Um cantinho da minha casa


Uma casa é como uma pessoa.
É feita de recantos, de cheiros, de memórias e particularidades. Uma casa com alma conta a história da nossa vida e recorda-nos quem somos.

Estou sempre a mudar o lugar dos móveis e dos objectos, da mesma forma que eu própria mudo por dentro para me tornar tão agradável e acolhedora para mim mesma como um fim de tarde numa poltrona aquecida pelo Sol.

A arrastar móveis,

Não comprar flores, não comprar pássaros

Oferecer flores "de corte" é o equivalente a oferecer pássaros em gaiolas.
Uma demonstração de afecto cujo principal ingrediente é o egoísmo, ainda que inconsciente. No meu mundo ideal, ninguém sacrificaria flores para oferecer.
Em vez disso, oferecer-se-ia plantas em vaso.

Plantas que vivem, e não plantas a morrer que se colocam numa jarra de água sobre uma mesa, entre os bibelots inúteis para os quais já ninguém olha. Ninguém se lembra dos sentimentos das flores, tão delicadas e mágicas, que até conseguem fazer música.

Ainda no meu mundo ideal, ninguém compraria pássaros presos em gaiolas, mas comedouros e bebedouros de aves para colocar nas varandas e janelas. "Grato pelo presente, tantos pássaros que virão cantar na minha janela!"

Não vão por mim - no meu mundo ideal, quem cuspisse para o chão, levava um calduço no pescoço e era obrigado a limpar. A antipatia seria considerada um crime público.
Mas só de tarde. De manhã cedo, todos teriam o direito a ser antipáticos.
E os relógios seriam abolidos.

Ainda bem que não mando no mundo. Sorte a vossa.



Oração da Lua para bebés


Esta é uma oração muito antiga e bonita, de raízes pagãs, que conseguiu sobreviver até aos dias de hoje.

Era um ritual que as mães passavam em quase-segredo às filhas, quando estas tinham os seus próprios filhos.

Este quase-secretismo, num tempo em que não havia internet e os livros sobre magia praticamente não existiam, conferia ao ritual uma aura de misticismo inigualável nos dias de hoje.

Os bebés eram, em segredo, "oferecidos" à Lua, para que crescessem sob a sua protecção mágica.

Foi-me ensinada pela minha mãe, que cumpriu este velho costume comigo, como tantas outras mães do seu tempo.

Deve ser feita pela mãe, quando estiver sozinha com o seu bebé, numa noite de Lua Cheia. Pegar no bebé de maneira que a luz da Lua reflicta nele, e dizer:

"Lua, Lua, Luar
Aqui tens o(a) meu(minha) menino(a)
Ajuda-mo(a) a criar
Eu sou Mãe
E Tu és Ama
Cria-o Tu
E eu dou-lhe mama."

Beijos mágicos,

Hazel

Querido Pai Natal...

... cá estou eu novamente!
A rapidez com que este ano passou foi estonteante.

Quero agradecer-te por leres a Casa Claridade e pelo cuidado e carinho com que tens concedido os meus pedidos todos os anos sempre das formas mais originais e inesperadas.

Não tenho mesmo o direito de afirmar que não acredito em ti e na tua Magia. Em particular, este ano, que foste tão generoso comigo.

Ainda falta realizar alguns desejos, mas compreendo que, se não o foram, é porque não chegou o momento certo. Não tenho pressa. Aliás, não tenho realmente pressa para nada. Está tudo bem como está e estou muito grata por isso.

Numa retrospectiva do meu comportamento ao longo dos últimos 365 dias, de consciência tranquila digo-te que, para uma bad girl, até me portei muito bem. Ultrapassei tantos desafios e em todos consegui renascer melhor e mais completa. Ainda tenho alguns aspectos a melhorar, mas estou a esforçar-me, Pai Natal, estou a esforçar-me!

Ora, se achares que eu mereço, aqui vão os meus pedidos para este ano:

1. Um biombo. Mas quem é que pede um biombo de presente de Natal? Eu.
Não comeces a pensar que o biombo é para esconder a desarrumação quando vêm visitas inesperadas. Na, na, na. É para a minha sala de consultas. Podes riscar isto da lista, Pai Natal. Já comprei um biombo. Menos uma coisa para as tuas renas transportarem!

2. Um pijama de Inverno. Mas que não seja deprimente como os meus! Sabes que, no outro dia, quando passei pelo espelho a caminho da cama, reparei que o meu pijama de há quase 10 anos parece o de uma pessoa fugida de um hospital psiquiátrico. Apanhei um susto!
Como é que nunca tinha reparado? Os pijamas mais feios e tristes do mundo estão todos na minha gaveta. Então, gostava de um pijama de Inverno que fosse giro. E sexy. Uia!
Eu sei, Pai Natal, que no planeta Terra não existem pijamas de Inverno que sejam giros e sexy. Vais ter de encarar isto como um desafio.

3. Uma viagem. As únicas viagens que tenho feito são astrais. Fecho os olhos e vou.
Pois, para variar, gostava de fazer uma viagem em que pudesse levar o meu corpo também. Para o Nepal, Irlanda, Mongólia, Brasil, Itália, Chile, México, Nova Zelândia, Índia... escolhe tu!

4. Uma árvore. Gostava de ter uma árvore de frutos. Pode ser uma macieira, já que o L. adora maçãs, e eu adoro tarte de maçã. Plantada, regada, cuidada e amada por mim, num pedaço de terra onde também estivesse uma casa que fosse minha. Não digas que não mereço.

5. Livros. Em papel, por favor. Sugestões: "Mistérios Nórdicos", de Mirella Faur; "O Anuário da Grande Mãe", de Mirella Faur; "Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas", de Mirella Faur; "Mulheres que correm com os Lobos", de Clarissa Pinkola Estés.

E é tudo!
Muito grata e bom trabalho!

Oh Oh Oh e Jingle Bells,