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Dia da Mãe

O meu filho tem 3 anos. É o meu maior tesouro.
Quando nasceu, foi o momento mais feliz da minha vida. Nunca me havia sentido tão grata por existir, como naquela madrugada.
Nesse momento, senti que não precisava de mais nada. Tinha tudo. Ele era (e é) tudo.

Deixei o meu emprego para poder ficar com ele e ser mãe a tempo inteiro.
Foi uma decisão que me trouxe muita paz e momentos felizes.

O primeiro sorriso, os primeiros passinhos, as primeiras palavras, o primeiro cocó no bacio… Estive presente em tudo. Ensinei, protegi, criei, amei, partilhei, brinquei, aprendi, cuidei, alimentei, embalei… e a tarefa ainda mal começou.

Jamais esquecerei um final de tarde em que estávamos os dois sozinhos em casa. Ele tinha apenas alguns meses. O Sol tinha acabado de se pôr, e eu tinha-o deixado na cadeirinha de comer, enquanto fui fechar as persianas todas.

Ele não gostou de ficar sozinho na cozinha, e queria chamar-me, mas não sabia falar; ainda estava a aprender os primeiros sons.
O meu coração deu um salto quando ouvi aquela vozinha dizer “Ámé… ámé… ámé…”
Foi a forma que ele encontrou, na sua linguagem de bebé, de dizer a palavra “mamã”.

Momento maravilhoso. Feliz e inesquecível.

Estou muito grata pelo filho que tenho, por ter tido a possibilidade e a coragem para abandonar o "emprego certinho" para ser eu mesma a criá-lo, por nunca me ter faltado nada, e pelos momentos únicos que tenho tido.
Cronista, Viajante no Tempo, Terapeuta, Taróloga, Tradutora, Professora.