Vindravan, o Taj Mahal e os indianos a roubar fotos com as mulheres dos outros

segunda-feira, fevereiro 17, 2020


Acordámos de madrugada para nos anteciparmos ao trânsito frenético de Delhi.
Balvinder Singh, o nosso driver-guru do turbante azul, levou-nos até Vrindavan, uma cidade religiosa, para visitarmos um Templo Hare Krishna.


Por ser uma cidade sagrada, os autocarros não podem entrar e isso significa que, de um momento para o outro, passámos para um tuk-tuk e serpenteámos por entre táxis, vacas, bancas de vendas até ao Templo.

Os cânticos alegres, o aroma de incenso e a luz que reflecte em todas as superfícies transportam-nos para uma dimensão surreal de leveza, alegria e uma certa dose de psicadelismo.

Não pudemos demorar-nos, porque faltava fazer outra visita: o Taj Mahal, na cidade de Agra, uma das Sete Maravilhas do Mundo.



Perfeito, simétrico, mágico, uma visão verdadeiramente sobrenatural. Mas, a bem da verdade, o diáfano exterior quebra-se como o fim de um encantamento quando entramos e somos recebidos por uma atmosfera de silêncio triste e frio em volta do túmulo do Imperador Shah Jahan e da sua mulher preferida, Mumtaz.


Os indianos adoram estrangeiros e estão sempre a pedir para tirar fotos com eles. Mulheres, homens, crianças e agregados familiares inteiros ficam radiantes por aparecer connosco numa foto.

Descobri também que os homens indianos que pedem para tirar fotos com os casais estrangeiros, colocam-se estrategicamente ao lado da mulher e depois cortam o homem da foto para aparecer só ele (o indiano) e a mulher, e assim dizem aos amigos que é a sua namorada estrangeira. A sério!

De pinta vermelha na testa,

Hazel

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1 COMENTÁRIOS

  1. O final desta tua ultima historia a fazer-me lembrar o filme de Ritesh Batra "Fotografia", que também realizou o filme "A Lancheira" (recomendo)

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