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A noite mais escaldante dos últimos tempos | Playboy Late Night!

R odei a chave na fechadura, pousei a mochila do ginásio e descalço os ténis sem desatar os atacadores, como faço sempre. O silêncio da casa é interrompido por um ruído subtil vindo do meu quarto. Como conseguiste entrar? , penso com um sorriso. Nem deste tempo para me desp…

Projecto FAZ-TE À VIDA

S E ESTÁS A PLANEAR MORRER um dia, cria já o teu próprio «Projecto Faz-te à Vida»!   O jogo é simples: tens de riscar pelo menos 90 (noventa!) itens antes de morrer . Não há pressa em acabar a lista... Aqui está o meu: 👉  PROJECTO FAZ-TE À VIDA – HAZEL 1. Ver a Aurora Boreal ......…

Poema: Fantasma

Foi lançada hoje a Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho” - Volume X, da Chiado Books, onde consta este meu poema: Fantasma Liquefaz-se o vestido em ondas Água doce, limos verdes Escorrem em regato Pelos degraus do Cais. Elevo-me nua Magra c…

Poção de Esquecimento

A pós retiro prolongado , a (im)paciente da cama cinco agradece as visitas, as mensagens, as flores, os bolos doces sem açúcar, o envio de borboletas, os presentes, os convites e todo o afecto — que, sem dúvida, foi a mais regeneradora das panaceias. Doutor Passarinho deixou-a ter al…

Hospital de Corações

A CABEI DE INVENTAR  ESTE NOME. Quem está doente do corpo vai para o hospital “comum”, quem está doente da cabeça vai para o hospital psiquiátrico e quem está doente do coração vai para o Hospital de Corações. É um edifício semelhante aos outros por fora, mas com pessoas mais simpátic…

Para uns Anjo, para outros pior que Belzebú

F ugiram-me duas velas de casa. Tinha-as em cima da mesa de jantar, cada qual no seu castiçal, e desapareceram sem deixar pingo de cera nem de remorso. Corri atrás delas rua fora, mas no primeiro cruzamento virou uma para cada lado. As danadas. Voltei para casa de mãos a abanar. Colo…

A Louca da Camisa-de-Dormir

A  LOUCA DA CAMISA-DE-DORMIR faz todos os dias o mesmo percurso, que se cruza com o meu, ora de manhã, ora pela tardinha. Contemplo a visão onírica da senhora de meia-idade que atravessa a estrada sem pressa, a chinelar nas suas chanatas de quarto com borlas emplumadas em seda rosa-pét…

Quatro Casamentos e Três Funerais

A respeito do cartaz “Não matem os velhinhos”, lembrei-me de uma gaiata que conheci, bem mai’nova e desempoeirada que a sirigaita da frase. Sorridente e surpreendente no seu batom vermelho-malagueta e óculos-escuros- femme-fatale , assentia com a cabeça enquanto escutava a sua história…