Viver em <em>technicolor</em> | Casa Claridade

26/11/08

Viver em technicolor

Seria incapaz de viver durante muito tempo numa casa toda branca. Nada contra o branco, mas prefiro viver em technicolor...!

Gosto da expressão, do estímulo visual, e de sentir as diferentes e tão nítidas vibrações que cada cor emana, ao sair de um quarto e entrar noutro.

Os silêncios profundos dos azuis, a meiguice adocicada dos cor-de-rosas, os sussurros alegres dos amarelos, os risos divertidos dos laranjas, o embalo flutuante dos verdes... (também, poderá isto ser os primeiros indícios de esquizofrenia...)

Esta parede cor-de-rosa pertence ao nosso escrinásio - palavra aqui de casa, que corresponde à contracção de escritório + ginásio.

É um quarto pequeno, mas muito funcional, onde está localizada a "sede" da Casa Claridade, onde se passa a ferro, engraxam sapatos, e faz-se ginástica. Raramente está arrumado!

Esta espécie de penduricalho que vêm pendurado no batente da porta é a armação de um abat-jour, que desmanchei, e decorei com fitas de seda e pequenos objectos (quem leu o post da cómoda reciclada, já sabe da minha paixão por fitas coloridas).

Transformou-se num objecto sem nenhum sentido prático. Não é um candeeiro, nem um espanta-espíritos. Nem sei explicar muito bem o que é, mas alegra-me vê-lo todos os dias. E recorda-me que a vida não é para ser levada assim tão a sério. São estas as suas funções.

Neste dia tão frio, sabe bem entrar em casa, e ser-se abraçado por estas paredes alegres e coloridas.