Pode fazer-se um altar para os Anjos, os Elementos, as Fadas, os Gnomos, o Santo António, Buda, Jesus, Shiva, Nossa Senhora de Fátima, ou qualquer outra divindade em que se acredite.
O altar é um patamar entre nós e o Divino. Pode ser usado para meditação, oração, fazer pedidos, protecção, trabalhos mágicos, ou apenas para contemplação.
Não existem regras absolutas sobre a criação de altares. Estes podem ser feitos sobre uma mesa, uma arca, um tronco de árvore cortado, uma pedra grande, ou, em último recurso, até mesmo na nossa imaginação.
Então, por onde começar? Pela intenção.
Suponha que quer afastar a tristeza da sua vida. É um tema recorrente nos emails que recebo. São tantas as pessoas que querem ver o Sol voltar a brilhar na sua vida. E não há nada de errado em recorrer à ajuda divina.
Este era o meu altar em 2010, quando me encontrava em processo de luto, com uma representação de Iemanjá, a Mãe das Águas, que regem as emoções.
Para energizar o altar, coloquei alguns cristais, como ametistas, quartzo hialino, jade, quartzo rosa, sodalite, howlite...
Os Elementos estavam presentes, para tornar o altar "vivo":
Uma concha com um pouco de sal grosso, representando a Terra.
A vela acesa, representando o Fogo.
Água mineral, representando o elemento Água.
Incenso, para representar o Ar.
Como símbolo da intenção e oferenda, dois ramos de cipreste.
O cipreste é uma árvore regida por Saturno, o "Senhor do Karma", aquele que põe a nossa resistência emocional à prova, e que nos traz a recompensa final.
Os ciprestes são as árvores que é habitual ver-se nos cemitérios, justamente pela sua capacidade mágica de nos ajudar a mitigar a dor. Belíssimas árvores, com uma força incrível.
