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Como Nasce uma Pérola


“The pearl owes nothing to man. It is absolutely a gift of nature on which man cannot improve.” – George Frederick Kunz

O INTERIOR DAS OSTRAS, muitas vezes associado ao órgão sexual feminino, é delicado, macio e considerado altamente afrodisíaco. Considerado um manjar dos Deuses, umas vezes, de sabor salgado, outras adocicado.

A concha é revestida internamente com nácar (madrepérola) e os músculos adutores que a mantêm fortemente fechada por vezes relaxam para que se abra e se movimente suavemente quando precisa de se alimentar com os nutrientes presentes na água.

Por vezes, acidentalmente, entra um corpo estranho, como um grão de areia.

Quando isso acontece, a ostra reage para proteger de ferimentos a delicadeza dos seus tecidos moles, e deixa de cuidar da sua protecção externa para cuidar da protecção interna, produzindo nácar que vai revestindo e formando várias camadas envolvendo o grão de areia dentro de si. Após poucos anos, este transforma-se numa pérola.

É muito raro uma pérola natural ser absolutamente lisa e esférica. Se a ostra tiver um formato irregular, a pérola será assimétrica. A cor pode variar, de acordo com a coloração da ostra, o habitat onde se desenvolveu e outros factores.

Por estarem ocultas no interior das ostras que, por sua vez, estão no silêncio das profundezas do mar, as pérolas são um símbolo de sabedoria e do conhecimento oculto. Representam a Lua, as águas e, claro, o princípio feminino.

A deusa Afrodite, segundo a mitologia grega, nasceu de dentro de uma concha de madrepérola, gerada pelas espumas do mar.

Diz-se que "pérolas são lágrimas." A pérola é o sofrimento que foi transmutado em beleza, em unicidade e perfeição, pelo amor à Vida. Se forem lágrimas, serão de alegria.

No silêncio do nácar,

Hazel
Cronista, Viajante no Tempo, Terapeuta, Taróloga, Tradutora, Professora.