11 anos a escrever


Hoje a Casa Claridade celebra onze anos de vida. Como já é tradição, neste aniversário desvendo onze factos aleatórios:

1. Escrevo quase sempre primeiro em papel, num caderno velho com marcas de maçãs acabadas de comer. Só depois transcrevo para o computador;

2. Tenho sempre esse caderno na mesa-de-cabeceira, vários na gaveta da secretária, um no carro e outro que anda comigo na mala;

3. Uso lápis ou lapiseiras velhos ou caneta Bic laranja para escrever;

4. Alguns dos meus textos são resultantes de ideias que tive durante o sono e que escrevi no caderno a meio da noite;

5. Gosto especificamente de usar cadernos velhos, muitos já sem metade das folhas;

6. Quando acabo de publicar um texto, sinto-me a criatura mais feliz do mundo;

7. Já escrevi estirada no sofá, imersa na banheira, na cama, na secretária, na varanda, sentada no chão, no carro, em mesas de café, na rua, no comboio, em bancos de jardim e paragens de autocarro;

8. Não consigo escrever se me aperceber que alguém está a olhar para mim. É um acto íntimo, apesar de poder fazê-lo na rua;

9. Sou uma observadora atenta do comportamento humano. Tudo e todos são matéria-prima saborosa e suculenta que poderei utilizar para os meus textos;

10. No momento em que escrevo, não penso em quem poderá ler ou se os leitores irão ou não gostar. Não o faço por egoísmo, mas por necessidade de liberdade absoluta;

11. Na verdade, quando escrevo faço-o como se não estivesse a escrever, mas a falar, com toda a confiança que não tenho.

Muitas graças a todos por me acompanharem.

Hazel

Presente de Natal da Myprotein


Obrigada, Myprotein, pelo presente enviado!

O Natal ainda não chegou, mas a Myprotein enviou alguns produtos para a vossa escriba experimentar. Foram estes:

- Manteiga de Amendoim Orgânica, com pedacinhos de amendoim. É oficialmente a melhor manteiga de amendoim que alguma vez provei. Uso nos batidos, em sandes com mel, e como com colher quando ninguém está a olhar porque é mesmo irresistível (e eu sou uma fraca);

-  Proteína Active Women Vegan Blend. Absolutamente deliciosa e nutritiva após fazer exercício físico. Quando esgotei as 3 amostras oferecidas, voltei a usar a proteína de outra marca que já tinha em casa, e notei que a qualidade em termos de sabor, textura e sensação de saciedade é muito inferior à da Myprotein;

- Um Calendário do Advento.

Recomendo vivamente!


O meu feedback é 100% positivo, não porque a marca Myprotein teve a cortesia de me oferecer para testar, mas porque genuinamente adorei e não tenho nem um ponto negativo a referir. É a minha sincera opinião!

Corpo são em mente sã! 🙂👍🏻

Hazel

10 anos a escrever


Este velho blog celebra hoje uma década de vida. Dez anos! Manter um blog durante tanto tempo tornou-se quase um ritual, uma superstição, um hábito impossível de explicar.

A vossa velha escriba resolveu, dada a efeméride, desvendar dez factos aleatórios jamais revelados numa década de Casa Claridade. Vocês merecem. Ora façam a fineza de puxarem uma cadeira e de se sentarem:

1. Nasci no dia 5 de Maio (o 5º mês do ano), numa 5ª feira.

2. Hazel é o meu nome, que assino legitimamente no Cartão de Cidadão, no Banco e em todos os documentos, embora não seja o nome com que nasci, que era igual ao da minha mãe. Desde que ela faleceu, deixei definitivamente de usá-lo. Tenho, assim, dois nomes, ainda que utilize apenas um.

3. Não bebo bebidas com gás (fazem-me soluços instantaneamente).

4. Já vivi numa casa assombrada.

5. Quando era gaiata, fui para a catequese porque as minhas amigas também andavam lá e diziam que faziam desenhos e actividades divertidas, mas quando ia à missa saía sempre a meio para vomitar. Nunca soube porquê. Acho que era da ruindade. Acabei por desistir — aquilo não era, definitivamente, para mim. Excepto uma vez, nunca mais entrei em igrejas.

6. Já fui hospitalizada com sintomas de ataque cardíaco e entreguei a password da Casa Claridade para que pudesse ser feita uma publicação a explicar o que me teria acontecido, caso morresse. Felizmente, esta nunca chegou a ser escrita. Descobri depois que tive síndrome de Takotsubo, vulgarmente conhecido como "síndrome do coração partido".

7. As abelhas e as vespas não me picam. Tive um enxame de vespas dentro do meu cabelo, por me ter aproximado muito do ninho e nenhuma picou. O segredo é sentir verdadeiro amor e entrega.

8. Já enfiei a minha própria mão numa liquidificadora e liguei-a. Fui parar ao Hospital. Foi um milagre não ter perdido os dedos. Nunca mais fiz batidos de fruta em liquidificadoras. Chuif!

9. Caso pessoas. Sempre que solicitada, realizo casamentos pagãos, escritos e estruturados por mim, desempenhando funções de Sacerdotisa.

10. Já pratiquei Body Combat e também já dancei num rancho folclórico. E gostei! Actualmente, apenas faço dança oriental. Se pudesse, adorava aprender a dançar sevilhanas. Quem sabe um dia.

Muitas graças a todos por me acompanharem!

Sempre vossa,

Hazel

Cileide, Sarah e Liam


"Minha mãe vai se aposentar e ela gostaria de morar em Portugal. Ela te acompanha no seu blog há muito tempo. Você pode mandar um abraço para ela?"

A maior recompensa por escrever e partilhar nas páginas desta casa-livro virtual nove anos da minha existência é a amizade que foi surgindo com pessoas maravilhosas que, de outra forma, dificilmente teria tido oportunidade de conhecer, por estarem longe, seja noutras cidades de Portugal, seja do outro lado do oceano - no Brasil.

Fiz um vídeo em resposta à mensagem da família Cileide, Sarah & bebé Liam, que pediram o meu endereço, para onde enviaram uma caixa com presentes embrulhados em papel, alegria e carinho. Um raio de Sol brasileiro para aquecer o Inverno português.

Porque será que todos os brasileiros têm uma caligrafia leve, bonita e feliz, como se as letras dançassem? Amor em cada letra. Adoro!

Muitas graças pelos vossos generosos presentes e pela vossa amada presença.

Hazel

9 anos a escrever sem parar

Tive outrora um vizinho, um senhor já com muita idade que morava numa casa estreita e espantosamente alta; parecia um ponto de exclamação ao fundo da rua. Ao longo da vida, foi sempre acrescentando e construindo, conforme as economias lho permitiam. A peculiaridade da sua casa surpreendia quem passava. Achava-se que ele era meio louco, porque podia parar, não precisava de continuar a esticar mais a casa, mas ele fazia-o quase como uma obsessão. Já não sabia viver de outra maneira.

Um dia, deixei de ouvir as batidas das ferramentas nas paredes. O silêncio instalou-se. O senhor construiu até ao último sopro de vida. A casa continua de pé, habitada pelo vento que se esgueira pelas frestas, os ecos das pancadas nas paredes e a hera que não pede licença para serpentear ao longo dos muros. Penso que o compreendo. Também não sei para que escrevo - senão dar sentido à minha existência.

Há nove anos, nasceu este blog. De alguma inexplicável forma, dá-me serenidade pensar que, por muitas voltas e reviravoltas que o mundo dê, uma parte de mim mora sempre aqui, nesta Casa Claridade, onde os alicerces e as paredes são feitos de frases, e os tijolos, que fui pacientemente colocando, um por um, são as palavras que escrevo.

Consultei as estatísticas há uns dias, e senti-me grata por saber que esta casa teimosa e exclamativa foi visitada mais de quatro milhões de vezes desde que nasceu. Agradeço-vos por terem a paciência de lerem o que escrevo e pela proximidade que se cria entre nós. Escuso-me por alguma vírgula mal colocada, como quem pede desculpas pela desarrumação às visitas.
Mas o sofá é confortável e o chá foi feito com amor.

Muitas graças a todos.

Hazel

Política de Privacidade

Política de privacidade para Casa Claridade

Todas as suas informações pessoais recolhidas serão usadas para o ajudar a tornar a sua visita no nosso site o mais produtiva e agradável possível. A garantia da confidencialidade dos dados pessoais dos utilizadores do nosso site é importante para o Casa Claridade.

Todas as informações pessoais relativas a membros, assinantes, clientes ou visitantes que usem o Casa Claridade serão tratadas em concordância com a Lei da Proteção de Dados Pessoais de 26 de outubro de 1998 (Lei n.º 67/98). A informação pessoal recolhida pode incluir o seu nome, email, número de telefone e/ou telemóvel, morada, data de nascimento e/ou outros.

O uso do Casa Claridade pressupõe a aceitação deste Acordo de privacidade. A equipa do Casa Claridade reserva-se ao direito de alterar este acordo sem aviso prévio. Deste modo, recomendamos que consulte a nossa política de privacidade com regularidade de forma a estar sempre atualizado.

Os anúncios

Tal como outros websites, colectamos e utilizamos informação contida nos anúncios. A informação contida nos anúncios, inclui o seu endereço IP (Internet Protocol), o seu ISP (Internet Service Provider, como o Sapo, Clix, ou outro), o browser que utilizou ao visitar o nosso website (como o Internet Explorer ou o Firefox), o tempo da sua visita e que páginas visitou dentro do nosso website.

Cookie DoubleClick Dart

O Google, como fornecedor de terceiros, utiliza cookies para exibir anúncios no nosso website;
Com o cookie DART, o Google pode exibir anúncios com base nas visitas que o leitor fez a outros websites na Internet; Os utilizadores podem desativar o cookie DART visitando a Política de privacidade da rede de conteúdo e dos anúncios do Google.

Os Cookies e Web Beacons

Utilizamos cookies para armazenar informação, tais como as suas preferências pessoais quando visita o nosso website. Em adição também utilizamos publicidade de terceiros no nosso website para suportar os custos de manutenção. Alguns destes publicitários poderão utilizar tecnologias como os cookies e/ou web beacons quando publicitam no nosso website, o que fará com que esses publicitários (como o Google através do Google AdSense) também recebam a sua informação pessoal, como o endereço IP, o seu ISP, o seu browser, etc.. Esta função é geralmente utilizada para geotargeting (mostrar publicidade de Lisboa apenas aos leitores oriundos de Lisboa por ex.) ou apresentar publicidade direccionada a um tipo de utilizador (como mostrar publicidade de restaurante a um utilizador que visita sites de culinária regularmente, por ex.).

Você detém o poder de desligar os seus cookies, nas opções do seu browser, ou efetuando alterações nas ferramentas de programas Anti-Vírus. No entanto, isso poderá alterar a forma como interage com o nosso website, ou outros websites. Isso poderá afetar ou não permitir que faça logins em programas, sites ou fóruns da nossa e de outras redes.

Ligações a Sites de terceiros

O Casa Claridade possui ligações para outros sites, os quais, a nosso ver, podem conter informações / ferramentas úteis para os nossos visitantes. A nossa política de privacidade não é aplicada a sites de terceiros, pelo que, caso visite outro site a partir do nosso deverá ler a política de privacidade do mesmo. Não nos responsabilizamos pela política de privacidade ou conteúdo presente nesses mesmos sites.

8 anos a blogar!

Há 8 anos atrás, cliquei num link que dizia "criar blog" para ver o que acontecia...
Fui seguindo os passos e, em 3 minutos, nasceu a Casa Claridade.

O primeiro post foi publicado nesse dia às 16:38. Nessa noite, quase não dormi.

Tive uma insónia longa, estranha, inexplicável, daquelas que só surgem quando a vida de alguém faz um reajuste importante, e todo o curso dos acontecimentos muda numa direcção oposta, inteiramente nova.

Queria escrever sobre as coisas que gostava e, se houvesse uma meia-dúzia de pessoas que lesse, já era bem catita. Nunca imaginei que a meia-dúzia de pessoas viesse a aumentar para mais de 3 milhões de visitas.

A Casa Claridade teve um efeito borboleta na minha vida ao longo destes 8 anos.
O acto de trazer os meus pensamentos para fora de mim e transformá-los em mais de 1.300 textos publicados, criou todo um novo universo físico, onde vivo agora, e que continua a expandir a cada momento.

Agradeço a todos os que fazem parte desta enorme teia de luz tecida pelos fios das minhas palavras. Pela amizade, pelo amor, pela aprendizagem, pelo crescimento, pelo amparo, pela constância e inconstância.

Muitas graças por me acompanharem, por me escreverem a contar que colam as minhas receitas na porta do frigorífico, que riram à gargalhada com os meus devaneios, que contribuí de alguma forma para a vossa felicidade, que falam de mim como se fizesse parte da vossa família.

8 anos da minha vida passados a escrever.
8 anos de entrega.
8 anos de amor.

Escrever faz-me feliz, mesmo quando estou triste.
Haver tantas pessoas a ler aquilo que escrevo é uma responsabilidade muito grande - que apenas posso agradecer com sincera amizade e humildade.

A vossa feliz escriba,
Hazel

Sagrado Feminino - As Mulheres que me Acompanharam

Agradeço publicamente às maravilhosas mulheres que me acompanharam ao longo do último mês, celebrando o Sagrado Feminino.

Deixo aqui a minha homenagem a todas vós, partilhando um pouco de cada uma e daquilo que esta experiência vos trouxe:

 
Heloísa de Mesquita Inoue
Goiânia, Brasil

"O sagrado feminino despertou a esperança e trouxe de volta o que há de melhor em mim, o meu olhar terno e sereno, ou seja, trouxe de volta a mulher que dormia em mim!"













Sara
Porto, Portugal

"O que me fica deste mês é a sensação de liberdade! Ser mulher e sentir-me mais mulher é também sentir-me livre! Livre de roupa e livre de preconceitos, leve e fresca como este maravilhoso mês de Maio. Obrigada, Hazel, por mais este desafio que partilhei contigo!"










Rita C.
Carcavelos, Portugal


"Para mim este Sagrado Feminino foi um regresso à minha Mónada..."












Rosa Araújo
Almeirim, Portugal

"Considero-me uma pessoa feminina por natureza e de bem comigo mesma, mas muitas vezes acabo por vestir a 1ª coisa que me aparece na frente, o que ao longo deste mês não aconteceu e dei por mim a prestar mais atenção ao meu corpo. Tal como a Hazel, este ano senti-me a celebrar o meu aniversário prolongadamente. Os 50 são um marco importante, por isso valeu a pena!"








Diana Araújo
Norwich, UK

"Maio - mês que me levou a casa, a Portugal. Por entre surpresas, fadas e flores, iniciei esta celebração com a minha mãe. Há um mundo único e mágico das mulheres, que nos une e fortifica, que nos dá asas e lugares seguros."










Lénia Carlos
Cascais, Portugal

"Com esta experiência descobri que se quero, consigo. Por isso basta querer! Estes 31 dias foram vividos com muito entusiasmo, disciplina e em comunidade com as outras mulheres. Descoberta: tenho muitas saias e vestidos que não usava. Adorei!"








Lieve Tobback
Lousã, Portugal

"Em 2010, acompanhava a Casa Claridade à distância. Lembro-me tão bem das invenções dos visuais diários, esperava todos os dias pela fotografia. Este projecto de vestidos e saias, esta celebração do feminino inspirou-me na altura. Soltou algo em mim. Comecei a ver-me como a mulher que sou. E comecei a usar vestidos e saias.

Este mês de Maio decidi entrar no desafio proposto. Ainda estou a reflectir sobre e a digerir este mês que passou. Foi um mês intenso. De descobertas. Lindo. O facto de fotografar-me todos os dias e publicar esta fotografia, fez-me pensar no que vestir em vez de "enfiar o trapinho que estivesse mais à mão".
Também não houve pijamadays este mês, hehehe. Cuidei mais de mim, olhei mais para mim. Acho que nunca me olhei tanto ao espelho! Fiquei mais "vaidosa" ao longo deste mês e continuo a pensar em formas diferentes de combinar os vestidos e saias que tenho. Aprendi a sair da minha concha e assumir-me, como mulher e como pessoa. Sinto-me mais segura de mim, sinto-me mais bonita. Esta minha caminhada ainda tem muito por onde andar mas sinto que resgatei o meu ser, o meu sagrado feminino. Grata, por tudo."


Missão cumprida!
Em conjunto, resgatámos o Sagrado Feminino, a união entre mulheres, a amizade, o respeito, a confiança, a individualidade de cada uma. Obrigada a todas, do fundo do coração!

Em profunda gratidão,
Hazel

Sagrado Feminino - dia 30



Amanhã termina o "Sagrado Feminino"...
Que alívio para os vossos olhos, fartos de vir aqui e ter de ver a minha cara todos os dias.
Depois disto, vou passar um mês inteiro de pijama! hahaha!
(estou a brincar)

Esvoaçante como uma borboleta,
Hazel

Sagrado Feminino - dia 29



























Os ventos do deserto sopram forte nas sextas-feiras ao fim do dia! Dia de aula de dança!
Honro a minha feminilidade nesta dança sagrada e ancestral. A dança oriental foi uma dança criada pelas mulheres, que dançavam em harmonia, partilha e celebração, umas com (e para) as outras.

Sou grata por esta bênção e por tudo o que a dança trouxe para a minha vida.
Assim como tantas outras mulheres, durante muitos anos, tive a crença disparatada de que a dança era algo que "não era para mim", mas só "para as outras". Não por eu não gostar de dançar, mas porque achava que não tinha jeito, que era velha demais, que me faltava alguém "com quem ir", que, que, que...

A verdade é que quando sonhamos com algo, não podemos ficar à espera que alguém nos leve lá pela mão e nos incentive. Isso não acontece. Pelo menos, nunca aconteceu comigo.

Muitas vezes, a nossa única motivação somos nós mesmos, e até pode acontecer que todos à nossa volta não estejam na mesma sintonia ou nos queiram mesmo dissuadir com um "p'ra quê?". Ou podem criticar-nos. Ou afastar-se de nós, por despeito, ou incompreensão.

Para não falar na auto-crítica. Nas primeiras aulas, senti-me tão desajeitada como um elefante numa loja de cristais. Mas nunca desisti. E, por nunca ter desistido e sempre me ter motivado a mim mesma, ultrapassei as minhas próprias barreiras e transmutei a insegurança em força.

É impossível dançar e estar triste ao mesmo tempo.
Se quem canta, seus males espanta, quem dança também!

Partilho isto sobre mim para as mulheres que me acompanham; para que saibam que nunca é tarde demais; se querem alguma coisa, lutem! Não dependam da aprovação nem do apoio dos outros! Sejam a vossa própria motivação.

Deixo-vos o convite para o próximo espectáculo, "Volta ao Mundo em 90 Minutos", no dia 28 de Junho, no palco do Auditório Sra. Boa Nova, em S. João do Estoril.

E agora, excuse me, que eu vou para a minha aula!

Rodopiante e serpenteante,
Hazel

Sagrado Feminino - dia 28

Hoje o L. fez gazeta na escola. Mas, ainda assim, teve de trabalhar no seu part-time não remunerado como fotógrafo, porque eu o obriguei! Ah!

E que ninguém me acuse de estar a explorar o gaiato, porque o dia inteiro foi assim:

- Mamã, anda jogar Monopólio.
- Mamã, vamos dar banho aos gatos.

[Resumo desta parte:
Fsssss!!! Miauu!!

Veneza é na minha casa-de-banho. 
O pânico vestido de pêlos e bigodes. 
Cortinas da banheira rasgadas. 
Tomei banho também. 
Todos precisamos de um calmante. 
Nunca mais lhes dou banho.]

- Mamã, anda cantar.
- Mamã, senta-te aqui comigo a ver desenhos-animados.
- Mamã, o que é o almoço?
- Mamã, vou fazer xixi.
- Mamã, vou fazer cocó.
- Mamã, um dos gatos deu um pum.
- Mamã, anda fazer uma luta de espadas.
- Mamã, anda fazer gelados.
- Mamã, mamã, mamã.


De vestido cor de post-it,
Hazel