26/04/2012

Ninguém conhece ninguém

Quem sou eu, um nome? O número do cartão de cidadão?
A imagem que aparece reflectida no espelho? A minha voz? Serei as coisas que vivi? Não.
Ninguém pode atrever-se a afirmar conheço-te muito bem, seja sobre mim ou qualquer outra pessoa. Tal afirmação não é reveladora de conhecimento, mas de grande ignorância.

Ninguém me conhece. Nem eu mesma me conheço totalmente.
Aquilo que se afirma erradamente conhecer acerca de alguém é apenas uma partícula ínfima dessa pessoa. Menor do que um átomo. Menor ainda do que um electrão.
O meu Eu não é o meu corpo, nem a minha história de vida.

O meu Eu é até infinitamente maior e mais sábio do que eu. Encontra-se num plano superior; podemos mesmo imaginá-lo no espaço sideral, sentado ao lado dos Deuses, formando um círculo.

Não possui bens materiais nem sequer forma física. Talvez nem mesmo um nome. Apenas uma vibração própria, que a identifica e distingue das outras, assim como cada estação de rádio ocupa a sua própria frequência.

Está acima das angústias e aflições terrenas, porque possui o Conhecimento Absoluto. Não existe tempo nem espaço para ele.
Todas as minhas sucessivas vidas terrenas fundem-se numa linha única e contínua que se entrelaça com as linhas de vida de outras pessoas, formando uma teia cujo sentido e destino desconheço enquanto ser humano que caminha na Terra.

Por vezes, capto um vislumbre de um fio de luz irradiado pela força inesgotável, serena e silenciosa do meu Eu superior. Aquele que tudo sabe e tudo vê. Tenho flashes de momentos e aprendizados de outras vidas, que algum tempo depois o meu senso comum trata de fazer confundir com a imaginação. Costuma ser perigoso saber-se demais.
Atrapalha o nosso percurso evolutivo. E podem até acusar-nos de insanidade.

Mas podemos sempre contactar o nosso Eu superior se buscarmos por ele dentro de nós.

Não me tomem por arrogante. Isto não é um privilégio só meu. Cada ser humano tem o seu próprio Eu Superior, também sentado ao lado dos Deuses, formando um círculo tão redondo e perfeito quanto o planeta Terra visto do espaço...

Beijos siderais,
Hazel

Foto: rmforall@gmail.com, no Flickr, licença CC 2.0

20/04/2012

Re-ligar



A palavra Religião deriva do latim Religare, ou Re-ligar. Voltar a ligar o que já esteve ligado. É esse o papel das religiões. Se o têm, ou não, cumprido, seria tema para um post completamente diferente deste.

Este versa precisamente sobre nos Re-ligarmos. Mesmo sem o  conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seu próprios valores morais que a Wikipédia diz ser a Religião.

Re-ligar supõe que já estivemos ligados ao divino e que a dado momento nos desligámos. Mas quando é que isto aconteceu? Pode ter acontecido em várias fases: quando nascemos; quando a pressão da sociedade (e dos nossos pais) nos moldou para a racionalidade excessiva; ou quando simplesmente escolhemos viver com a mente e não com o coração.

Para se re-ligar, o Ser Humano, criou algo que é comum a todas as religiões: A oração, ou mantra.
Eu acredito que isolada, nenhuma religião mostra toda a verdade mas que, juntas (também com a ciência) , nos podem revelar mais do que os sentidos nos mostram.

Nesta série de posts deixo-vos orações, mantras, poemas. Formas humanas de falar com o Divino, de Re-ligar. Hoje, deixo-vos uma oração Hindu, descrita no livro "O que dizemos aos Deuses" do Círculo de Leitores, que evoca o Deus progenitor, Prajãpati:
Na onda sem limite, no centro do universo,
no dorso do firmamento, o maior do que o grande,
tendo o seu esplendor penetrado as luzes.
Progenitor cujo embrião se activa.
Aquilo em que tudo aqui em baixo se reúne e se dispersa
aquilo que os deuses em grupo se reúnem,
é aquilo que era, que é, o que será,
isso mesmo no som imperecível, o firmamento supremo.
Aquilo de que foram cheios o espaço, o céu e a terra,
aquilo por que aquece o Sol, com o seu brilho, com a sua luz,
aquilo que tecem os poetas no fundo do oceano,
é isso no som imperecível, o firmamento supremo.
Aquilo por que foi incitada a iniciação do Mundo,
aquilo que pelas águas propagou os viventes sobre a terra,
aquilo que pelas plantas penetrou homens e animais,
todos os seres se movem incessantemente.
Nada mais é maior do que Isso, nem mais íntimo,
mais alto do que o mais alto, maior do que o maior,
esse Mistério Único, não manifestado, que tem por forma
o ilimitado, o Todo, o Antido de além da Treva.

E vocês, caras/os leitores? Que preces sentem que vos Re-ligam à Fonte?

O Universo é abundância.

Com Amor,
Marco


(foto: knottyboy no flickr.com. CC2.0)

19/04/2012

A idade das bruxas

As bruxas andam envoltas num véu invisível que produz um encantamento em quem as observa, vendo-as sempre com uma aparência jovem, mesmo que tenham centenas de anos...

Esta vossa escriba está a envelhecer.
Já fui Donzela, sou Mãe, e começo lentamente a minha caminhada para chegar a Anciã.
As três faces sagradas da Deusa, que cumpro sem pressas.

Isto de envelhecer traz as suas compensações. Perde-se na rigidez dos seios [oh Deuses, eu escrevi mesmo isto?], mas ganha-se em paz interior, com a reconciliação que fazemos connosco.

Perde-se todos os dias um bocadinho de auto-crítica e ganha-se em auto-estima.
Cada vez nos vamos tornando mais nós mesmos, e menos aquilo que os outros esperam que sejamos. Consequentemente, as relações que temos com as outras pessoas redefinem-se. Umas, aprofundam-se. Outras, extiguem-se.

Vamos dando cada vez menos valor ao que os outros pensam, e mais valor àquilo que sentimos que está de acordo com os nossos princípios. Aprende-se a apreciar e até mesmo a saborear a solidão, porque ninguém nos compreende tão bem quanto nós. :)

Não sei até quando este meu feitiço de juventude irá durar, mas acho que aquilo que o mantém activo é o prazer que eu tenho numa boa gargalhada.
Com mil vassouras, enquanto houver alegria e sentido de humor, serei eternamente jovem!

Dentro de poucas semanas, vou fazer anos, e isso de fazer anos é algo que me traz sempre uma sensação esquisita, de desconforto. Parece que o mundo inteiro nos observa nesse dia, e nunca se sabe quem vai saltar de trás de um arbusto para nos pregar um susto. Metaforicamente. É. Fazer anos é uma coisa assustadora para mim!

O que compensa este desconforto e o susto contínuo de 24 horas são os presentes. ahahah!
E, por isso, deixo aqui uma lista - vai que o Pai Natal lê o meu blog - de coisas que eu gostava de ter:

- Alcofa de palha. Acho que mais ninguém se lembraria disto, mas eu sou uma pessoa de gostos simples, e gosto de alcofas de palha, são ecológicas, vintage, servem para tantas coisas...

- Máquina de costura pequenina. Ora aqui está uma coisa que nunca pensei vir a querer.
O que não faz a idade! Não sei rematar em máquina de costura, mas quão difícil poderá ser?

- Sabonetes. Acho que sou a única pessoa do mundo que gosta de receber sabonetes de presente, mas gosto mesmo. Que foi?

- Pedaços de tule. Brancos ou pretos. O mundo de possibilidades artesanais que eles oferecem...

- O livro "Siddhartha", de Hermann Hesse. É o meu livro preferido, que já tive, mas infelizmente fiquei sem ele, e parece que nunca mais o vou reaver.

- Uma estatueta bonita de Iemanjá. De quem sou devota. A minha perdeu os dedos misteriosamente! Ninguém lhe tocou, e desapareceram - coisa estranha...

- Uma pena de falcão. Que não tenha sido arrancada, pelamordosdeuses!

- Um lápis khol preto para olhos. Homessa, é a primeira vez que peço uma coisa destas.
Mas a idade, a idade...

E é tudo!
Podia pedir uma casa nova, uma oferta de emprego fantástica, um patrocínio generoso, uma viagem ao Brasil ou até mesmo uma colecção inteira de vestidos novos. Mas não.
A idade ensina-nos a ser pacientes e a apreciar as coisas pequenas, porque a grandeza está dentro do nosso coração.
Embora... se algum destes desejos se concretizar, não vou desdenhar, não... ahahah!

Beijos para todas as idades,
Hazel

17/04/2012

Tu mereces, gato.

Passa as manhãs na cama e as tardes à janela a fazer charme para as pessoas que passam na rua.







Há mais de 2 anos que...
... peneiro os teus cocós das areias como os garimpeiros a peneirar pepitas de ouro.
... apanho as bolas de pêlo que vomitas sempre em cima dos tapetes.
... tiro os teus pêlos dos meus casacos.

E há mais de 2 anos, também, meu bom gato, que...
... fazes parte da minha vida. Que a embelezas, reconfortas e amacias os altos e baixos.
... tornas-me mais feliz. Muito grata, Aramis.

Agora, traduzido, para que consigas ler:

Miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau
Miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau
Miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau
Miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau
Miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau miau

[O Aramis foi resgatado da rua, onde tinha sido abandonado. Hoje é um gato feliz e é um grande e fiel amigo. A sua história.]

Beijos de gato,
Hazel

16/04/2012

Consultas de Tarot

O Tarot não faz o seu destino, mas é uma valiosa ferramenta de aconselhamento e orientação, indicando os melhores caminhos a seguir.

As minhas consultas são dadas em ambiente informal, tranquilo e descontraído.
Recomendo que traga papel e caneta para anotar as indicações recebidas.
As previsões estendem-se até ao período de 6 meses - 1 ano.

Atendimento em Carcavelos (espaço próprio), Oeiras e Sintra.

Consultas presenciais.
Qualquer dia da semana, mediante marcação prévia.

Serão abordados todos os temas que desejar. Cada consulta tem a duração aproximada de 1 hora.



Marcações: hazel@eterea.tv

Valor: 40€

Beijos mágicos,



14/04/2012

Respirar pelo umbigo

A zona do umbigo é um dos mais importantes centros energéticos do corpo humano.

Não é por acaso que se sente aquela sensação desconfortável de "frio na barriga" quando algo de importante ou diferente está para acontecer.

Este centro energético funciona assim, como uma espécie de bússola interna que se manifesta através destas sensações físicas, e até quem não acredita nas "energias" as sente.

Quando estamos nervosos ou numa crise de ansiedade, a respiração tende a ser superficial.
Para acalmar a ansiedade, regularizar o fluxo energético e ajudar a eliminar negativismos, devemos concentrar-nos numa respiração regular e profunda, na zona do umbigo.

Inspira... expira... inspira... expira...

A-ha! Aproveito para informar que o umbigo da foto não é da vossa tímida escriba, não... Veio do Flickr. Crédito da foto abaixo.

Beijos no umbigo, (uia!)
Hazel

[Foto: Dear, max, no Flickr.com, licença CC 2.0]

13/04/2012

O que é uma Balzaquiana?

A expressão "mulher balzaquiana" não é de agora. Existe há cerca de 2 séculos, e surgiu com o livro "A Mulher de Trinta Anos", escrito pelo escritor realista francês Honoré de Balzac.

A personagem principal deste livro, "Julie d'Aiglemont", é a típica mulher mal-casada que, depois de vários anos de insatisfação, reencontra o amor nos braços de outro homem.
Um escândalo para a Sociedade hipócrita da época.

[Pausa.
Que em nada difere da Sociedade actual.
Senão, vejamos:
Mulher deixa marido: "Ela não vale nada."
Marido deixa mulher: "Ela não devia valer nada."
Mulher bate no marido: "Ela não presta."
Marido bate na Mulher: "Ela devia ter feito alguma coisa para merecer."
Fim de Pausa.]

As balzaquianas são as mulheres na casa dos 30 anos, que amadureceram e deixaram o romantismo e ingenuidade dos 20 anos para trás.

Têm uma visão realista e confiante de si mesmas e do mundo.
Aprenderam que a vida é demasiado valiosa para ser desperdiçada entregando-se à resignação por medo das críticas alheias.
E, por isso, rompem amarras e vivem a vida e o amor em toda a plenitude.

É assim a mulher de trinta anos retratada pelo escritor Honoré de Balzac.
Que os anjinhos cantem em seu louvor!

Beijos balzaquianos,
Hazel

12/04/2012

Roupa interior por cima da roupa normal. - hã?!


A expressão "fora-de-moda" faz-me lembrar...
... "fora-da-lei"! Hmm, hmmmm.
Isso apela-me ao meu lado rebelde. Gosto.

Desde que me lembrei de começar a usar duas saias ao mesmo tempo, todo um novo mundo se revelou para mim. O mundo da excentricidade, dirão alguns. Seja!

O conceito de liberdade é-me muito valioso, e a roupa que escolhemos pode ser uma forma de exercê-lo (ou não).

Usar o que nos apetece sem nos preocuparmos se está ou não na moda ou, mais importante, se as pessoas vão (des)aprovar...

Passei a adolescência inteira de t-shirts largas e calças de ganga. Escondida sob o manto imaginário da invisibilidade, tecido e costurado pela minha timidez. No more!

Agora, depois de ter chegado à idade balzaquiana, apresento-me ao mundo como me apetece (finalmente!). Ah, os fantásticos trinta e... e... ficamos por aqui.

Gosto muito das combinações femininas e românticas que as senhoras antigamente usavam por baixo das roupas. Acho-as uma peça tão bela, que decidi virar a tradição ao contrário e trazê-las à luz do dia, usando-as por cima da roupa.

Eu gosto. E é tudo o que importa.
Beijos excêntricos,
Hazel

11/04/2012

Pintar a lápis-de-cor

Não sou o tipo de mulher de coleccionar vernizes das unhas, mas adoro os meus lápis-de-cor. Tenho alguns que me recordo de ter achado no chão do recreio da minha escola primária.

E isso quer dizer duas coisas:

- Primeiro, que me lembro de coisas assim, inúteis, mas esqueço-me do que fiz na semana passada.

- Segundo, se eles ainda existem... é porque pouco os usei!

Pelo menos, até há umas semanas atrás.
Não sei o que me deu. Eu nem tenho jeito para desenhar. Deve ter baixado em mim o espírito da Frida Kahlo (mas sem bigode, hã?).

Encontrei duas imagens algures no Google Images que não me saíram da cabeça. Algo me dizia que eu tinha de as pintar.

E assim foi. Desenhei, pintei e viajei para outros mundos, qual xamã guiada pelos lápis.

Não tenho pretensões artísticas nenhumas.
Talvez até nem volte a conseguir desenhar e pintar mais assim. Mas valeu cada segundo que vivi a fazer isto.

O primeiro desenho que fiz foi o desta xamã com as duas luas por trás, que me transmite a ideia de protecção vinda dos outros planos.
Vejo-a como a minha guardiã.

O desenho de cima fala-me em criação, em poder mágico, em espalhar beleza pelo mundo. E não é mesmo?
Beijos coloridos,
Hazel

10/04/2012

Como mudar o Mundo em 5 passos

1- Amar. Amar  intensa e incondicionalmente. Conjugar o verbo em todas as suas formas e tempos. Amar as nossas virtudes e os nossos defeitos. Amar o Yin e o Yang. Como se não houvesse amanhã. Nem ontem. Porque apenas o Presente é real. Se todos Amássemos incondicionalmente não haveria lugar para o Medo e todos os sentimentos dele derivados. Se nos Amássemos completamente não haveria lugar para sentimentos menores porque no copo que está cheio não cabe outra essência. O Amor é uma poderosa energia de cura.

2 - Sonhar. António Gedeão dizia que “sempre que o Homem sonha, o Mundo pula e avança”. Do sonho, ou da ideia, surge a manifestação. Sonhem acordados com aquilo que querem ver na vossa vida. Não se trata de projectar o que querem ver concretizado, mas de delinearem na perfeição o vosso Caminho. Só o Pensamento é criativo, e só o Sonho alimenta a Criação.

3 - Ser Grato. Este passo é descaradamente roubado a um dos Princípios do Reiki: “Só por hoje, sê grato pelas múltiplas bênçãos que recebes”. Grato pelo céu azul, pelo cheiro da chuva. Pelas Crianças. Pelo teu sorriso. Não se trata de relativizar: é realmente agradecer pelas pequenas - grandes coisas. Agradecer pela oportunidade de desfrutar do Agora. Ao sermos Gratos estamos a desatar os nós energéticos que nos impedem de agir. Estamos a Libertar-nos de amarras e a permitirmo-nos Agir com Vontade.

4 - Agir com Vontade. A Vontade é a Chama divina que arde dentro do vosso Plexo Solar. Não é aquilo que vos apetece. Não é um capricho, um gosto. É o que vos impele a Viver, o que vos levanta todos os dias da cama. A Vontade é Chave para transformar obstáculos em oportunidades. É o ingrediente secreto na Alquimia Humana. A Vontade é assim uma espécie de tomate no grande cozinhado da Vida: basta um bocadinho para todos os pratos ficarem saborosos. Usar a Vontade é facilitar o fluxo natural da energia.

5 - Aprender. Sempre. Todos os dias. Com todos os que estão à nossa volta. Com quem gostamos mais e com quem gostamos menos. Mesmo a situação mais adversa revela algo que o Universo tem para nos ensinar. E quando não entendemos à primeira ele faz questão de repetir. E repetir. E repetir outra vez, até que percebamos. Até que tombemos do nosso pedestal de Egos e o achemos tão injusto, porque nunca tinha avisado. Quando Aprendemos algo estamos a devolver Sabedoria ao Mundo e a ajudá-lo a evoluir.

Com Amor,
Marco

06/04/2012

Lua das Sementes

E chegámos à Lua das Sementes. As comunicações intensificam a sua actividade e chega-nos informação diversificada e em grandes quantidades vinda de todos os lados.
Agora que Mercúrio deixou de ficar retrógrado, a comunicação arranca em plena força!

Há que aprender a ver além das aparências e a lidar com as adversidades.
A velha máxima "nem tudo o que parece, é, e nem tudo o que é, parece ser", está em alta neste momento. Esteja atento...

É imperativo manter o equilíbrio, a serenidade e a paz interior, para tomar boas decisões.
Controle a impulsividade. Não pense duas vezes antes de agir, pense três! 

Use os recursos naturais para manter a tranquilidade. Beba chás calmantes.
As plantas mais adequadas para este fim são: tília, verbena, camomila, erva cidreira..

Afaste-se de todas as fontes de negativismo, incluindo a tristeza, a raiva e o medo.

Tal como as sementes depois de colocadas na terra, temos de ganhar raízes e concentrar-nos na materialização dos nossos objectivos.
Foquemos a atenção nos projectos a concretizar, com a astúcia e visão de um Imperador.

Sintonize-se com a força telúrica, dando um passeio pela floresta. Quando encontrar uma árvore que capte a sua atenção, descalce-se e abrace-a todo o tempo que lhe apetecer, fazendo uma troca energética com ela.

Sugestão de leitura:
Beijos lunares,
Hazel


Crédito foto da lua:
mikemccaffrey no Flickr.com, licença Creative Commons 2.0

04/04/2012

Chá na maçã

E se lhe apetecer beber um chá, mas não tiver nem um pacote de chá em casa?
Mesmo assim, arrisca-se a beber o chá mais delicioso e mágico da sua vida...

Surpreenda os seus filhos ou as suas amigas com um chá na maçã.
A ideia não é nova, mas os ingredientes foram seleccionados por mim:

- 1 maçã
- um pau de canela
- um pequeno ramo de erva-doce
- uma pitadinha de pimenta-preta
- 3 flores de jasmim
- 5 flores de camomila
- açúcar
- 2 xícaras de água

Com a ponta de uma faca, faça uma abertura na parte de cima da maçã (não se esqueça de lavá-la primeiro), e depois escave-a por dentro com uma colher pequena, de forma que fique oca.

Coloque todos os pedacinhos que retirou de dentro da maçã e os restantes ingredientes numa panela com água.

Deixe ferver por 8-10 minutos, até que os aromas se libertem e misturem.
Acrescente açúcar. Verta cuidadosamente o chá para dentro da maçã.
Retire o pau de canela da panela e coloque-o dentro da maçã para mexer e continuar a aromatizar.

Pode optar por outros ingredientes, como cravo-da-Índia, anis-estrelado, etc..
Use a imaginação. Ah, e no fim, pode comer a maçã!

Sugestão de leitura:
Aproveitar as cascas de maçã para fazer chá.

Beijos de maçã,
Hazel

02/04/2012

Viagem ao fundo de um búzio

Os búzios são o contorno de uma espiral estonteante, íntima e misteriosa.
No fim desta, encontra-se o silêncio das profundezas do mar. Ou do ventre materno.

Os sons e luzes surgem difusos e entrecortados; tão pouco relevantes em comparação com o silêncio que viaja e preenche todos os espaços vazios, não deixando lugar para mais nada a não ser a tranquilidade absoluta.

Quem conseguir plasmar-se com uma partícula de ar ou um grão de areia, poderá viajar para esse recanto pequenino, escuro e secreto que existe no fim de um búzio.

Sentada de pernas encolhidas e olhos fechados, lá no cantinho onde termina a espiral interminável do búzio, dilato as narinas e sinto um suave odor a maresia.

Poderá ser a minha imaginação a pregar-me partidas, mas parece que consigo escutar ao longe uma tempestade no mar e as tábuas do convés de um navio a ranger com a força das ondas. Pouco importa. Na tranquilidade silenciosa do fundo de um búzio, está-se seguro das mais terríveis tormentas.

A palavra que surge é concentração. Concentrar, convergir para o centro. O centro, a essência. O pulsar do coração. O tiquetaque do relógio que nos avisa que o tempo está sempre em contagem decrescente.

O búzio, achado numa tarde de Verão junto ao rebentar das ondas, é levado para uma casa numa cidade longe do mar, e guardado num armário de vitrine embaciada durante anos.

Até que um dia, alguém decide restituí-lo ao mar. Uma criança, às escondidas dos pais, que achou que aquele búzio não pertencia ali, assim como uma peça de puzzle guardada por distracção na caixa de outro puzzle diferente.

Atirou-o para a água, e logo a corrente o sugou de volta, como se resgatando um tesouro há muito perdido. E a aventura recomeçou.
Tantos oceanos por onde viajar ao sabor das correntes...

Beijos com sabor a mar,
Hazel
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