Duelo na janela da minha casa-de-banho

quinta-feira, novembro 06, 2014

Na janela junto à minha banheira mora uma aranha que trabalha no mercado imobiliário. Está a expandir a sua propriedade a olhos vistos, com os lucros provenientes dos bilhetes de entrada que cobra aos insectos que lá caem, no engodo de me verem a tomar duche.

Esta semana, enquanto eu esperava que o condicionador fizesse o efeito-que-promete naqueles 3 minutos de ilusão-de-um-cabelo-melhor, um melgão com atitude de cafajeste resolveu entrar sem pedir licença e invadir os domínios da Aranha-Gorda. 

Pousou na janela como um cowboy que entra num saloon onde sabe que vai ser matar-ou-morrer. Lançou um olhar provocador e cuspiu para o chão (que é como quem diz, para a janela). A Aranha-Gorda rosnou. A janela é dela, a banheira é dela e eu sou dela (?). 

Trocaram insultos, ameaças e olhares de desprezo. E eu ali, como vim ao mundo, a única testemunha daquele momento BBC Vida Selvagem.

Num segundo, tirei o condicionador do cabelo, enrolei-me numa toalha e fui a chapinhar pelo chão da casa toda em busca de uma máquina fotográfica.

Aquilo que aconteceu ficou registado para sempre na memória de todos os insectos. 
Depois deste duelo, a Aranha-Gorda vai passar fome, porque nunca mais nenhum bicho com asas, patas e amor à vida voltará a aproximar-se desta janela.

Seguem as imagens, que, aviso, são terrivelmente violentas:

O desafio do Melgão-Cafajeste.

Atitude "badass". É agora que desatam à chapada uma à outra.
A mutilação
O triunfo da Aranha-Gorda.
É assim que se resolvem as coisas na janela da minha casa-de-banho. 

Não é uma montagem - a aranha realmente arrancou a pata do melgão. 

É inegável que esta aranha é uma durona, uma rufia. Hoje mesmo, depois de umas 50 sequências de flexões, pediu-me um bife em sangue com batatas fritas. Só me resta perguntar: "As batatas, são os cubos, ou aos palitos?"

A tremer por todos os lados,

Hazel

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