"No problem"

domingo, fevereiro 16, 2020



Paragem seguinte: Nova Delhi, Índia.

Todos sãos e salvos. Depois de feito o check-in no Hotel, recebemos as boas-vindas do nosso amigo, o monge budista tibetano Tensy, que trouxe oferendas e bençãos para todos.


Acompanhou-nos no nosso autocarro para uma tour no trânsito caótico e insano de Delhi. Os carros têm todo um aparato decorativo no tablier que parece a sala de uma tia velha, daquelas que têm naperons, jarras com flores, sofás com padrões florais antigos e bibelots com imagens dos santos da sua devoção — neste caso, Ganeshas ou outras divindades hindus.

Não se usa piscas, e os semáforos, faixas ou sinais de trânsito não interessam. É cada um por si no meio da cacofonia de buzinadelas, vacas que andam no meio dos carros e pessoas que, benza-os Shiva, caminham no meio da estrada como se possuíssem o dom da eternidade.


Enquanto isso, Tensy entoa mantras para vida longa, saúde e felicidade no autocarro. Uma bela metáfora para a vida, que é cheia de contrastes.

Horas mais tarde, no Templo Akshardham, o meu companheiro de viagem e guia do grupo, que conseguiu um novo Visto em tempo-relâmpago e já chegado à Índia, encontrou-nos.

Tudo corre sempre bem. Como dizem aqui na Índia, no problem, no problem.

No problem, really.

Hazel

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