Como lidar com trolls

quarta-feira, outubro 29, 2014

"Troll" é um termo que se utiliza na internet para designar pessoas cobardes que, escondidas atrás dos computadores, deixam continuamente comentários negativos, insultuosos ou mesmo ameaçadores nas páginas de outras pessoas ou instituições.

Quem tem alguma exposição pública, inevitavelmente, acaba por atrair estas criaturas, que procuram, a todo o custo, causar incómodo, perturbar, magoar, humilhar e/ou desmotivar o alvo, com a sua "trollice".

E, assim, parasitam a página alheia, sempre com comentários que tanto revelam sobre as suas próprias frustrações.

Imagine-se, por exemplo, mulheres que trollam páginas de outras mulheres, movidas pela inveja da sua aparência, do seu reconhecimento, da sua casa, da sua felicidade, etc..

Ou então, o exemplo de homens que trollam páginas de mulheres bonitas, insultando a sua inteligência, a sua feminilidade, e procurando desesperadamente reduzi-las ao objecto sexual que eles, coitadinhos, tanto adorariam ter para satisfazer a sua pilinha mirradinha e amarelada pelo excesso de onanismo. Então, o que fazer para lidar com trolls?

1. Responder-lhes? Por vezes, movidos pelo impulso, podemos sentir-nos tentados a responder-lhes para insultá-los de volta ou chamá-los à razão. Não é uma boa ideia.
O troll, que, como um fedelho mimado e malcriado, tanto desespera por atenção, vai sentir que causou alguma espécie de reacção, e vai voltar à carga. Vai querer mais.

2. Mudar de URL? Desistir de ter página na internet? Nunca devemos fugir de um troll, seria como encolher-nos num canto escuro, subjugados por um cobarde flácido e feio que se esconde atrás de um computador. Lembrem-se: um troll é um verme, um parasita. Nós não temos problema algum, o imberbe é que tem. E grave, pois um troll que exerce bullying sobre outras pessoas, não passa de um perfeito estúpido. Até uma ténia tem mais dignidade.

3. Consultar a localização do IP do troll? Isto é uma boa opção. Ficamos a saber onde é que o troll mora. Se quisermos mesmo conhecê-lo pessoalmente. Ou enviar uns amigos musculados para fazer uma visita à sua caverna onanista e oferecer-lhe os nossos cumprimentos.
É sempre uma opção a considerar, embora, naturalmente, devemos ser pela paz até onde nos permitem ser. Ora, isto remete-me a velhas memórias da adolescência:

Quando andava na escola, lidei com 2 bullies, por volta do 9º ano. Um deles, chamava-se João Ricardo C. R.. Entrou na minha escola a meio do ano lectivo, porque tinha sido expulso de outra escola. Passava as aulas a dormir e, sempre que eu passava, gozava comigo.
Desistiu da escola, antes do ano lectivo ter terminado. Portanto, um desistente.

O outro bully chamava-se David. Tinha-me esquecido do David, mas há pouco lembrei-me dele. O David gozava sempre comigo nas aulas de trabalhos oficinais. Toda a gente se ria. Um dia, já farta de tudo e de todos, em plena aula, dei-lhe uma chapada. Ele deu-me outra.

Completamente indignada por tanto desaforo, dei-lhe um soco, e o David ficou agarrado à cara. Toda a gente se riu dele. O professor fingiu que não viu. O David nunca mais me incomodou. Não guardo ressentimento dele. Se o visse hoje, de bom grado o cumprimentaria.

Já o João Ricardo, ficou sempre aquela sensação de que um dia haveria de ajustar contas com ele, agora que sou adulta, e sei dar uns valentes socos (ainda melhores que antigamente). Mas também sei ouvir pedidos de desculpas, claro. Bom, voltemos ao post:

4. Ignorar o troll? Esta é, naturalmente, a opção mais sensata. Como se diz na internet: "Do not feed the trolls." No entanto, sejamos realistas: um troll é como o herpes. Ele vai sempre voltar. E quanto mais nós brilharmos, mais ele vai rastejar atrás de nós. Como uma sombra anda sempre atrás da luz. Mas uma sombra nunca passará daquilo que é: nada.

5. Escrever um post sobre como lidar com trolls? Esta é uma opção que vai espicaçar e enfurecer o troll, especialmente se lhe chamarmos nomes e gozarmos com ele. É que sempre que ele voltar à nossa página para esmiuçar que novidades temos, irá encontrar lá as palavras "verme", "cobarde", "parasita", "estúpido" e outras ternuras referindo-se a ele.

Isso dá-nos um prazer especial,  uma sensação de conforto. Ai que bem que sabe.

No fundo, tanto nós como o trollzito sabemos que, embora ele se arraste anónima e cobardemente atrás de nós, porque a sua microscópica dimensão testiculária não lhe permite interpelar uma mulher como os homens a sério o fazem, só lhe resta mesmo arrastar-se, e desdenhar daquilo que ele sabe que jamais poderá alcançar.

A cantar "tróll-lá-lá",

Hazel

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