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Despedida de um amigo

Esta manhã fui levar o L. à escolinha, como habitualmente. E deixei camas por fazer, roupa lavada por estender, mesa do pequeno-almoço por levantar... Não quis saber!

Precisava de sair, apanhar ar, fazer fotossíntese, tal como as plantas.
O mundo que espere.

Tirei os chinelos e andei descalça na relva, enquanto os raios de Sol me nutriam o corpo de vitamina D, e a alma de boas energias. Afinal, temos os pés na Terra e a cabeça no Céu.

E ainda bem que o fiz...

... pois, ao chegar a casa, recebo um telefonema a informar que um amigo terminou a sua jornada na Terra.

Era um amigo com alguma idade. Uma pessoa generosa, inteligente, culta, e com um sentido de humor como jamais voltarei a encontrar.

Sempre me tratou com carinho; e peço que os anjos o recebam com o mesmo carinho.
Que a eterna luz o encha da tal Felicidade que nos enche o peito a ponto de parecer que o coração já lá não cabe... a tal... que todos procuramos.

Que a música o acompanhe. E que sinta o perfume das mais belas e raras flores.
Que reencontre os seus entes queridos, que lá o aguardam de braços abertos.
Que dance, que ria, que voe...

Que as lágrimas que choro sejam gotas de orvalho a salpicar a sua alma, enquanto brinca nos Jardins do Éden.

Até à vista, Sr. D..
Sempre gostei muito de si. E tive a oportunidade de lho dizer.
Cronista, Viajante no Tempo, Terapeuta, Taróloga, Tradutora, Professora.