Não há-de haver gaveta, armário, baú ou recanto que não seja invadido pelas minhas ávidas mãos e aliviado. Sim, aliviado.
Quando viémos viver para esta casa, há uns 9 anos atrás, ocupávamos apenas um terço dela. Tínhamos poucos pertences, e a casa tornava-se fria, fazia eco e era desconfortável.
Ao longo do tempo, sei lá como, as coisas multiplicaram-se que nem Gremlins, e agora olho em volta e sinto necessidade de ver espaços vazios para descansar os olhos e a alma.
Afinal, de que é que realmente precisamos? (para além de meia dúzia de panelas e largas dezenas de vestidos)
Inicia-se assim a temporada louca a que vulgarmente se chama "limpezas de Verão".
Tornar-me-ei, no fim disto tudo, uma apreciadora do minimalismo decorativo?
Hum...
