Cangalhada | Casa Claridade

23/11/09

Cangalhada

Como é que, com esta desarrumação, há-de uma pessoa conseguir fazer um post??
Foi uma caça ao tesouro só para achar o mouse debaixo disto tudo.

Com excepção do candeeiro e do computador, esta tralha toda, mais a que tenho espalhada à minha volta e tive vergonha de fotografar, é para doar.

Há mulheres que se sentem realizadas a comprar cangalhada. Eu sou o contrário, gosto mesmo é de livrar-me dela.

É uma terapia. Divirto-me mais numa tarde em que selecciono coisas minhas para dar do que numa tarde de compras. [Ninguém vai acreditar. ahahahah]

Quando nos livramos do que não precisamos/não queremos/não gostamos, estamos a tornar a nossa casa e a nós mesmos mais leves, abrindo espaço para a entrada de novos objectos e novas experiências.

Não receio a escassez. Quantas mais coisas dou, mais encontro. E mais tenho para dar. Isto não são palavras bonitas, é uma realidade.

Nada irá para o lixo. Tudo o que é reaproveitável será doado. Esta é a parte mais engraçada.
Livros e DVDs, para a Biblioteca Municipal.
Alguns objectos e roupas, para pessoas que bem os irão merecer.
Restante, para uma associação sem fins lucrativos com uma nobre missão.

Ora, façamos as contas (afinal, a matemática sempre é o meu forte!):

Desperdício............................... 0
Poluição................................... 0
Gastos..................................... 0
Satisfação................................. 1.000.000.000!

Oiçam lá: eu não sou rica. Eu?! Não tenho onde cair morta!
Tenho é um íman que me faz chegar às mãos uma quantidade disparatada de coisas interessantes, para as quais tenho muito prazer em encontrar novos donos.
E mais não digo, que é segredo meu.

Nota para leitores do Brasil: cangalhada = trecos