivo e detalhista, narra a vida e as angústias de um estudante chamado Raskólnikov. O jovem, até então um discente de Direito frustrado, percebe, aos poucos, a derrocada da sua própria existência após cometer um assassinato. Em algumas centenas de páginas, Dostoievski faz de São Petersburgo, segunda maior cidade da Rússia e onde a trama acontece, um ambiente muito instigador para quem deseja visitar alguns pontos turísticos da localidade e imaginar as andanças de Raskólnikov. São Petersburgo é conhecida por ter um dos maiores museus de arte do mundo, o Hermitage. Além disso, a cidade é famosa pela sua estrutura com canais, o que lhe rendeu o apelido de “Veneza do Norte”. Para os visitantes admiradores da gastronomia, as redondezas que Dostoievski escolheu para narrar no livro oferecem um legítimo Strogonoff russo.

SALVADOR
A histórica capital do estado da Bahia é muito famosa pela sua comida, praias, e pelo seu Centro Histórico. Lugar de pessoas muito alegres, Salvador costuma ser um dos destinos mais procurados por quem deseja aproveitar as férias na Região Nordeste do Brasil. Foi neste cenário, muito propício a grandes histórias, que Jorge Amado, um dos maiores autores do país, colocou as suas personagens do livro “Capitães da Areia”. A obra literária narra a vida de alguns garotos pobres que vivem abandonados e cometem delitos para comer, além das mudanças que ocorrem nas suas vidas com o passar do tempo e o conhecimento de novas pessoas e possibilidades. O livro de Jorge Amado é um componente importante do movimento Romance de 30, fase do Modernismo Brasileiro que destaca as produções de um carácter mais social.

LIMA
A capital do Peru é uma cidade que ambientaliza “Tia Júlia e o Escrevinhador”, um dos mais importantes livros de Mario Vargas Llosa, escritor vencedor do Nobel de Literatura em 2010. Em Lima, um jovem apaixona-se por uma mulher com quase o dobro da sua idade; o romance, tido como proibido numa cidade moralista da década de 1950, tem o carinho de leitores ao redor do mundo todo e ficou imortalizado na biografia de Vargas Llosa. Em Lima, é possível visitar um dos locais mais indicados para turistas, o Pachacamac, sítio arqueológico que serviu de habitação para os Incas, localizado próximo ao Oceano Pacífico. A região também abriga um museu e outras construções mais antigas, além da Praça das Armas e o Parque Kennedy.

Pulseiras gregas de Martis


No último dia do mês de Fevereiro, cumpre-se a tradição de origem grega Martis  (ou Martiá), de onde deriva o nome do mês de Março. Fazem-se pulseiras para celebrar e dar as boas-vindas à chegada da Primavera.

As pulseiras (que se chamam kroki, na Grécia) são feitas com fios de lã vermelha e lã branca, que se entrançam, ou torcem, conforme a preferência – e habilidade 🙂 – de cada um.

Colocam-se no pulso direito e no tornozelo esquerdo no primeiro dia de Março e aí permanecem até ao último dia do mesmo mês.

O branco representa a pureza e limpeza dos ventos da Primavera, e o vermelho a protecção, a vida e a paixão. Acreditava-se, nos tempos antigos, que as krokis protegiam contra todo o tipo de malefícios, doenças, e até mesmo dos primeiros raios de Sol de Março.

No último dia de Março podem ser queimadas nas fogueiras, ou penduradas nos ramos das árvores sem dar nó, para que os pássaros as possam recolher e aproveitar para construir os seus ninhos.

Preparada para a Primavera,

Hazel

11 anos a escrever


Hoje a Casa Claridade celebra onze anos de vida. Como já é tradição, neste aniversário desvendo onze factos aleatórios:

1. Escrevo quase sempre primeiro em papel, num caderno velho com marcas de maçãs acabadas de comer. Só depois transcrevo para o computador;

2. Tenho sempre esse caderno na mesa-de-cabeceira, vários na gaveta da secretária, um no carro e outro que anda comigo na mala;

3. Uso lápis ou lapiseiras velhos ou caneta Bic laranja para escrever;

4. Alguns dos meus textos são resultantes de ideias que tive durante o sono e que escrevi no caderno a meio da noite;

5. Gosto especificamente de usar cadernos velhos, muitos já sem metade das folhas;

6. Quando acabo de publicar um texto, sinto-me a criatura mais feliz do mundo;

7. Já escrevi estirada no sofá, imersa na banheira, na cama, na secretária, na varanda, sentada no chão, no carro, em mesas de café, na rua, no comboio, em bancos de jardim e paragens de autocarro;

8. Não consigo escrever se me aperceber que alguém está a olhar para mim. É um acto íntimo, apesar de poder fazê-lo na rua;

9. Sou uma observadora atenta do comportamento humano. Tudo e todos são matéria-prima saborosa e suculenta que poderei utilizar para os meus textos;

10. No momento em que escrevo, não penso em quem poderá ler ou se os leitores irão ou não gostar. Não o faço por egoísmo, mas por necessidade de liberdade absoluta;

11. Na verdade, quando escrevo faço-o como se não estivesse a escrever, mas a falar, com toda a confiança que não tenho.

Muitas graças a todos por me acompanharem.

Hazel

Manual de Sobrevivência ao Dia dos Namorados | para Solteiros


Jovem! Se te estás a sentir um desgraçadinho, um miserável encalhado, um cachorrinho abandonado, isto é para ti.

Hoje é Dia dos Namorados e o mundo está dividido num Tratado de Tordesilhas Valentiniano que separa casais românticos-doces-e-indutores-de-diabetes, apaixonados, amantizados e enamorados mete-nojo; dos solteiros, mal-amados, abandonados, separados, divorciados, viúvos, celibatários e chupadores do limão-que-é-a-realidade.

Estás no lado mais incompreendido do Tratado de Tordesilhas Valentiniano e não sabes o que fazer, apesar de não quereres dar parte de fraco. Ora segue o Manual:

1. Estou encalhado. Coitadinho de mim.
Falso. Estar solteiro não é sinónimo de estar encalhado. Encalhado é estar numa relação onde não és amado e respeitado. Estás, sim, livre para todas as possibilidades. Quem sabe um destes dias não saltas para o outro lado da Linha de Tordesilhas Valentiniana e passas a ser mais um enamorado mete-nojo. Todos os caminhos estão em aberto. Estás, por isso, tudo menos encalhado.

2. Todos estão a receber presentes menos eu. 
Não precisas de ninguém para receber presentes, para ir jantar fora, para passar uma noite romântica. Faz tu isso! Por ti.

3. O que fazer no Dia dos Namorados, estando sozinho?
O que te apetecer. Tu podes tudo e não precisas de alguém a agarrar-te pela mão para achares que és capaz. Em todo o caso, aqui tens um roteiro seguro, se receias ficar deprimido:

Vais fugir de ver filmes românticos hoje. O melhor mesmo é não ligar a televisão (aliás, quem é que precisa realmente de uma televisão?).

Locais a evitar: floristas, lojas de lingerie, sex shops, restaurantes, cinemas e praias à hora do pôr-do Sol.

Locais seguros: oficina, dentista, registo civil, segurança social, banco, lavandaria, ginásio. É uma boa ocasião para resolver assuntos pendentes! Pesquisas realizadas em laboratórios-independentes-do-amor indicam que a probabilidade de encontrar alguém solteiro são maiores nestes locais, neste dia em particular. Quem sabe se o amor da tua vida não está mesmo à tua frente aí na lavandaria.

4. Este Manual não me está a ajudar, Hazel. Buááá!
Isso é porque não estás a querer colaborar e preferes ser um bebé chorão.
Criei um Kit de Emergência como medida de último recurso. Reúne todos os itens indicados abaixo que, em conjunto, são o equivalente a ter alguém que te ame (para além de ti):

✅ Kit de Emergência:
- Espuma de banho;
- Vinho e morangos;
- Boa música;
- Meias quentes (não precisas de ninguém para te aquecer os pés frios!);
- Bons filmes (mas não românticos);
- Cobertores extra na cama;
- Pizza;
- Café.

5. Devo ir para o Tinder?
Tem juízo. Vais cair nas teias do Tinder no Dia dos Namorados, essa floresta de lobos esfaimados e capuchinhos vermelhos que-sabem-ao-que-vão? Hoje o Tinder transborda de fome e desespero. Reúne o Kit de Emergência, relê tudo o que escrevi e partilha com os teus amigos solteiros - nunca se sabe o que pode acontecer!

Directamente do banho de espuma,

Hazel

A noite mais escaldante dos últimos tempos | Playboy Late Night!


Rodei a chave na fechadura, pousei a mochila do ginásio e descalço os ténis sem desatar os atacadores, como faço sempre. O silêncio da casa é interrompido por um ruído subtil vindo do meu quarto.

Como conseguiste entrar?, penso com um sorriso.

Nem deste tempo para me despir. Não hesito. Salto para a cama, rubra de excitação. Afastas-te como se não percebesses, mas sabes que é uma questão de tempo.
Quero-te e tu sabes. 

A nossa relação é destrutiva, mas eu não consigo resistir; quanto mais voltas dás, mais atiças a minha vontade. Nem o casaco tirei, que loucura esta. Tiras-me do sério.

Poderia fingir que não estás aqui, mas não sou capaz de dormir sabendo que estás mesmo ao meu lado, tão perto da minha pele nua, e que me podes tocar enquanto durmo. Mexes tanto comigo. Olha o estado em que me pões, estou a transpirar.

Persigo-te pelo quarto, eu e tu, tu e eu, junto às paredes, contra a cabeceira da cama. O candeeiro cai no chão, mas eu não páro. Não vou parar. É mais forte que eu. E tu estás a pedi-las. Provocaste-me o dia todo, foste embora e agora regressas à noite para mais. Ah, não fujas, porque fazes isso?

Brincas comigo, mas hei-de sentir o teu corpo a ferver, a queimar.
O cansaço parece tomar conta de ti. Apanhei-te. Adios. Mosca filha-da-mãe.


[Sabes que a tua vida sexual escalou para um outro nível quando o teu momento alto de excitação na cama é isto. 😃]

De mata-moscas na mão,

Hazel