O cálido raio de Sol atravessa silenciosamente as vidraças da janela e ilumina a casa sombria.
Dançam no ar partículas de pó com séculos de existência. Revelam-se colchas de malha ratadas pelas traças, livros bolorentos e o que resta de um colar de pérolas espalhadas pelo chão. Ferve-se um chá de verbena para espantar a tristeza e varre-se sem parar.
Deixei a vassoura a varrer sozinha enquanto mostro ao raio de Sol todos os cantos escuros.
Faz favor, é por aqui, raio de Sol. No fundo do roupeiro. Nos armários da cozinha.
Atrás dos móveis. Ao lado do sofá. E no fundo da minha alma.
O raio de Sol percorre tudo. Leva tempo, mas ele chega aos cantinhos todos.
Hazel
