Para saber o futuro:

Ai que vergonha! Esta gaveta toda desarrumada é da minha mesa-de-cabeceira.


Ali esquecidos, descobri papéis soltos, restos de medicamentos das gripes do Inverno passado, pacotes de lenços de papel, uma tesoura.

O que é que isto significa?
- Energias paradas; estagnação.

O mais certo, se não retiro dali os medicamentos bem depressa, é passar o próximo Inverno com gripe, pois, afinal, até já ando a dormir com os remédios ao lado, para estar preparada.

É mau Feng Shui. Muito mau, mesmo.
Não vou dizer que o futuro próximo é ditado pelo conteúdo da nossa gaveta da mesa-de-cabeceira, mas lá que tem uma grande influência, isso tem.

Portanto:
Vou guardar os medicamentos numa caixa dentro de um armário, lá beeeeeem longe.
A tesoura será arrumada no escritório.
Os papéis soltos, no ecoponto.

E fica a gaveta vazia. Para guardar objectos mais auspiciosos.
Como, por exemplo, um creme hidratante, lingerie, um livro. Y otras cositas...

É a sua vez agora:
Anteveja o que influencia o seu futuro próximo, espreitando para dentro da sua gaveta da mesa-de-cabeceira - o que guarda lá dentro?

Hazel

Quando me divorciei da tábua de engomar


Mulheres do mundo! Aproximem-se do écran, pois este post poderá mudar a vossa vida!

A liberdade sempre esteve ao nosso alcance, só que, como passarinhos que estivemos demasiado tempo dentro da gaiola, quando vimos a porta aberta, não sabíamos que podíamos voar.

Verdade-nua-e-crua, parte 1: ninguém vai ganhar um prémio por ter roupa sem vincos. Ninguém vai receber a visita-relâmpago de uma inspectora-das-donas-de-casa que lhe irá pôr um carimbo na testa para que todos saibam que fez batota por não ter passado os pijamas, lençóis e toalhas a ferro. A inspectora-das-donas-de-casa não existe.
Se existisse, seria uma mulher frígida, pérfida, sádica e com caspa no cabelo!

A inspectora-das-donas-de-casa é uma programação de culpa que tem passado de geração em geração para que as mulheres se submetam a fazer tarefas chatas e desinteressantes, desvalorizadas como serviçais sem ordenado, enquanto os homens descansam ou se divertem.

E ainda hoje, as mulheres obedecem, e criticam-se umas às outras numa competição sem nexo para atingir o patamar ilusório de "melhor dona-de-casa", sem se aperceberem que, quanto melhores donas-de-casa são, menos donas-de-si-mesmas se tornam.

Refiro-me especificamente às mulheres que desperdiçam horas de vida a passar a sua própria roupa a ferro, a roupa da casa, a dos maridos ou namorados e a dos filhos, enquanto todos eles estão no computador, deitados no sofá a ver televisão, ou a dormir a sesta. E "têm" de ser elas a fazê-lo porque... são mulheres.

Verdade-nua-e-crua, parte 2: os vossos maridos / namorados não vos irão amar mais por passarem as roupas deles a ferro. Nem vos irão tratar melhor pelo vosso sacrifício. Se reconhecessem verdadeiramente o vosso esforço, e quisessem a roupa engomada, seriam eles próprios a fazê-lo! Não se troca amor por roupa passada a ferro.  

Ora vejamos o seguinte cálculo:

Passar a ferro =  roupa engomada para parecer bem aos outros.
Não passar a ferro = tempo para mim + auto-valorização que recuperei + costas que nunca mais doeram + conta de electricidade que baixou + liberdade de poder exercer as minhas escolhas, fazer o que quero, e não o que os outros acham que deveria fazer.

O resultado foi o grito do Ipiranga. Divorciei-me da tábua de engomar.
Simplesmente, decidi nunca mais passar a ferro. E olhem que nem ando com a roupa muito amarrotada. A forma como cuido da minha roupa é a seguinte:

1. Estendo a roupa direita no varal, de forma a não ganhar marcas nos sítios mais visíveis (p. ex., penduro as t-shirts a meio, e coloco as molas por baixo dos braços);

2. Dobro e arrumo a roupa logo que é apanhada do varal, para não formar montanhas de roupa (que ganham vincos). Se não puder fazê-lo logo, coloco-a toda direita numa cadeira - para não ficar amarrotada.

3. Se, mesmo assim, alguma peça de roupa estiver muito amarrotada, penduro-a num cabide e coloco-o na casa-de-banho para apanhar os vapores do duche e, assim, alisar.

Por um mundo onde as mulheres são mais felizes e se valorizam a si mesmas,

Hazel

Como conservar pão por mais tempo

Foram muitos anos de pão duro aqui em casa. Experimentei de tudo; em sacos de plástico, de tecido, em cestos, nos armários, e o teimoso do pão parecia que ficava seco e duro em poucas horas.

Tanto tentei, que encontrei, finalmente, a solução.

Vê esta caixa grande de madeira? É isso.
Calma, que a caixa, em si, não faz milagres. Há regras a ter em conta.

Para si, que quer ter o seu pão do pequeno-almoço sempre fofinho, siga as instruções:

1. Compre uma caixa de madeira;

2. Dentro da caixa, coloque um pano de algodão no fundo (para não pousar o pão directamente na madeira);

3. Lave e seque bem uma batata pequena, e coloque-a dentro da caixa (para evitar a criação de bolor);

4. Mantenha a caixa num local seco e fresco. Nunca-jamais-em-tempo-algum a coloque com o pão num sítio onde apanhe Sol;

5. Coloque o pão lá dentro, em cima do pano. Não use sacos de plástico (o pão precisa de "respirar");

6. Se o pão estiver quente, deixe-o arrefecer cá fora antes de guardá-lo.

Hazel

Para que serve uma espiral?

Existem espirais de prata, de cobre, ou até de pauzinhos, como a da foto.

Há de várias cores, com e sem cristais.

Mas... para que servem?

As espirais servem para capturar as energias negativas e conferir protecção ao lugar onde se encontram.

As metálicas são mais eficazes, dado que têm maior capacidade de recepção de energias.

Devem estar suspensas junto à porta de entrada, caso esteja em contacto directo com a rua.

Ou, no caso de quem vive em apartamento, podem ser penduradas numa janela.

De vez em quando, deixe o vento entrar pela janela e fazer rodar a espiral.

"Espiral, espiral,
suga todo o mal...", já diziam os antigos...

Estou fora. De moda. E gosto.

Sou uma fora-de-moda feliz e assumida!

Gosto de me atirar de cabeça para dentro dos baús, desencantar velharias caídas no esquecimento, e trazê-las para o meu dia-a-dia.

Hoje apeteceu-me mostrar-vos algumas das minhas coisas antigas preferidas:

Um xaile branco com franjas.

Fui buscá-lo ao roupeiro de propósito para tirar esta foto (não reparem na ventoinha - esqueci-me de escondê-la!).

Era capaz de usá-lo todos os dias.
Aquece e aconchega sem a formalidade de um casaco.

É o meu acessório de Inverno favorito.

O necessaire - a típica peça vintage!

Este necessaire é muito antigo; acompanha-me há cerca de 20 anos, mas já existia antes:

Foi um achado que a minha mãe fez no lixus quando eu era criança. Na época, fartei-me de ralhar com ela e dizer que era uma vergonha se alguém a tivesse visto (mas fiquei com ele na mesma, pois...).

A ironia do destino é que agora sou eu que faço achados no lixus, e ainda tenho a ousadia de mostrá-los ao mundo inteiro. O que a idade faz a uma pessoa...



O leque.

No Verão, gosto de trazê-lo na mala. Porque uma dama deve estar sempre prevenida para os momentos de maior calor. oh oh




Bolsa estilo vintage.

Adoro malas que têm este tipo de abertura em cima, que se assemelha a uma boca (até têm um nome, mas não sei qual é).

Ando sempre com ela. Usá-la-ei até que fique tão sebosa que os Restaurantes proíbam a minha entrada por atentado às normas de higiene (estou a brincar... às vezes, ponho-a de molho com água e detergente, e lavo com uma escova).


Sou uma rebelde, que não se submete à ditadura do "que se usa", mas que se deixa levar pelo encanto do antigo.