Pulseiras gregas de Martis


No último dia do mês de Fevereiro, cumpre-se a tradição de origem grega Martis  (ou Martiá), de onde deriva o nome do mês de Março. Fazem-se pulseiras para celebrar e dar as boas-vindas à chegada da Primavera.

As pulseiras (que se chamam kroki, na Grécia) são feitas com fios de lã vermelha e lã branca, que se entrançam, ou torcem, conforme a preferência – e habilidade 🙂 – de cada um.

Colocam-se no pulso direito e no tornozelo esquerdo no primeiro dia de Março e aí permanecem até ao último dia do mesmo mês.

O branco representa a pureza e limpeza dos ventos da Primavera, e o vermelho a protecção, a vida e a paixão. Acreditava-se, nos tempos antigos, que as krokis protegiam contra todo o tipo de malefícios, doenças, e até mesmo dos primeiros raios de Sol de Março.

No último dia de Março podem ser queimadas nas fogueiras, ou penduradas nos ramos das árvores sem dar nó, para que os pássaros as possam recolher e aproveitar para construir os seus ninhos.

Preparada para a Primavera,

Hazel

Pequenos rituais para fazer em Samhain


A caixa de correio da Casa Claridade está a transbordar de mensagens a pedir sugestões de rituais simples para fazer durante a noite de 31 de Outubro. Ora, para quem deseja celebrar:

Queima de pedidos
Acendem-se duas velas, uma branca e uma preta, e coloca-se cada uma dentro de um caldeirão (ou noutro recipiente qualquer, caso não tenha caldeirões). Cada pessoa recebe dois papéis. Num, escreve o que deseja conquistar ao longo do próximo ciclo. No outro, escreve aquilo que deseja deixar para trás. Dobram-se e queima-se na vela branca o papel onde se escreveu o que se deseja conquistar, e na vela preta o que se deseja abandonar.

Honrar os ancestrais
Nesta época em que a ligação com os mundos subtis se encontra mais estreita, é da tradição colocar na mesa de jantar um lugar a mais e servir um prato para os ancestrais.

Acender velas à janela
Com o devido cuidado para não incendiar as cortinas, podem acender-se velas e colocar no parapeito da janela ou na varanda para iluminar o caminho das almas que partiram e para oferecer essa mesma luz aos nossos ancestrais que viajaram para o outro lado do véu.

Fazer uma trança da bruxa
A trança da bruxa faz-se com três cordas ou fitas nas cores que representem o desejo que se pretende formular. Enquanto se entrançam as fitas (ou cordas) podem entoar-se mantras, palavras de poder, verbalizar o desejo baixo, cantar, ou simplesmente guardar silêncio e concentração absoluta no pedido. A trança, uma vez finalizada, pode ser pendurada na cozinha ou noutro lugar mais reservado da casa.

Consultas de oráculos
Aproveitando a existência de uma comunicação mais clara com os planos subtis, que aguça as capacidades intuitivas e propicia as respostas vindas de muito longe, fazem-se consultas de oráculos onde se recebem orientações para o ciclo que se inicia. Quem quiser marcar uma consulta de Tarot comigo, poderá fazê-lo em Oeiras, Carcavelos ou online. Contacto por email: casa.claridade@gmail.com

Cozinhados mágicos
Cozinhar como um ritual mágico, dizendo baixinho encantamentos enquanto se mexem e adicionam os ingredientes. Nesta época, são da tradição o vinho quente com flores, frutas e especiarias, bolinhos e sopa de abóbora, cidra de maçã, hidromel, tarte de maçã, maçã assada.

A todos os que acompanham a Casa Claridade, os meus desejos de maravilhosas celebrações.

Hazel
foto: Kristina Paukshtite, licença CC0

A Lenda e a Simbologia da Dança dos 7 Véus


A origem da enigmática e fascinante "Dança dos Sete Véus" é tão difusa e volúvel quanto o é todo o Mistério Feminino. Ainda que exista uma ideia (errada) de que é uma espécie de striptease, tal não poderia estar mais longe da verdade.

A Dança dos Sete Véus é uma forma de arte riquíssima em simbologia mágica onde se faz uma teatralização do processo iniciático.

A lenda da descida aos Submundos pela Deusa Babilónica Ishtar (Senhora do Amor, da Fertilidade e da Guerra), poderá estar na origem desta dança:


Ishtar viajou através do reino dos mortos para resgatar o seu amado Tammuz. Teve de atravessar 7 portais, cada um guardado por 7 demónios.

Para poder passar cada portal, foi-lhe exigido que deixasse ficar um dos seus pertences que representava um atributo de que ia prescindindo: beleza, fertilidade, amor, saúde, magia, poder e o domínio sobre as estações do ano.

Todas as jóias e véus que levava iam ficando para trás ao longo da descida. Quando passou o último portal, estava completamente nua.

O cair dos véus representa o revelar dos mistérios outrora ocultos, a abertura da visão, o despertar da consciência.

Simboliza também a troca inevitável imposta pelo eterno girar da Roda da Fortuna: é preciso deixar ir, abdicar do que nos é precioso, desapegando-nos da ilusão de posse, para conquistar algo grandioso.

Seja no mundo dos homens, seja no dos Deuses, não existem espaços vazios; há que pagar um preço por cada degrau evolutivo da longa escadaria da ascensão espiritual. Para andar para a frente, tem que se deixar algo para trás.


A ascensão faz-se para baixo e não para cima - é no mergulho nos submundos que nos despimos das máscaras sociais e encaramos o nu visceral da Verdade, regressando, assim, à Essência. Como uma semente que precisa das profundezas da terra para poder germinar, e só assim consegue romper a superfície do solo em direcção ao Sol.

Abreviando a lenda, que é extensa, Ishtar revela a sua verdadeira essência e une-se a Tammuz, tornando-se a guardiã das chaves dos portais, que abrem apenas para os Iniciados.

É-me inevitável olhar para esta representação da Deusa Ishtar sem associá-la à carta de Tarot "O Mundo".

Na carta XXI (21 = 3 ciclos de 7), "O Mundo", vemos uma mulher (os Mistérios e o atravessar dos portais são assuntos eternamente ligados ao sexo feminino; as mulheres são, em si, o portal da vida e da morte), nua (porque está na sua essência e, portanto, dispensa artifícios), e que segura as duas varinhas (detém as chaves do Conhecimento).

O véu que serpenteia o corpo nu, uma alusão ao Conhecimento desvendado. Tal como Ishtar, acompanhada pelos 4 guardiões. A derradeira representação da Iniciação.

Diz-se que os sete véus correspondem às sete cores do arco-íris, as sete notas musicais, as sete virtudes os sete vícios, os sete planetas, os sete chakras: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul-claro, violeta (ou azul-índigo) e branco.

O número 7 é considerado o número da perfeição, por ser a soma do 3 (Céu/Espírito) com o 4 (Terra/Matéria); ou seja, a fusão dos mundos. A Totalidade.

Idealmente, as cores dos véus são as dos sete chakras principais, e a retirada de cada véu é acompanhada de movimentos corporais com ondulações e/ou marcações na zona do corpo que é revelada e que corresponde ao chackra que é "descoberto".

Respondendo à pergunta que paira na mente dos mais púdicos, a verdadeira nudez é um conceito mais profundo que um corpo sem roupa. Não existe nudez física na Dança dos Sete Véus. Os véus vão caindo, mas a roupa permanece vestida. Porque é a alma que se desnuda, e não o corpo.

 

No limiar dos portais,

Hazel

Vinagre dos Quatro Ladrões

O Vinagre dos 4 Ladrões é um preparado que teve origens na Baixa Idade Média, durante o tenebroso período da Peste Negra na Europa.

Cerca de um terço da população europeia foi colhida pela foice implacável da morte. Naturalmente, supunha-se que a Peste era obra do Diabo!

Contudo, havia um grupo de quatro ladrões que tinham a audácia de invadir as casas dos moribundos, e roubar tudo o que queriam, permanecendo, de uma forma sobrenatural, imunes à epidemia.

Quando foram presos, revelaram no julgamento que o segredo para conseguirem escapar da Peste era uma poção mágica que tinha como base o vinagre, ervas sagradas maceradas, assim como outras substâncias, e era confeccionado com orações, cumprindo toda uma ritualística secreta. 

Os ladrões lavavam-se com a poção mágica para manter a imunidade contra todos os males, permanecendo, assim, intocados pela Peste. Sabemos agora, à luz da ciência, que muitas das ervas que entram na composição são desinfectantes e repelentes naturais de parasitas e outros agentes transmissores de doenças.

Todavia, prevalece uma aura de misticismo em torno do Vinagre dos 4 Ladrões, que, não obstante o seu valor enquanto desinfectante, foi pelo seu valor mágico que continuou, ao longo dos séculos e até aos dias de hoje a ser utilizado para protecção contra todo o tipo de malefícios: doenças, azar, inveja, mau-olhado, magia negra, energias obsessoras, trabalhos de feitiçaria, perigos, etc..

Beijos mágicos,

Hazel

Ritual de Banimento Nocturno

São tantos os emails que recebo de pessoas que vivem com medo que alguém lhes tenha "rogado uma praga", "lançado mau-olhado" ou feito um "trabalho de bruxaria", que resolvi escrever este post na esperança de trazer alguma claridade e dissipar as sombras do medo.

Nós somos antenas. Aquilo que emitimos é aquilo que atraímos. Sempre que se focar no medo e na ideia de que os outros conspiram contra si, é isso que vai atrair. Os seus receios vão mesmo materializar-se, mais tarde ou mais cedo. 

Eleve a sua vibração, procure com todas as suas forças viver com alegria, com verdade, auto-confiança e amor (começando pelo amor-próprio). Não existe escudo energético mais poderoso. "És eternamente responsável por aquilo que cativas...", dizia Saint-Exupéry. 
Quase sempre, somos nós que nos auto-sabotamos e achamos que são os outros.

Ainda assim, se acredita mesmo que alguém lhe anda a enviar más energias, deixo-lhe este ritual de banimento para fazer à noite:


Ritual de Banimento Nocturno
(para fazer numa noite de Lua Minguante antes de se deitar)

Acenda 13 velas brancas (podem ser tealights) junto à banheira.
Encha a banheira com água quente e coloque um saco de Banho de Purificação (para não ficar a achar que estou a tentar vender alguma coisa, deixo como alternativa colocar, em vez disso, 7 colheres cheias de sal grosso). Diga o seguinte encantamento: 

O que foi feito, foi feito
Que seja agora desfeito.
Pela luz da Lua Minguante que tudo varre
Limpa-me de todo o lixo e toda a sujidade

Que este feitiço vire tudo do avesso
E me liberte de teias e amarras
Quando eu entrar nesta água sagrada
Que a minha alma seja purificada.

Entre na banheira e molhe o corpo inteiro (cabeça incluída). Diga 3 vezes:

Que todos sejam perdoados e apaziguados
E todo o mal seja desfeito com o Sol da manhã.

Mantenha-se na banheira até que a água arrefeça. Depois seque-se, apague as velas e durma tranquilo. Amanhã é um novo dia.

Envolta em Luz,

Hazel

Oração de protecção contra um cão ameaçador

Ontem, lembrei-me de duas orações muito antigas que me foram ensinadas pela minha mãe depois de, em criança, ter sido mordida por um cão quando vinha da escola.
Ainda hoje me dói a nádega direita só de me lembrar.

Procurei pelas orações no google, e não encontrei nada. Desconheço as suas origens, que me parecem meio cristãs. Embora eu não seja cristã, tenho muito apreço pela velha sabedoria popular e gosto de dar o meu contributo para que ela não se perca no nevoeiro da memória.

São duas orações; uma para cães, outra para cadelas. Conforme aprendi, caso sejamos ameaçados por um cão, nunca devemos fugir ou virar-nos de costas para ele, mas olhá-lo nos olhos, simular o gesto de que lhe vamos atirar uma pedra e dizer em voz alta, com autoridade:

"Tente mão, cão!
Entre ti e mim está São Salomão!"


Ou, caso se trate de uma cadela:

"Tente mão, cadela!
Entre ti e mim está Santa Madalena!"

Lembro-me que a minha mãe garantia que os cães se afastavam. Nunca testei, OK?
Acredito que, mais do que a oração em si, é a postura de autoridade e confiança que poderá afastar o animal ameaçador. Mas as palavras, em si, o velho folclore, também têm o peso da ancestralidade, de uma intenção que foi repetida continuamente ao longo do tempo, criando, assim, um efeito mágico que a ciência não consegue explicar e desvaloriza.
Eu diria que, no fundo, é um pouco de cada...

Honrando a memória da minha ancestralidade,

Hazel

Como Tratar a Ferrugem de um Caldeirão

O caldeirão é um dos objectos ritualísticos mais estimados e preciosos para qualquer bruxa.

Representa o princípio feminino, o útero da Deusa, de onde provém a vida. Os seus três pés simbolizam as três faces da Senhora: Donzela, Mãe e Anciã.

Pode ser utilizado para fazer cozinhados sobre o fogo, poções mágicas, queimar pedidos, colocar velas, queimar ervas, incenso, fazer feitiços, scrying, esconder pequenos tesouros e objectos secretos...

Como o tradicional caldeirão é de ferro, o aparecimento de ferrugem é um problema recorrente que deixa qualquer bruxa de cabelos ainda mais em pé.

Mas... tudo se resolve com dedicação e perseverança. Seguem instruções detalhadas para limpar a ferrugem do seu velho caldeirão:

Num local ao ar livre, onde não haja inconveniente em fazer alguma sujidade, calce umas luvas para proteger as mãos e coloque uma máscara anti-poeira sobre o nariz.

Com uma escova e/ou esfregão de aço (compra-se em qualquer drogaria), esfregue todas as áreas com ferrugem do seu caldeirão como se não existisse amanhã. - Sim, é um trabalho chato e muito demorado...

Uma vez raspada toda a ferrugem, será imprescindível que se faça "a cura" do caldeirão. Seguindo os métodos antigos, coloque uma colher de sopa cheia de gordura/banha dentro do caldeirão, e depois coloque-o sobre o fogo, para que a gordura (ou banha) se expanda por todo o caldeirão, por dentro e por fora. Isso criará uma espécie de capa impermeabilizante, que irá prevenir o reaparecimento de ferrugem.

O caldeirão não deve ser lavado com detergentes, mas apenas com água. Após cada lavagem, deve ser muito bem seco ao Sol ou próximo do fogo e novamente curado (nas curas seguintes, pode usar um pouco de azeite para "besuntá-lo" todo).

Evite mantê-lo tapado para que não crie humidade no interior (humidade = mais ferrugem!!), e mantenha-o sempre em locais secos (não é por acaso que os caldeirões sempre foram vistos pendurados nas lareiras).

Força na peruca, bruxas e bruxos!
Estou convosco. Vamos vencer essa ferrugem malvada.

A mexer o caldeirão,

Hazel

Ritual de Cura e Poder para Mulheres

Todas as Mulheres são Deusas, ainda que não o saibam.
Todas são perfeitas, ainda que não o sintam.


Trago-vos um Ritual de Cura e Empoderamento para vos ajudar a redespertar a Magia e Sacralidade.

Pode ser feito todas as noites, ou, por exemplo, às 6ª feiras, o dia regido por Vénus, caso não consiga fazê-lo diariamente. Copie-o para um papel.

Acenda um incenso e uma vela, e coloque-se nua em frente a um espelho.

Molhe o dedo indicador em óleo essencial (de rosas ou sândalo, por exemplo), ou sangue menstrual, ou água do mar, rio, nascente ou da chuva.

Toque com o dedo indicador, um de cada vez, cada um dos seus chakras principais, dizendo em voz alta:


Tocando o chakra da coroa (topo da cabeça), diga:
"Abençoa-me mãe, porque sou tua filha."

Tocando o chakra da terceira visão (entre as sobrancelhas), diga:
"Abençoa a minha visão, para que eu Te veja na minha vida."

Tocando o chakra da garganta, diga:
"Abençoa a minha voz, para que ela propague o Teu Amor por todos."

Tocando o chakra do coração, diga:
"Abençoa meu coração, para que ele se abra e se encha de Amor por mim mesma e por todos."

Tocando o plexo solar (abaixo das costelas inferiores), diga:
"Abençoa minha energia vital que vem de Ti."

Tocando o chakra sacro (2 cms abaixo do umbigo), diga:
"Abençoa o meu útero e ovários, para que o meu cálice sagrado seja amado, respeitado e reverenciado."

Tocando o chakra de raiz (genitais), diga:
"Abençoa a minha vulva, portal da vida e da morte."

Tocando a planta dos pés, diga:
"Abençoa os meus pés, para que possam percorrer o Teu caminho e o meu."

Tocando a palma de ambas as mãos, diga:
"Abençoa as minhas mãos, para que elas façam o Teu trabalho, que é o meu trabalho neste mundo."

Tocando novamente o chakra da coroa, diga:
"Abençoa-me, Mãe, porque sou tua filha e sou uma parte de Ti."

Agradeça.

(Este ritual não é da minha autoria, desconheço a fonte, e fiz várias alterações)

Em perfeita Harmonia,


Hazel

Oração da Lua para bebés


Esta é uma oração muito antiga e bonita, de raízes pagãs, que conseguiu sobreviver até aos dias de hoje.

Era um ritual que as mães passavam em quase-segredo às filhas, quando estas tinham os seus próprios filhos.

Este quase-secretismo, num tempo em que não havia internet e os livros sobre magia praticamente não existiam, conferia ao ritual uma aura de misticismo inigualável nos dias de hoje.

Os bebés eram, em segredo, "oferecidos" à Lua, para que crescessem sob a sua protecção mágica.

Foi-me ensinada pela minha mãe, que cumpriu este velho costume comigo, como tantas outras mães do seu tempo.

Deve ser feita pela mãe, quando estiver sozinha com o seu bebé, numa noite de Lua Cheia. Pegar no bebé de maneira que a luz da Lua reflicta nele, e dizer:

"Lua, Lua, Luar
Aqui tens o(a) meu(minha) menino(a)
Ajuda-mo(a) a criar
Eu sou Mãe
E Tu és Ama
Cria-o Tu
E eu dou-lhe mama."

Beijos mágicos,

Hazel

A Lua chama pelas Bruxas

Segunda-feira é o dia da semana regido pela Lua e estamos sob uma Lua Cheia que está no seu expoente máximo (ainda que em Vazio de Curso até às 19:06).

Tudo é sentido com grande intensidade.
A Magia espalha-se silenciosamente pela Terra, como um manto.

Uns, não se apercebem de nada, embrenhados que estão no mundo da matéria.

Outros, escutam o chamado e páram as suas actividades mundanas para contemplar e saciar a avidez de Luz Branca.

Escrevi este pequeno texto esta semana, sob os raios dos últimos dias de Lua Crescente, e partilho-o para aqueles que quiserem falar com a Senhora da Magia, fazer pedidos, ou uma simples oferenda de incenso:

Senhora das vestes de madrepérola
Que reinas silenciosamente nos Céus
Envolve-me na tua Luz.

Preenche-me com a tua brancura
Concede-me a tua paz, a tua serenidade.

Dá-me a sabedoria do silêncio que atravessa todas as fases, 
Mesmo as de incerteza.

Abençoa-me com a clarividência que ofereces às escolhidas.
Para que eu saiba sempre. 
E mesmo quando não souber, 
Que o sinta no meu coração.

A 1ª hora nocturna regida pela Lua começa hoje às 22:22 e termina às 23:03 (hora de Lisboa).
Fica a proposta para este começo de semana.

No mundo da Lua,

Hazel

Prece antes de dormir


"Ó Graciosa Deusa
Ó Gracioso Deus

Agora entro no reino dos sonhos
Tecei uma teia protectora de Luz à minha volta

Protegei igualmente
o meu corpo adormecido e o meu espírito

Olhai por mim
até o Sol novamente governar a Terra

Ó Graciosa Deusa
Ó Gracioso Deus
Acompanhai-me durante a noite."


Scott Cunningham (adaptação)
Na teia de luz,

Hazel

Magia para cada dia da semana

Cada dia da semana é regido por um planeta que exerce a sua influência, tanto nos acontecimentos mais simples do quotidiano quanto nos mais complexos rituais de Magia.

Por exemplo, uma 3ª feira não é o dia mais favorável para fazer as pazes com alguém.
Já as 4ª feiras, são excelentes para inaugurar uma loja, os Sábados para limpar a casa e as 2ª feiras para "tomar providências" para engravidar.


Siga as seguintes recomendações para melhor tirar partido da influência planetária quando organizar a sua agenda:

Segunda-feira
- Dia regido pela Lua
Assuntos do foro íntimo feminino.
Tentar engravidar.
Tratamentos de fertilidade.
Adivinhação, estudo de ocultismo, consultas a oráculos.
Introspecção, meditação.
Começar um diário de sonhos.
Actividades que envolvam secretismo.


Terça-feira
- Dia regido por Marte
Auto-afirmação.
Desportos de competição.
Actividades que impliquem auto-confiança, determinação, coragem.
Vencer a preguiça.
Cuidado com os confrontos neste dia, que têm maior tendência para se tornarem acesos e descontrolados.

Quarta-feira
- Dia regido por Mercúrio
Estudo, exames escolares.
Pôr a correspondência em dia.
Escrever, fazer telefonemas, fazer contactos profissionais.
Negócios, trocas comerciais.
Viagens.
Esclarecer divergências.
Leitura de oráculos.
Inaugurações de estabelecimentos abertos ao público.
Palestras, cursos, aulas.

Quinta-feira
- Dia regido por Júpiter
Assuntos legais e financeiros.
Rituais de prosperidade.
Fazer investimentos.
Tratar de assuntos relacionados com heranças e partilhas.
Expandir a actividade profissional.
Tratar de burocracias.
Jogar a dinheiro.

Sexta-feira
- Dia regido por Vénus
Assuntos de amor.
Cuidar da beleza e da auto-estima.
Fazer compras para si ou para a casa.
Reconciliações, amizade.
Jantares românticos.
Dar asas à luxúria.

Sábado
- Dia regido por Saturno
Resolver assuntos kármicos.
Pagar dívidas, amortizar hipotecas.
Limpar a casa.
Exorcismos, limpezas energéticas.
Enfrentar questões dolorosas (luto).

Domingo
- Dia regido pelo Sol
Todas as actividades de cariz expansivo.
Divulgação de produtos ou serviços.
Rituais de cura.
Celebrações, descanso, prazer.

Ansiosa por Sexta-feira,

Hazel