Pulseiras gregas de Martis


No último dia do mês de Fevereiro, cumpre-se a tradição de origem grega Martis  (ou Martiá), de onde deriva o nome do mês de Março. Fazem-se pulseiras para celebrar e dar as boas-vindas à chegada da Primavera.

As pulseiras (que se chamam kroki, na Grécia) são feitas com fios de lã vermelha e lã branca, que se entrançam, ou torcem, conforme a preferência – e habilidade 🙂 – de cada um.

Colocam-se no pulso direito e no tornozelo esquerdo no primeiro dia de Março e aí permanecem até ao último dia do mesmo mês.

O branco representa a pureza e limpeza dos ventos da Primavera, e o vermelho a protecção, a vida e a paixão. Acreditava-se, nos tempos antigos, que as krokis protegiam contra todo o tipo de malefícios, doenças, e até mesmo dos primeiros raios de Sol de Março.

No último dia de Março podem ser queimadas nas fogueiras, ou penduradas nos ramos das árvores sem dar nó, para que os pássaros as possam recolher e aproveitar para construir os seus ninhos.

Preparada para a Primavera,

Hazel

Pequenos rituais para fazer em Samhain


A caixa de correio da Casa Claridade está a transbordar de mensagens a pedir sugestões de rituais simples para fazer durante a noite de 31 de Outubro. Ora, para quem deseja celebrar:

Queima de pedidos
Acendem-se duas velas, uma branca e uma preta, e coloca-se cada uma dentro de um caldeirão (ou noutro recipiente qualquer, caso não tenha caldeirões). Cada pessoa recebe dois papéis. Num, escreve o que deseja conquistar ao longo do próximo ciclo. No outro, escreve aquilo que deseja deixar para trás. Dobram-se e queima-se na vela branca o papel onde se escreveu o que se deseja conquistar, e na vela preta o que se deseja abandonar.

Honrar os ancestrais
Nesta época em que a ligação com os mundos subtis se encontra mais estreita, é da tradição colocar na mesa de jantar um lugar a mais e servir um prato para os ancestrais.

Acender velas à janela
Com o devido cuidado para não incendiar as cortinas, podem acender-se velas e colocar no parapeito da janela ou na varanda para iluminar o caminho das almas que partiram e para oferecer essa mesma luz aos nossos ancestrais que viajaram para o outro lado do véu.

Fazer uma trança da bruxa
A trança da bruxa faz-se com três cordas ou fitas nas cores que representem o desejo que se pretende formular. Enquanto se entrançam as fitas (ou cordas) podem entoar-se mantras, palavras de poder, verbalizar o desejo baixo, cantar, ou simplesmente guardar silêncio e concentração absoluta no pedido. A trança, uma vez finalizada, pode ser pendurada na cozinha ou noutro lugar mais reservado da casa.

Consultas de oráculos
Aproveitando a existência de uma comunicação mais clara com os planos subtis, que aguça as capacidades intuitivas e propicia as respostas vindas de muito longe, fazem-se consultas de oráculos onde se recebem orientações para o ciclo que se inicia. Quem quiser marcar uma consulta de Tarot comigo, poderá fazê-lo em Oeiras, Carcavelos ou online. Contacto por email: casa.claridade@gmail.com

Cozinhados mágicos
Cozinhar como um ritual mágico, dizendo baixinho encantamentos enquanto se mexem e adicionam os ingredientes. Nesta época, são da tradição o vinho quente com flores, frutas e especiarias, bolinhos e sopa de abóbora, cidra de maçã, hidromel, tarte de maçã, maçã assada.

A todos os que acompanham a Casa Claridade, os meus desejos de maravilhosas celebrações.

Hazel
foto: Kristina Paukshtite, licença CC0

A Lenda e a Simbologia da Dança dos 7 Véus


A origem da enigmática e fascinante "Dança dos Sete Véus" é tão difusa e volúvel quanto o é todo o Mistério Feminino. Ainda que exista uma ideia (errada) de que é uma espécie de striptease, tal não poderia estar mais longe da verdade.

A Dança dos Sete Véus é uma forma de arte riquíssima em simbologia mágica onde se faz uma teatralização do processo iniciático.

A lenda da descida aos Submundos pela Deusa Babilónica Ishtar (Senhora do Amor, da Fertilidade e da Guerra), poderá estar na origem desta dança:


Ishtar viajou através do reino dos mortos para resgatar o seu amado Tammuz. Teve de atravessar 7 portais, cada um guardado por 7 demónios.

Para poder passar cada portal, foi-lhe exigido que deixasse ficar um dos seus pertences que representava um atributo de que ia prescindindo: beleza, fertilidade, amor, saúde, magia, poder e o domínio sobre as estações do ano.

Todas as jóias e véus que levava iam ficando para trás ao longo da descida. Quando passou o último portal, estava completamente nua.

O cair dos véus representa o revelar dos mistérios outrora ocultos, a abertura da visão, o despertar da consciência.

Simboliza também a troca inevitável imposta pelo eterno girar da Roda da Fortuna: é preciso deixar ir, abdicar do que nos é precioso, desapegando-nos da ilusão de posse, para conquistar algo grandioso.

Seja no mundo dos homens, seja no dos Deuses, não existem espaços vazios; há que pagar um preço por cada degrau evolutivo da longa escadaria da ascensão espiritual. Para andar para a frente, tem que se deixar algo para trás.


A ascensão faz-se para baixo e não para cima - é no mergulho nos submundos que nos despimos das máscaras sociais e encaramos o nu visceral da Verdade, regressando, assim, à Essência. Como uma semente que precisa das profundezas da terra para poder germinar, e só assim consegue romper a superfície do solo em direcção ao Sol.

Abreviando a lenda, que é extensa, Ishtar revela a sua verdadeira essência e une-se a Tammuz, tornando-se a guardiã das chaves dos portais, que abrem apenas para os Iniciados.

É-me inevitável olhar para esta representação da Deusa Ishtar sem associá-la à carta de Tarot "O Mundo".

Na carta XXI (21 = 3 ciclos de 7), "O Mundo", vemos uma mulher (os Mistérios e o atravessar dos portais são assuntos eternamente ligados ao sexo feminino; as mulheres são, em si, o portal da vida e da morte), nua (porque está na sua essência e, portanto, dispensa artifícios), e que segura as duas varinhas (detém as chaves do Conhecimento).

O véu que serpenteia o corpo nu, uma alusão ao Conhecimento desvendado. Tal como Ishtar, acompanhada pelos 4 guardiões. A derradeira representação da Iniciação.

Diz-se que os sete véus correspondem às sete cores do arco-íris, as sete notas musicais, as sete virtudes os sete vícios, os sete planetas, os sete chakras: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul-claro, violeta (ou azul-índigo) e branco.

O número 7 é considerado o número da perfeição, por ser a soma do 3 (Céu/Espírito) com o 4 (Terra/Matéria); ou seja, a fusão dos mundos. A Totalidade.

Idealmente, as cores dos véus são as dos sete chakras principais, e a retirada de cada véu é acompanhada de movimentos corporais com ondulações e/ou marcações na zona do corpo que é revelada e que corresponde ao chackra que é "descoberto".

Respondendo à pergunta que paira na mente dos mais púdicos, a verdadeira nudez é um conceito mais profundo que um corpo sem roupa. Não existe nudez física na Dança dos Sete Véus. Os véus vão caindo, mas a roupa permanece vestida. Porque é a alma que se desnuda, e não o corpo.

 

No limiar dos portais,

Hazel

Vinagre dos Quatro Ladrões

O Vinagre dos 4 Ladrões é um preparado que teve origens na Baixa Idade Média, durante o tenebroso período da Peste Negra na Europa.

Cerca de um terço da população europeia foi colhida pela foice implacável da morte. Naturalmente, supunha-se que a Peste era obra do Diabo!

Contudo, havia um grupo de quatro ladrões que tinham a audácia de invadir as casas dos moribundos, e roubar tudo o que queriam, permanecendo, de uma forma sobrenatural, imunes à epidemia.

Quando foram presos, revelaram no julgamento que o segredo para conseguirem escapar da Peste era uma poção mágica que tinha como base o vinagre, ervas sagradas maceradas, assim como outras substâncias, e era confeccionado com orações, cumprindo toda uma ritualística secreta. 

Os ladrões lavavam-se com a poção mágica para manter a imunidade contra todos os males, permanecendo, assim, intocados pela Peste. Sabemos agora, à luz da ciência, que muitas das ervas que entram na composição são desinfectantes e repelentes naturais de parasitas e outros agentes transmissores de doenças.

Todavia, prevalece uma aura de misticismo em torno do Vinagre dos 4 Ladrões, que, não obstante o seu valor enquanto desinfectante, foi pelo seu valor mágico que continuou, ao longo dos séculos e até aos dias de hoje a ser utilizado para protecção contra todo o tipo de malefícios: doenças, azar, inveja, mau-olhado, magia negra, energias obsessoras, trabalhos de feitiçaria, perigos, etc..

Beijos mágicos,

Hazel

Ritual de Banimento Nocturno

São tantos os emails que recebo de pessoas que vivem com medo que alguém lhes tenha "rogado uma praga", "lançado mau-olhado" ou feito um "trabalho de bruxaria", que resolvi escrever este post na esperança de trazer alguma claridade e dissipar as sombras do medo.

Nós somos antenas. Aquilo que emitimos é aquilo que atraímos. Sempre que se focar no medo e na ideia de que os outros conspiram contra si, é isso que vai atrair. Os seus receios vão mesmo materializar-se, mais tarde ou mais cedo. 

Eleve a sua vibração, procure com todas as suas forças viver com alegria, com verdade, auto-confiança e amor (começando pelo amor-próprio). Não existe escudo energético mais poderoso. "És eternamente responsável por aquilo que cativas...", dizia Saint-Exupéry. 
Quase sempre, somos nós que nos auto-sabotamos e achamos que são os outros.

Ainda assim, se acredita mesmo que alguém lhe anda a enviar más energias, deixo-lhe este ritual de banimento para fazer à noite:


Ritual de Banimento Nocturno
(para fazer numa noite de Lua Minguante antes de se deitar)

Acenda 13 velas brancas (podem ser tealights) junto à banheira.
Encha a banheira com água quente e coloque um saco de Banho de Purificação (para não ficar a achar que estou a tentar vender alguma coisa, deixo como alternativa colocar, em vez disso, 7 colheres cheias de sal grosso). Diga o seguinte encantamento: 

O que foi feito, foi feito
Que seja agora desfeito.
Pela luz da Lua Minguante que tudo varre
Limpa-me de todo o lixo e toda a sujidade

Que este feitiço vire tudo do avesso
E me liberte de teias e amarras
Quando eu entrar nesta água sagrada
Que a minha alma seja purificada.

Entre na banheira e molhe o corpo inteiro (cabeça incluída). Diga 3 vezes:

Que todos sejam perdoados e apaziguados
E todo o mal seja desfeito com o Sol da manhã.

Mantenha-se na banheira até que a água arrefeça. Depois seque-se, apague as velas e durma tranquilo. Amanhã é um novo dia.

Envolta em Luz,

Hazel

Oração de protecção contra um cão ameaçador

Ontem, lembrei-me de duas orações muito antigas que me foram ensinadas pela minha mãe depois de, em criança, ter sido mordida por um cão quando vinha da escola.
Ainda hoje me dói a nádega direita só de me lembrar.

Procurei pelas orações no google, e não encontrei nada. Desconheço as suas origens, que me parecem meio cristãs. Embora eu não seja cristã, tenho muito apreço pela velha sabedoria popular e gosto de dar o meu contributo para que ela não se perca no nevoeiro da memória.

São duas orações; uma para cães, outra para cadelas. Conforme aprendi, caso sejamos ameaçados por um cão, nunca devemos fugir ou virar-nos de costas para ele, mas olhá-lo nos olhos, simular o gesto de que lhe vamos atirar uma pedra e dizer em voz alta, com autoridade:

"Tente mão, cão!
Entre ti e mim está São Salomão!"


Ou, caso se trate de uma cadela:

"Tente mão, cadela!
Entre ti e mim está Santa Madalena!"

Lembro-me que a minha mãe garantia que os cães se afastavam. Nunca testei, OK?
Acredito que, mais do que a oração em si, é a postura de autoridade e confiança que poderá afastar o animal ameaçador. Mas as palavras, em si, o velho folclore, também têm o peso da ancestralidade, de uma intenção que foi repetida continuamente ao longo do tempo, criando, assim, um efeito mágico que a ciência não consegue explicar e desvaloriza.
Eu diria que, no fundo, é um pouco de cada...

Honrando a memória da minha ancestralidade,

Hazel

Como Tratar a Ferrugem de um Caldeirão

O caldeirão é um dos objectos ritualísticos mais estimados e preciosos para qualquer bruxa.

Representa o princípio feminino, o útero da Deusa, de onde provém a vida. Os seus três pés simbolizam as três faces da Senhora: Donzela, Mãe e Anciã.

Pode ser utilizado para fazer cozinhados sobre o fogo, poções mágicas, queimar pedidos, colocar velas, queimar ervas, incenso, fazer feitiços, scrying, esconder pequenos tesouros e objectos secretos...

Como o tradicional caldeirão é de ferro, o aparecimento de ferrugem é um problema recorrente que deixa qualquer bruxa de cabelos ainda mais em pé.

Mas... tudo se resolve com dedicação e perseverança. Seguem instruções detalhadas para limpar a ferrugem do seu velho caldeirão:

Num local ao ar livre, onde não haja inconveniente em fazer alguma sujidade, calce umas luvas para proteger as mãos e coloque uma máscara anti-poeira sobre o nariz.

Com uma escova e/ou esfregão de aço (compra-se em qualquer drogaria), esfregue todas as áreas com ferrugem do seu caldeirão como se não existisse amanhã. - Sim, é um trabalho chato e muito demorado...

Uma vez raspada toda a ferrugem, será imprescindível que se faça "a cura" do caldeirão. Seguindo os métodos antigos, coloque uma colher de sopa cheia de gordura/banha dentro do caldeirão, e depois coloque-o sobre o fogo, para que a gordura (ou banha) se expanda por todo o caldeirão, por dentro e por fora. Isso criará uma espécie de capa impermeabilizante, que irá prevenir o reaparecimento de ferrugem.

O caldeirão não deve ser lavado com detergentes, mas apenas com água. Após cada lavagem, deve ser muito bem seco ao Sol ou próximo do fogo e novamente curado (nas curas seguintes, pode usar um pouco de azeite para "besuntá-lo" todo).

Evite mantê-lo tapado para que não crie humidade no interior (humidade = mais ferrugem!!), e mantenha-o sempre em locais secos (não é por acaso que os caldeirões sempre foram vistos pendurados nas lareiras).

Força na peruca, bruxas e bruxos!
Estou convosco. Vamos vencer essa ferrugem malvada.

A mexer o caldeirão,

Hazel

Ritual de Cura e Poder para Mulheres

Todas as Mulheres são Deusas, ainda que não o saibam.
Todas são perfeitas, ainda que não o sintam.


Trago-vos um Ritual de Cura e Empoderamento para vos ajudar a redespertar a Magia e Sacralidade.

Pode ser feito todas as noites, ou, por exemplo, às 6ª feiras, o dia regido por Vénus, caso não consiga fazê-lo diariamente. Copie-o para um papel.

Acenda um incenso e uma vela, e coloque-se nua em frente a um espelho.

Molhe o dedo indicador em óleo essencial (de rosas ou sândalo, por exemplo), ou sangue menstrual, ou água do mar, rio, nascente ou da chuva.

Toque com o dedo indicador, um de cada vez, cada um dos seus chakras principais, dizendo em voz alta:


Tocando o chakra da coroa (topo da cabeça), diga:
"Abençoa-me mãe, porque sou tua filha."

Tocando o chakra da terceira visão (entre as sobrancelhas), diga:
"Abençoa a minha visão, para que eu Te veja na minha vida."

Tocando o chakra da garganta, diga:
"Abençoa a minha voz, para que ela propague o Teu Amor por todos."

Tocando o chakra do coração, diga:
"Abençoa meu coração, para que ele se abra e se encha de Amor por mim mesma e por todos."

Tocando o plexo solar (abaixo das costelas inferiores), diga:
"Abençoa minha energia vital que vem de Ti."

Tocando o chakra sacro (2 cms abaixo do umbigo), diga:
"Abençoa o meu útero e ovários, para que o meu cálice sagrado seja amado, respeitado e reverenciado."

Tocando o chakra de raiz (genitais), diga:
"Abençoa a minha vulva, portal da vida e da morte."

Tocando a planta dos pés, diga:
"Abençoa os meus pés, para que possam percorrer o Teu caminho e o meu."

Tocando a palma de ambas as mãos, diga:
"Abençoa as minhas mãos, para que elas façam o Teu trabalho, que é o meu trabalho neste mundo."

Tocando novamente o chakra da coroa, diga:
"Abençoa-me, Mãe, porque sou tua filha e sou uma parte de Ti."

Agradeça.

(Este ritual não é da minha autoria, desconheço a fonte, e fiz várias alterações)

Em perfeita Harmonia,


Hazel

Oração da Lua para bebés


Esta é uma oração muito antiga e bonita, de raízes pagãs, que conseguiu sobreviver até aos dias de hoje.

Era um ritual que as mães passavam em quase-segredo às filhas, quando estas tinham os seus próprios filhos.

Este quase-secretismo, num tempo em que não havia internet e os livros sobre magia praticamente não existiam, conferia ao ritual uma aura de misticismo inigualável nos dias de hoje.

Os bebés eram, em segredo, "oferecidos" à Lua, para que crescessem sob a sua protecção mágica.

Foi-me ensinada pela minha mãe, que cumpriu este velho costume comigo, como tantas outras mães do seu tempo.

Deve ser feita pela mãe, quando estiver sozinha com o seu bebé, numa noite de Lua Cheia. Pegar no bebé de maneira que a luz da Lua reflicta nele, e dizer:

"Lua, Lua, Luar
Aqui tens o(a) meu(minha) menino(a)
Ajuda-mo(a) a criar
Eu sou Mãe
E Tu és Ama
Cria-o Tu
E eu dou-lhe mama."

Beijos mágicos,

Hazel

A Lua chama pelas Bruxas

Segunda-feira é o dia da semana regido pela Lua e estamos sob uma Lua Cheia que está no seu expoente máximo (ainda que em Vazio de Curso até às 19:06).

Tudo é sentido com grande intensidade.
A Magia espalha-se silenciosamente pela Terra, como um manto.

Uns, não se apercebem de nada, embrenhados que estão no mundo da matéria.

Outros, escutam o chamado e páram as suas actividades mundanas para contemplar e saciar a avidez de Luz Branca.

Escrevi este pequeno texto esta semana, sob os raios dos últimos dias de Lua Crescente, e partilho-o para aqueles que quiserem falar com a Senhora da Magia, fazer pedidos, ou uma simples oferenda de incenso:

Senhora das vestes de madrepérola
Que reinas silenciosamente nos Céus
Envolve-me na tua Luz.

Preenche-me com a tua brancura
Concede-me a tua paz, a tua serenidade.

Dá-me a sabedoria do silêncio que atravessa todas as fases, 
Mesmo as de incerteza.

Abençoa-me com a clarividência que ofereces às escolhidas.
Para que eu saiba sempre. 
E mesmo quando não souber, 
Que o sinta no meu coração.

A 1ª hora nocturna regida pela Lua começa hoje às 22:22 e termina às 23:03 (hora de Lisboa).
Fica a proposta para este começo de semana.

No mundo da Lua,

Hazel

Prece antes de dormir


"Ó Graciosa Deusa
Ó Gracioso Deus

Agora entro no reino dos sonhos
Tecei uma teia protectora de Luz à minha volta

Protegei igualmente
o meu corpo adormecido e o meu espírito

Olhai por mim
até o Sol novamente governar a Terra

Ó Graciosa Deusa
Ó Gracioso Deus
Acompanhai-me durante a noite."


Scott Cunningham (adaptação)
Na teia de luz,

Hazel

Magia para cada dia da semana

Cada dia da semana é regido por um planeta que exerce a sua influência, tanto nos acontecimentos mais simples do quotidiano quanto nos mais complexos rituais de Magia.

Por exemplo, uma 3ª feira não é o dia mais favorável para fazer as pazes com alguém.
Já as 4ª feiras, são excelentes para inaugurar uma loja, os Sábados para limpar a casa e as 2ª feiras para "tomar providências" para engravidar.


Siga as seguintes recomendações para melhor tirar partido da influência planetária quando organizar a sua agenda:

Segunda-feira
- Dia regido pela Lua
Assuntos do foro íntimo feminino.
Tentar engravidar.
Tratamentos de fertilidade.
Adivinhação, estudo de ocultismo, consultas a oráculos.
Introspecção, meditação.
Começar um diário de sonhos.
Actividades que envolvam secretismo.


Terça-feira
- Dia regido por Marte
Auto-afirmação.
Desportos de competição.
Actividades que impliquem auto-confiança, determinação, coragem.
Vencer a preguiça.
Cuidado com os confrontos neste dia, que têm maior tendência para se tornarem acesos e descontrolados.

Quarta-feira
- Dia regido por Mercúrio
Estudo, exames escolares.
Pôr a correspondência em dia.
Escrever, fazer telefonemas, fazer contactos profissionais.
Negócios, trocas comerciais.
Viagens.
Esclarecer divergências.
Leitura de oráculos.
Inaugurações de estabelecimentos abertos ao público.
Palestras, cursos, aulas.

Quinta-feira
- Dia regido por Júpiter
Assuntos legais e financeiros.
Rituais de prosperidade.
Fazer investimentos.
Tratar de assuntos relacionados com heranças e partilhas.
Expandir a actividade profissional.
Tratar de burocracias.
Jogar a dinheiro.

Sexta-feira
- Dia regido por Vénus
Assuntos de amor.
Cuidar da beleza e da auto-estima.
Fazer compras para si ou para a casa.
Reconciliações, amizade.
Jantares românticos.
Dar asas à luxúria.

Sábado
- Dia regido por Saturno
Resolver assuntos kármicos.
Pagar dívidas, amortizar hipotecas.
Limpar a casa.
Exorcismos, limpezas energéticas.
Enfrentar questões dolorosas (luto).

Domingo
- Dia regido pelo Sol
Todas as actividades de cariz expansivo.
Divulgação de produtos ou serviços.
Rituais de cura.
Celebrações, descanso, prazer.

Ansiosa por Sexta-feira,

Hazel

Oração à Mãe Cósmica - para proteger a casa e o amor


Esta oração à Mãe Cósmica, que corresponde à fonte do Amor na sua expressão mais sublime, pode ser realizada em casal, como um acto de Magia a dois.

O seu propósito é criar uma aura da protecção, serenidade, amor, e dissolver ressentimentos, mágoas e encantamentos que possam estar a bloquear o percurso do casal.

Recomendo que seja escolhida uma 6ª feira para o efeito.

Depois de limpar a casa, queime incenso como oferenda e visualize pétalas luminosas de rosa a espalharem-se por todas as divisões da casa. Fale com o coração:

"Ó Ísis! 
Mãe do Cosmos, raiz do amor, tronco, capulho, folha,
flor e semente de tudo o que existe.
A ti, força naturalizante, conjuramos.
Chamamos a Rainha do Espaço e da Noite… 

E beijando os teus olhos amorosos, bebendo o orvalho dos teus lábios,
respirando o doce aroma do teu corpo, nós exclamamos:

Ó, Nuit! 
Tu, eterna seidade do céu, que és a Alma Primordial,
que és o que já foste e o que serás.
Ísis, a quem nenhum mortal levantou o véu.

Quando tu estiveres sob as estrelas irradiantes
do nocturno e profundo céu do deserto,
com pureza de coração e na chama da serpente, nós te chamamos:

RAM-IO… RAM-IO… RAM-IO…"

Sobre pétalas de rosas,

Hazel

O que fazer durante a Lua Minguante



Durante a Lua Minguante, tudo perde um pouco a intensidade. É a lua velha, que varre aquilo que está a mais. Não se começa nada, mas acaba-se o que está por acabar e deita-se fora o que não desejamos manter.

Sintonizando-nos com a sua influência, deixo algumas indicações sobre o que é mais favorável fazer durante esta fase:

- Rituais com a finalidade de eliminar/ afastar situações indesejadas;

- Limpeza energética da casa, para banir más energias;

- Meditação, introspecção, auto-análise;

- Terapias holísticas para resolver assuntos kármicos, negativos;

- Terminar relações negativas;

- Não insistir em projectos que não vingaram até agora, mas aguardar pela Lua Nova para tentar de novo; 

- Limpezas e arrumações domésticas, "destralhar";

- Finalizar trabalhos e assuntos pendentes;

- Fazer revisão de textos ou projectos;

- Colocar o arquivo em dia;

- Balanço de despesas;

- Amortizar dívidas, contrair empréstimos, negociar juros sobre empréstimos;

- Dietas de emagrecimento e desintoxicação;

- Depilação;

- Limpeza de pele;

- Cortar o cabelo, caso pretenda diminuir o volume;

- Tratamentos dentários.

No mundo da Lua,

Hazel

8 superstições que fazem sentido


Que atire o primeiro trevo-de-quatro-folhas quem nunca teve uma superstição. Sem qualquer fundamento científico, as superstições são apenas crenças. Têm de ter um significado, uma lógica, ou uma forte impressão de que produzem algum tipo de efeito para que eu acredite nelas.

Não me importo de abrir um guarda-chuva dentro de casa, mas se vir um quadro torto, vou sempre acertá-lo. Nesta lista, encontram-se as minhas superstições e os seus significados:


1. Pássaros em gaiolas
Um pássaro que vive uma vida inteira numa gaiola, sem liberdade, apenas para satisfazer o egoísmo humano que o aprisiona para escutar o seu canto e apreciar a sua beleza.

As gaiolas, sejam brancas ou douradas, não deixam de ser uma prisão. Impedir uma ave de honrar a sua essência, que é voar em liberdade, é contra-natura e, energeticamente, muito negativo.

Como diz o Sting e com razão, "If you love somebody, set them free". Se ama as aves, cultive plantas, coloque taças com água e comida na varanda ou do lado de fora da sua janela, e deixe-as vir até si. Ou compre um CD com cantos de pássaros.

2. Flores secas
Por muito belos que sejam os arranjos de flores secas, não deixam de ser flores mortas. É como maquilhar um defunto e pô-lo a enfeitar a casa porque é bonito, iaics!
Troque as flores secas por vasos com plantas vivas.

3. Quadros tortos
Quadros tortos criam falta de harmonia e desequilíbrio porque estamos sempre a ver uma imagem torta, desalinhada da linha do horizonte. A propósito, também sente aquela tentação irresistível de endireitar discretamente os quadros tortos quando vai a algum lugar? Alguém que me diga que não estou sozinha nisto.

4. Objectos partidos
Não queria partir-vos o coração com isto, minhas abóborazinhas, mas têm mesmo de deitar fora os vossos tesouros partidos. Não vale a pena colarem. Os antigos diziam, e com razão, "cacos são desgostos". Não vale a pena dizer que isto inclui os espelhos. Ah, vale, vale: isto inclui espelhos!

5. Animais embalsamados
Há gostos para tudo, e há quem goste desta estranha e macabra forma de arte.
Mas ter animais mortos em casa é extremamente negativo. Não transforme a sua casa num cemitério (bater em madeira!); troque os bichinhos embalsamados por quadros com representações deles.

6. Fotografias de entes queridos falecidos
É melhor guardar numa caixa todas as fotos de um ente querido que tenha partido, para podermos revê-las quando quisermos. Tê-las expostas, fazendo parte do nosso dia-a-dia seria como viver no passado. Devemos estar gratos pelo tempo e experiências que partilhámos e deixar quem partiu fazer o seu percurso noutro plano, sem prendê-lo à terra.
Desculpem se magoei alguém. Se for o seu caso, leia aqui sobre como superar as perdas.

7. Relógios parados
Já que falámos em viver no passado, os relógios parados também são proibitivos. Troque as pilhas, dê corda, acerte-os, e coloque-os em movimento. Se os seus fiéis testemunhos da passagem do tempo estiverem avariados, mande-os reparar, venda, dê ou deite fora, mas não os mantenha parados. Relógios parados = vida parada.

8. O quadro do "menino da lágrima" ou qualquer outro no mesmo nível depressivo
Antigamente, era moda. Alguns exemplares eram caríssimos. Mas nem por isso deixavam de ser deprimentes e negativos, com os meninos maltratados, sujos, esfarrapados e a chorar. Existem umas histórias por detrás dos quadros, sobre miséria, violência e abusos às crianças retratadas que os conseguem tornar ainda mais negativos do que já são. Fogo neles!

9. A sogra! - Estou a brincar, estou a brincar!

E agora, algo que Sorte: gatos pretos! Não precisam de fazer figas: os gatos pretos, como o da foto, não trazem má sorte, mas Boa Sorte e Protecção.

De vassoura na mão,

Hazel
Foto licença CC 2.0 por OiMax no Flickr

As 8 virtudes do Mago


Que em mim e em cada passo que dou, haja Beleza e Força, Poder e Compaixão, Honra e Humildade, Alegria e Reverência.

Quer seja estudante/praticante de Paganismo ou não, as 8 Virtudes são guias de vida que podem ser verdadeiramente transformadores para quem queira vivenciá-las:

1. Beleza
Não se limitando à beleza exterior, acima de tudo, a Beleza manifesta-se pela aceitação de quem realmente somos, na perfeição que há em cada um, com todos os seus pontos luminosos e os recantos mais obscuros. É no equilíbrio do Todo que se encontra a Beleza e cabe ao Mago descobri-la em si, na Natureza e nas pequenas bênçãos que a vida revela.

2. Força
Não é a força "bruta" mas o oposto: a capacidade de manter a delicadeza, serenidade e firmeza perante a adversidade. No Tarot, o arcano "A Força" é muitas vezes representado por uma mulher que domina um leão feroz com uma flor. Força nas convicções, capacidade de pensar por si mesmo.

3. Poder
Não confundir com a ideia errada de "ter poder sobre os outros". Todo o desafio passa-se dentro de nós. O Poder refere-se à capacidade de mudar a realidade individual, de superar as próprias limitações, de controlar e direccionar a própria energia com lucidez.

4. Compaixão
É através do exercício da Compaixão que o amor neutro flui, não apenas pelos outros, mas também por si mesmo. Sem cobranças, sem culpa, sem comparações, sem limitações.

5. Honra
A Honra passa por ser-se honesto consigo mesmo e com os outros. Significa viver segundo os princípios que se abraçou, manter os compromissos e honrar o valor da palavra. Falar com a consciência de que a palavra é criadora e transformadora.

6. Humildade
Não é um sinónimo de fraqueza ou de ser-se menos digno/merecedor, mas de saber reconhecer e abraçar tanto as próprias qualidades quanto as imperfeições, amando-as por igual, para aprender a sublimá-las na mesma medida. O excesso de orgulho pode anteceder a queda; pés sempre bem assentes na terra.

7. Alegria
Alegria implica leveza, prazer, sentido de humor. Não se levar a si mesmo tão a sério. Nem aos outros. Explorar os pequenos momentos cheios de significado e cor que a vida proporciona àqueles que têm a capacidade de ver. Receber as mensagens que o Universo nos envia. A Alegria é um dos ingredientes que melhor põem o mundo em movimento.

8. Reverência
Nutrir profundo respeito e devoção pelos Velhos Deuses e por tudo o que é sagrado, como o sopro de vida propriamente dito, nós mesmos, toda a Natureza e o planeta Terra. Respeito pelo nosso próprio corpo. Sabedoria para fazer as melhores escolhas (mesmo que não o pareçam aos outros). Gratidão por todas as bênçãos recebidas diariamente.

Não se fique apenas pela minha interpretação de cada virtude. Desenvolva as suas, reconheça-as nos seus actos, na sua vida e no Universo. Sinta-as. Viva-as.

Beijos virtuosos,

Hazel

Oração a Iemanjá


Iemanjá é uma divindade conhecida como a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios ou do mar. A mãe das águas. A Senhora do Mar.

As suas lágrimas transformam-se num rio que corre em direcção ao mar. Por esse motivo, um dos locais mais mágicos para o seu culto é, justamente, onde as águas dos rios se encontram com as águas do mar, formando espuma.

Iemanjá é a mãe de toda a Humanidade, protectora, que dá alento, orientação e conforto nos momentos difíceis e traz abundância.

Atende os pedidos que sejam feitos do coração.
Agradam-lhe as oferendas de flores e de música.
Para comunicar com esta entidade, faça-o de coração aberto, como uma criança que fala com a sua mãe. Peça e aguarde.

Oração a Iemanjá

"Odoiá, odoiá, Iemanjá,
Rainha das Ondas, sereia do mar.
Como é belo o teu canto, Senhora!
Quem o escuta, chora, mãe das águas,
Do oceano, soberana.
Dá-me sucesso, evolução e vitória.
Abre os meus caminhos, cuida de mim.
Que as águas sagradas do oceano lavem a minha alma.
Abençoa, mãe, a minha família e os meus amigos.
Permite que o amor seja a nossa maior fonte de energia.
Sou as tuas águas, as tuas ondas, e tu, Senhora, cuidas dos meus caminhos.
Iemanjá, no teu poder confio."

Sobre as ondas do mar,

Hazel

O uso dos pêndulos

As origens do uso do pêndulo perdem-se na noite dos tempos, sendo ancestralmente utilizado para detectar pontos de água subterrâneos, petróleo, minérios, encontrar tesouros, localizar pessoas, detectar granadas e minas enterradas, etc..

Esta ciência milenar dá pelo nome de Radiestesia, que vem do latim radius = radiação e do grego aisthesis = sensibilidade.

O pêndulo sempre foi utilizado nas mais diversas áreas; na agricultura, para escolher as melhores terras para fazer sementeira. Na navegação, para detectar o posicionamento de submarinos em cartas e mapas (na Segunda Guerra Mundial).

Os Druidas sempre recorreram às práticas de Radiestesia para, de acordo com as linhas magnéticas da Terra, escolher os locais mais favoráveis para os cultos pagãos.
Os chineses fugiam das "Garras do Dragão" (radiações nocivas para a saúde) detectando-as com a Radiestesia.

Na terapia Reiki, o pêndulo é utilizado para detectar pontos do corpo em desequilíbrio vibracional e estabelecer um esquema de tratamento. O uso do pêndulo como forma de comunicação com o nosso "Eu Superior", os Anjos e outras entidades pode revelar-se uma experiência absolutamente assombrosa. Há quem o utilize para adivinhação, colocando-lhe perguntas simples, de resposta "sim", "não", ou até mesmo para saber o sexo dos bebés.

Muitos terapeutas recorrem ao pêndulo para estabelecer a combinação ideal de ervas, essências ou florais de Bach para tratamento.

Quando perdemos um objecto, podemos percorrer a casa toda com o pêndulo para localizá-lo. São imensas as suas aplicações!

Quando um pêndulo é adquirido, a primeira coisa a fazer será limpá-lo energeticamente com Reiki ou através de defumação com incenso natural. Depois, devemos relaxar o corpo, serenar a mente, calibrar o pêndulo, e estará pronto a ser utilizado.

Hazel

Oração para pedir Inspiração

A oração é um dos veículos que existem para comunicarmos e nos sintonizarmos com os nossos Deuses, os nossos Guias - ou o que lhe queiram chamar.

Nem sempre uma oração tem de estar associada à súplica, ao desespero, à culpa ou ao medo incutido pelas instituições religiosas. Nada disso!

Fazer uma oração é como pegar no telefone para falar com os Deuses - que me perdoem os de ideologia mais rígida e tradicionalista, mas eu gosto de ver as coisas de forma simplificada.

Orar é falar. E falar é uma capacidade que todos temos, independentemente de qualquer religião.

Partilho esta bela e antiga oração para pedir inspiração, que li alto hoje de manhã, antes de começar a trabalhar. Ponha um incenso a queimar, respire fundo e leia:

Oração para pedir Inspiração

"Peço aos espíritos amigos e simpáticos, principalmente os entendidos no assunto, que me dêem inspiração para iniciar, prosseguir e terminar o trabalho que proponho realizar, relativo a (dizer o nome do que se pretende fazer).

Que as ideias aflorem na minha mente em concordância com a tarefa; que influências estranhas não perturbem a disciplina, a ordem e o bom andamento da obra e, no final, a sua conclusão venha a coroar ou premiar os esforços que envidei no sentido de realizar, criar e terminá-la com relativa perfeição, objectivo ou utilidade em benefício de pessoas necessitadas na sua criação."
in "O Livro do Exorcista", Editora Novalis
Beijos inspirados,



Japamala





Um japamala é composto por 108 contas de madeira que servem de guia na entoação de mantras ou orações, formando uma corrente de energia. Não é preciso seguir uma religião em particular para fazer uso do Japamala, basta compreender o seu significado.

Japa = repetição/sussurrar
Mala = corrente/colar.

A sua utilização regular aumenta a capacidade de concentração, clareia e serena a mente, acalma a ansiedade, facilita a ascensão para estados meditativos e, por conseguinte, para o contacto com os planos divinos.

De acordo com os escritos dos Vedas, o 108 é o número em que se divide o tempo entre passado, presente e futuro. O diâmetro do Sol tem 108 vezes o diâmetro da Terra.

Como utilizar?
Segura-se o Japamala com uma mão, mantendo-se os dedos mínimo, anelar e médio unidos, com o Japamala apoiado sobre o dedo médio. O polegar puxa as contas na nossa direcção, uma para cada mantra entoado. Começa-se sempre a partir da conta mais próxima do Meru (a "vassourinha" vermelha). Considera-se que Meru simboliza Deus, pelo que nunca se passa por cima dele. Assim, quando chegamos ao Meru, se quisermos continuar, temos de voltar atrás.

Quanto mais utilizar o seu Japamala, mais ele absorverá a sua energia, tornando-se um objecto sagrado, um talismã que atrairá sorte, protecção, abundância, plenitude, concentração e realização espiritual. 

Sob os auspícios de 108 mantras,

Hazel